Texto original publicado no site:
www.sebraern.com.br/apicultura/pesquisas/polem_apicola.doc
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INDICE
CAPÍTULO I
Págs.
Utilidade do pólen
apícola
.................................................................01
Composição Geral
do
Pólen................................................................02
Valor terapeutico do
pólen..................................................................03
Utilidade do
pólen...............................................................................04
Pólen como
fortificante.......................................................................06
Como consumir o
pólen......................................................................07
CAPÍTULO II
Coleta e processamento do
pólen........................................................09
Colheita e transporte do
pólen
............................................................11
Beneficiamento do
pólen.....................................................................12
Equipamentos para coleta de
pólen
....................................................15
Bibliografia
.........................................................................................16
CAPÍTULO I
- UTILIDADES DO PÓLEN APÍCOLLA
INTRODUÇÃO
Para
uma dieta sadia e
equilibrada os alimentos devem possuir todas as substâncias
nutritivas
necessárias e indispensáveis para alimentar e proteger as
células.
O pólen apícola
que é coletados das plantas,
pelas abelhas, sendo transportado nas patas, mais precisamente nas
corbículas
(cestas), recebe a ensalivação, momento em que é
enriquecido com
enzimas e
vitaminas, sendo desta maneira estocado nos alvéolos dos favos,
passando a ser
chamado “pão das abelhas”.
O pólen apícola
apresenta na sua composição
grande quantidades de aminoácidos essenciais, ácidos
graxos
vitaminas,
oligo-elementos, fibras vegetais, minerais e moléculas
protéicas como
flavonoides.
As substâncias nutritivas
vão estimular o metabolismo
celular, a síntese dos produtos indispensáveis para
nossas glândulas,
reforçar
a imunidade, neutralizar os radicais livres, diminuir os riscos
de
câncer e doenças cardiovasculares, esses “ elementos
funcionais” tem
papel
importante na nossa saúde.
Os radicais livres são
resíduos do
metabolismo celular, são muito agressivos para as
moléculas biológicas.
Também
se tem informações como esses radicais livres são
produzidos e como
certas
enzimas os destroem, por sua vez, sabe-se como a vitamina C, a
beta-caroteno,
a vitamina E, o zinco e o selênio capturam esses radicais livres
e os
neutralizam.
<>
Logo essa
agressão
ao ADN celular, pêlos
radicais livres, pode dar origem de tumores, perturbações
metabólicas,
inflamações das artérias coronárias e do
envelhecimento.
Todos esses fenômenos biológicos podem ser
colocados no saldo de uma produção não controlada
de radicais livres
(
resíduos metabólicos).
HAKIM (1994) citou
que os riscos de
canceres aumentam numa população que apresenta um
déficit em vitaminas,
em
oligo-elementos e certos nutrientes necessários ao metabolismo
celular
e a
produção de enzimas e de hormônios, junta-se a isso
o risco de doenças
cardiovasculares.
COMPOSIÇÃO DO PÓLEN
As vitaminas,
enzimas, minerais e outros componentes variam no pólen,
conforme a sua origem, assim DONADIEU (1983) apresentou a
composição do
pólen que pode ser encontrado nas TABELAS 1, 2 e 3.
01
<>
Segundo PROST (1985) o
pólen fresco
apresentou a seguinte composição: água 30% a 40%,
proteína 11% a 35%,
glicídeos
20% a 40%, lipídeos 1% a20%, minerais 1% a 7%, resinas,
vitaminas A,B,
C, D, E,
enzimas, antibióticos, etc.
.
A densidade do pólen,
conforme o mesmo autor,
é de 0,7, baixando para aproximadamente 0,65 após a
desidratação.
TABELA 1 - COMPOSIÇÃO GERAL DO
PÓLEN
Água ( Pólen Fresco
)............................................................ 8%
- 16%
Água ( Pólen Seco )
................................................................
3% - 5%
Glicídeos
...............................................................................
25%
- 42%
Lipídeos
................................................................................
1% - 14%
Protídeos
...............................................................................
