A História Do Tocantins

 

O Estado do Tocantins

O Estado do Tocantins

 

Aspectos Históricos:

Sua origem liga-se as lutas libertistas, que vão desde Joaquim Teotônio Segurado, há mais de 200 anos, a Siqueira Campos, autor da Emenda Constitucional apresentada à Assembléia Nacional Constituinte e que, no seu art. 13 das Disposições Constitucinais Transitórias foi aprovada por unanimidade, criando o Estado do Tocantins, em 05.10.1988. Foi a partir da necessidade da descentralização da administração pública do sul em detrimento dos legítimos interesses do Norte, que nasceram as aspirações de criação do Tocantins. Sua instalação se deu em 1º de Janeiro de 1989, conforme estava previsto no supracitado dispositivo legal e sua primeira Constituição Estadual foi promulgada a 05 de Outubro do mesmo ano.

O girassol tornou-se a planta símbolo do Estado. A sua flor amarela, aberta em várias pétalas, é como sol que nasce para todos. Como cores oficiais do Estado foram escolhidas: o amarelo, o azul e o branco.

Aspectos Físicos:

Localização Geográfica

Situa-se no centro geográfico do País, na Amazônia Legal, entre os Paralelos 5º e 13º, e tem como coordenadas geográficas longitude: 46º 00' e 51º 00' de Greenwich e latitude 05º 00' e 13º 00' S.

Limite

Limita-se, ao norte, com o Estado do Maranhão; ao sul, com o Estado de Goiás; a leste, com os Estados do Maranhão, Piauí e Bahia; a oeste, com os Estados do Mato Grosso e Pará.

Área

286.706 Km2

 

 

 

Aspectos Demográficos:

População: 1.131.233 hab, estimativa IBGE janeiro/90

Eleitores: 470590, fonte TRE/Janeiro, 1990

Densidade Demográfica: 3.94 hab/km2

Aspectos Geográficos:

A vegetação do Tocantins é bastante variada; apresenta desde o campo cerrado, cerradão, campos limpos ou rupestres a floresta equatorial de transição, sob forma de "mata de galeria", extremamente variada.

A vegetação é o espelho do clima. Em área, o cerrado ocupa o primeiro lugar no Estado do Tocantins. As árvores do cerrado estão adaptadas à escassez de água durante uma estação do ano. Caracterizam-se por uma vegetação campestre, com árvores e arbustos esparsos, útil à criação extensiva do gado, por ser uma vegetação de campos naturais, em espécie vegetal dos diferentes tipos de Cerrado.

Cerrado – Árvores de pequeno porte, poucas folhagens, raízes longas adequadas à procura de água no sub-solo, folhas pequenas duras e grossas, ciando grande parte na Estação seca. As espécies nativas mais comuns são: pau-terra, pau-santo, barbatimão, pequi, araticum e muricí.

Campo Sujo – Uma divisão do cerrado, que apresenta árvores bastante espaçadas uma das outras e, às vezes, em formação compacta. Ex: lixeira, gramínea etc.

Campo Limpo – Caracteriza-se por se constituir uma formação tipicamente herbácea, com feição de estepes, quando isoladas; se em tubas deixam parcelas de terrenos descobertas, sob a forma de praiarias; quando é contínua, reveste desamente o terreno. Está ligada à topografia e hidrografia, notando-se uma associação nos divisores de água, nas encostas das elevações onde o lençol freático aflora, e, também, nas várzeas dos rios. Ex: Ilha do Bananal – onde se dá criação extensiva do gado no Estado.

Floresta Equatorial – Aparece de modo contínuo no norte do Estado, próximo ao palelo 5º., e acompanha o curso dos rios, sob forma de "mata de galeria". Essa formação em área de temperatura quente e pluviosidade elevada, propicia o aparecimento de uma forma densa bastante estratificada, composta de espécies variadas.

Floresta Tropical – Características de regiões cuja temperatura é permanentemente quente com chuvas superiores a um total de 1500 mm anual. Apresenta muitas espécies vegetais de grande valor econômico como as madeiras-de- lei, destacando-se o Mogno e o Pau-Brasil etc. As bordas litorâneas do vale do Tocantins, no norte do Estado, notadamente Tocantinópolis e Babaçulândia, oferecem uma grande riqueza vegetal – o babaçu. O estado ocupa o 3º lugar, no Brasil, em relação à sua produção.

Resultantes da interação entre altitudes, latitudes, relevo, solo, hidrografia e o clima, o Estado pode ser dividido em três regiões que são:

1ª Região Norte: de influência Amazônica, caracterizada pelas florestas fluvias.

2ª Região do Médio Araguaia: constituída, principalmente, pelo complexo do Bananal – onde se encontram os cerrados associados às matas de Galeria e à Floresta Estacional Semidecidual.

3ª Região Centro-Sul e Leste: onde predomina o cerrado com algumas variações de Floresta Estacional Decidual nas fronteiras de Bahia- Goiás.

De maneira geral podemos afirmar que a cobertura vegetal predominante no Tocantins é o cerrado, perfazendo um percentual superior a 60%. O restante é composto por florestas esparsas que podem ser identificadas, sobretudo, nas Bacias hídricas Tocantins-Araguaia – Paranã e seus afluentes.

Os recursos naturais de origem vegetal que merecem maior destaque no Tocantins são: o coco babaçu, o pequi e o buruti. O babaçu é rico em celulose e óleo, que, ao lado do pequi é aproveitado nos pratos típicos da região. O coco tem grande valor industrial, pois serve para a fabricação de gorduras, sabões e sabonetes. A casca do coco serve como combustível e a palha do babaçu presta-se para o fabrico de redes, cordas, cobertura de casas etc.

Outra riqueza vegetal largamente explorada é a produção da madeira-de-lei.

Relevo:

O relevo do Estado do Tocantins é sóbrio. Pertence ao Planalto Central Brasileiro. Caracteriza-se, sobretudo, pelo solo sob cerrados, predominando, na sua maioria, superfícies tabulares e aplainadas, resultantes dos processos de pediplanação.

 

Há, no Estado, 4 regiões geográficas a saber:

1ª Chapada da Bahia do Meio-Norte: fronteiras gerais Bahia- Maranhão – são chapadas com altitudes variadas de 300 a 600 metros, representadas pela Serra da Cangalha e Mangabeira no Município de Itacajá.

2ª Chapada da Bacia de São Francisco: apresenta como divisor das águas das Bacias São Francisco/Tocantins, com altitude média de 900 metros. Características fisionômica: a Serra Geral de Goiás, a Leste do Estado.

3ª Planalto do Tocantins: com altitude médias de 700 metro. Os planaltos Cristalino e Pleneplanície do Araguaia se constituem degraus intermediários, com altitudes médias entre 1.000 a 300 metros.

4ª Peneplanície do Araguaia: constituída por um peneplano de colinas suaves com altitudes de 300 metros a 400 metros, ao longo dos vales dos rios Araguaia e das Mortes.

O Estado, num todo, é caracterizado por variadas gamas de rochas ígneas e metamórficas do complexo cristalino e unidades sedimentares de diversas idades.

Clima:

No Estado do Tocantins, o clima predominante é Tropical caracterizado por uma estação chuvosa (de outubro a abril) e outra seca (de maio a setembro). É condicionado fundamentalmente pela sua ampla extensão latitudinal e pelo relevo de altitude gradual e crescente de norte a sul, que variam desde as grande planícies fluviais até as plataformas e cabeceiras elevadas entre 200 a 600 metros, especialmente pelo relevo mais acidentado, acima de 600 metros de altitude Sul.

Há uma certa homogeneidade climática no Tocantins . Porém, por sua grande extensão de contorno vertical definem-se duas áreas climáticas distintas a saber.

1ª Ao Norte do paralelo 6ºS, onde o relevo é suavemente ondulado, coberto pela Floresta Fluvial Amazônica, o clima é úmido, segundo Kopper, sem inverno seco. Com temperaturas médias anuais variando entre 24º-C e 28º, as máximas ocorrem em agosto/setembro com 38º-C e a média mínima mensal em julho, com 22º C, sendo que a temperatura média anual é de 26º C. Em geral as precipitações pluviômetricas são variáveis entre 1.500 a 2.100 mm, com chuvas de novembro a março.