11%
- 29%
Sais Minerais
..........................................................................
1% - 8%
Diversos
................................................................................
21%
-
31%
TABELA 2 – VITAMINAS ENCONTRADAS EM 1 GRAMA DE
PÓLEN
Microgramas
Vitamina
B1
5,75
– 10,80
Vitamina
B2
16,30
– 19,20
Vitamina
B3
98,0
- 210,0
Vitamina
B5
3,0
- 51,0
Vitamina
B6
0,0
- 9,0
Vitamina
B7
30,0
– 40,0
Vitamina
B8
0,1
– 0,25
Vitamina
B9
3,4
– 6,80
Vitamina
B12
presente
Vit.
C
152,0
– 640,0
Vit.
D
0,20
– 0,60
Vit.
E
0,10
– 0,32
Vit.
A
presente
02
TABELA 3 – Composição
média de aminoácidos em
100 g de
Pólen
gramas
ÁCIDO
ASPARTICO
1,10
– 3,80
ÁCIDO
GLUTAMICO
0,35
– 3,50
ALANINA
0,40
– 1,65
ARGININA
0,40
– 2,45
CISTINA
0,03
– 0,30
GLICINA
0,30
– 1,40
HISTIDINA
0,15
– 0,85
ISOLEUCINA
0,25 – 1,50
LEUCINA
0,40
– 2,45
LISINA
0,35 – 2,30
METIONINA
0,10
– 0,75
FENILANINA
0,30
– 1,55
PROLINA
0,35
– 4,95
SERINA
0,30
– 1,65
TREONINA
0,25
– 1,45
TRIPTOFANO
0,40
- 1,10
TIROSINA
0,15
– 1,20
VALINA
0,30
– 1,70
Os valores encontrados nas
TABELAS 1, 2 e 3 são semelhantes aqueles apresentados por HAKIM
(1994).
VALOR
TERAPEUTICO DO PÓLEN
1
- Ação sobre o
aparelho digestivo:
regula
o funcionamento intestinal equilibrando a flora intestinal no
nível do
cólon e
intestino delgado, regularizando os intestinos.
2 - Ação na
hemoglobina do
sangue: o ferro e a
vitamina B12
fazem
aumentar a taxa de hemoglobina dos glóbulos
vermelhos.
3
- Estado de fadiga: o
pólen quando
consumido na indicação certa, após 10 ou 20 dias,
dependendo de cada
caso,
produz efeito eufórico, aumentando a capacidade física e
mental.
03
4
- Ação
protetora do
sistema vascular: os flavonoides
existentes no pólen atuam sobre o sistema
circulatório promovendo um fortalecimento das veias e
artérias.
5
- Ação na
regularização
hormonal: o pólen atuando sobre o
sistema hormonal, logo reduz o stress e o
envelhecimento precoce.
6
- Ação
metabólico: atua
sobre o metabolismo celular devido a
presença da grande
quantidade de aminoácidos, oligo-elementos e vitaminas que
são
responsáveis à
síntese das proteinas, pelas células.
7
- Não tem
contra
indicação: a vasta
literatura
consultada, não foi encontrado nenhum relato
sobre contra indicação do pólen, para qualquer
pessoa.
AS UTILIDADES DO PÓLEN, SEGUNDO HAKIM (1994)
<>
1- O pólen e a
visão.
A vitamina A tem papel importante na
visão
noturna, na
regeneração das mucosas e da pele, no crescimento e
reprodução,
tendo feito
igualmente benéfico sobre o cansaço ocular.
As pessoas que tem boa vista durante o dia nem sempre
enxergam bem
na meia escuridão e aurora, essa baixa na vista é dado
devido ao
déficit em
vitamina A, por falta na alimentação porque o
organismo humano
não pode
sintetiza-la. A vitamina A é indispensável para a
fabricação da
própria
retina.
Como o
pólen das flores contem B-carotenos ou
pró-vitaminas A
que é formado
por duas moléculas de vitaminas A, logo é um
alimento de alto
valor
nutritivo e de fundamental importância na dieta humana.