2ª Ao Sul do paralelo 6º S, onde o clima predominante é subúmido ou (estacionalmente) seco, os meses chuvosos e os secos se equilibram e as temperaturas médias anuais diminuem lentamente, à medida que se eleva a altitude. As máximas coincidem com o rigor das secas em setembro/outubro com ar seco e enfumaçado das queimadas de pastos e cerrados. Assim, a temperatura compensada no extremo sul, varia de 22º C e 23º C, no centro varia de 24º C a 25º C e no norte, de 26ºC a 27ºC. As chuvas ocorrem de outubro a abril.

Hidrografia:

A hidrografia do Estado do Tocantins é delimitada a Oeste pelo Rio Araguaia, a leste pelo Rio Tocantins. Ambos correm de sul para norte e se unem no setentrião do Estado banhando boa parte do torrão tocantinense.

O PRODIAT, Projeto de Desenvolvimento Integrado da Bacia do Araguaia/Tocantins, dividiu a hidrografia do Estado em duas sub-bacias a saber:

1ª Sub-bacia do Rio Araguaia: formada pelo Rio Araguaia e seus afluentes, tendo um terço de seu volume no Estado.

2ª Sub-bacia do Rio Tocantins: formada pelo Rio Tocantins e seus afluentes, ocupando dois terços de seu volume aproximadamente no Estado.

O Rio Araguaia nasce nas vertentes da Serra do Caiapó e corre de sul para norte, formando a maior ilha fluvial do mundo, a ilha do Bananal e lança suas águas no Tocantins depois de percorrer 1.135 Km engrossado por seus afluentes.

O Rio Tocantins, nasce na Lagoa Formosa em Goiás a mais de 1.000m de altitude. Ele forma-se depois de receber as águas dos rios das Almas e Maranhão. Sendo um rio de planalto, lança suas águas barrentas em plena baía de Guajará no Pará.

Concluindo, podemos afirmar que o regime hídrico das bacias Araguaia/Tocantins é bem definido, apresentando um período de estiagem que culmina em setembro/outubro e um período de cheias culminando em fevereiro/abril. Há anos em que as enchentes ocorrem mais cedo, no mês de dezembro, dependendo da antecipação das chuvas nas cabeceiras. (MINTER/1988).

Divisão Político – Administrativa Regional:

Quando o Estado do Tocantins foi criado, havia apenas 60 municípios. A seguir, ainda por Goiás, foram criados mais 19 novos municípios, dois dos quais, Aliança do Tocantins e São Valério da Natividade, foram instalados a 1º de Janeiro de 1989. Os demais 17 novos municípios tiveram suas eleições municipais realizadas a 16 de abril e foram instalados a 1º de Junho deste mesmo ano, com a posse dos primeiros Prefeitos e Vices e as respectivas Câmaras de Vereadores.

Até 1º de Janeiro deste ano de 1990, o Estado do Tocantins contava com 80 Municípios. Com a fusão de Taquarussu do Porto com Palmas, Município criado pela Constituinte Estadual, reduziu-se para 79 o número de Municípios no Estado.

DIVISÃO REGIONAL POLÍTICO – ADMINISTRATIVA:

O Decreto Governamental nº791/89, de 15 de maio de 1989, definiu e criou as Regiões Administrativas do Estado do Tocantins em número de 15 Regiões a saber:

I – Araguatins

1-Buriti do Tocantins

2-São Sebastião do Tocantins

3-Sampaio

4-Araguatins

II- Axixá do Tocantins

5-Augustinópolis

6-Praia Norte

7-Sítio Novo

8-Axixá do Tocantins

III- Tocantinópolis

9-Itaguatins

10-Nazaré

11-Ananás

12-Tocantinópolis

IV- Araguaína

13-Xambioá

14-Wanderlândia

15- Babaçulândia

16-Filadéfia

17-Goiatins

18-Araguaína

V-Colinas do Tocantins

19-Nova Olinda

20-Arapoema

21-Bernardo Sayão

22-Presidente Kennedy

23-Itacajá

24-Colinas do Tocantins

VI-Guaraí

25-Pequizeiro

26-Itaporã do Tocantins

27-Colméia

28-Pedro Afonso

29-Goianorte

30-Couto Magalhães

31-Guaraí

VII-Miracema do Tocantins

32-Dois Irmãos do Tocantins

33-Miranorte

34-Tocantínea

35-Rio Sono

36-Lizarda

37-Barrolândia

38-Aparecida do Rio Negro

39-Miracema do Tocantins

VIII-Paraíso do Tocantins

40-Araguacema

41-Caseara

42-Marianópolis do Tocantins

43-Divinópolis do Tocantins

44-Cristalândia

45-Nova Rosalândia

46-Pium

47-Paraíso do Tocantins

IX-Porto Nacional

48-Fátima

49-Novo Acordo

50-Santa Tereza do Tocantins

51-Ponte Alta do Tocantins

52-Monte do Carmo

53-Brejinho de Nazaré

54-Silvanópolis

55-Porto Nacional

X-Gurupi

56-Aliança do Tocantins

57-Dueré

58-Formoso do Araguaia

59-Figueirópolis

60-Peixe

61-Gurupi

XI-Natividade

62-São Valério da Natividade

63-Santa Rosa do Tocantins

64-Pindorama do Tocantins

65-Natividade

XII-Dianópolis

66-Almas

67-Porto Alegre do Tocantins

68-Conceição do Tocantins

69-Dianópolis

 

XIII-Taguatinga

70-Ponte Alta do Bom Jesus

71-Aurora do Tocantins

72-Taquatinga

XIV-Arraias

73-Paranã

74-Combinado

75-Arraias

XV-Alvorada do Tocantins

76-Araguaçu

77-Palmeirópolis

78-Alvorada do Tocantins

Palmas, por ser Capital do Estado não integra quaisquer das Regiões Administrativas.

SITUAÇÃO INDÍGENA:

No Tocantins, assim como no restante do País, foram os índios os seus primeiros habitantes, sendo de assinalar que, após o descobrimento, houve uma desculturação da raça indígena, uma vez que eram em número superior a 150.000 os que povoaram especialmente a zona litorânea.

Os principais redutos indígenas no Tocantins são:

Grupo Indígena: APINAGÉ

Localização: Tocantinópolis – Extremo Norte do Estado

Superfície: 141.904 h.a.

População: 730 habitantes

Atividade básica econômica: caça, pesca, agricultura, artesanato

Aldeia Indígena Boto Velho: GRUPO INDÍGENA CARAJÁ

Localização: Ilha do Bananal e Pium – A Sudoeste do Estado

Superfície: 145.080 h.a

População: 120 habitantes

Atividade Básica econômica: caça, pesca, agricultura, artesanato

Aldeia Indígena Funil: GRUPO XERENTE

Localização: Tocantínia – Centro do Estado

Superfície: 16.000 (em litígio)

População: 167 habitantes

Atividade básica econômica: caça, pesca, agricultura

Aldeia Indígena kraolândia: GRUPO KRAHÔ

Localização: Goiatins e Itacajá – Noroeste do Estado

Superfície: 302.533 h.a

População: 2.548 habitantes

Atividade básica econômica: agrária, caça, pesca, artesanato

Aldeia Parque Nacional do Araguaia: GRUPOS CARAJÁ, JAVAÉS, AVÁ-CANOEIROS E TAPIRAPÉS

Localização: Ilha do Bananal, Cristalândia, Formoso do Araguaia, Pium,

Superfície: 1.395.000 h.a

Atividade básica econômica: agrária, artesanato, caça, pesca

Aldeia Xambioá: GRUPO INDÍGENA GUARANI E CARAJÁ

Localização: Araguaína, Fronteira do Estado com o Pará

Superfície: 3265 h.a

População: 172 habitantes

Atividade básica econômica: caça, pesca, artesanato

Aldeia Xerente: GRUPO INDÍGENA XERENTE

Localização: Tocantínia- Centro do Estado

Superfície: 167.542 h.a

População: 1.095 habitante ( Incluindo Funil )

Atividade básica econômica: caça pesca, artesanato, agrária

Total geral de Índios no Tocantins: 6.546 hab. ( Fonte Funai /90 )

 

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