2- O Pólen e o
envelhecimento
celebral.
O
pólen, na nossa alimentação, pode fornecer
todos os aminoácidos
necessários
e indispensáveis á fabricação da
beta-endosphine que é um
neuro-hormônio
fabricado na glândula hipófise do celebro.
Este neuro-hormônio
controla a
dor e aumenta a capacidade da pessoa idosa se adaptar ao estress, sendo
que a
sua diminuição no organismo tem conseqüências
nefastas nas
capacidades
amnésicas (perdas da memória).
Isto explica a
ação do pólen que
traz benefícios as pessoas consumidoras no que diz respeito ao
humor,
euforia,
vitalidade e principalmente a diminuição do
envelhecimento celebral.
04
<>
3- O pólen e a
anemia.
Anemia é por definição a
diminuição do numero de glóbulos
vermelhos
do sangue ou a diminuição superficial da hemoglobina,
esta doença se
traduz por
uma palidez e a pessoa anêmica reclama seguidamente de
cansaço,
vertigens ou
sufocação.
O pólen, em particular na sua
composição,
é rico em ferro, em
vitaminas do grupo B (particularmente B12).
Esses
produtos que são encontrados no pólen, vão
permitir a regeneração do
sangue e
dos tecidos.
<>
4- O pólen e
o aparelho
digestivo.
O pólen devido a sua composição e
por apresentar
resquício de
antibiótico(própolis)tem ação benigna nas
funções intestinais,
permitindo o
restabelecimento do equilíbrio da flora intestinal.
É
indicado para pessoas que sofrem de prisão de ventre
crônica, colite,
hemorróidas, diarréia tenaz ou mesmo diarréias
resistentes a
antibióticos.
A dose
aconselhada, neste casos, é de 1 a 2 colheres de
sopa de
pólen, de
preferência em pó, por dia , durante 5 a 6 semanas.
<>
O pólen
quando for consumido deve ser muito bem mastigado caso
contrário,
poderá
provocar eventualmente, dores de estômago.
5- O
pólen
e o aparelho cardiovascular.
O sistema circulatório é
exposto as
agressões internas e externas,
sendo que toda anomalia ou agressão vai ocasionar desordens e
perturbações do
funcionamento do nosso organismo. Logo, o pólen contem
substâncias
denominadas flavonoides,
os quais são produtos do metabolismo de certas partes
aéreas dos
vegetais que
nosso organismo não sintetiza. Esses flavonoides são
utilizados na
medicina
devido a sua ação anti-inflamatório,
antibiótica e antioxidante.
6- O
pólen e o aparelho urinário (Prostatismo)
O adenoma prostático é um
tumor benigno
que afeta o homem depois dos
60 anos, esse tumor afeta mais ou menos 60% dos homens, nessa idade.
O
desenvolvimento desse tumor provoca alterações no sistema
urinário com
aumento
de micções ( urinar várias vezes durante a noite),
bem como atraso do
aparecimento do jato e diminuição do volume de urina.
Necessidades
contínuas de
urinar, dores na micção, sensações pesadas
ano-retais e perinais.
Nestes casos
um exame clínico e o diagnóstico de um médico
especialista é
indispensável.
Milhares
de homens, na Europa,
beneficiaram-se do tratamento de doenças da próstata,
utilizando a dose
de 1 a
2 colheres de sopa de pólen por
dia.
05
No
Brasil o
uso do pólen começou a menos de 8 anos, sendo que em
Santa Maria/RS,
nós
introduzimos o mesmo em 1995, divulgando o seu uso através de
palestras, cursos
e entrevistas na imprensa falada e escrita.
Nestes quatro anos catalogamos
diversas
pessoas que tiveram curas de doenças da próstata, anemia,
stress e
vários casos
de redução com normalização dos
níveis de colesterol e triglicerídeos,
no
sangue.
PÓLEN COMO FORTIFICANTE
Como o pólen possui na
sua composição 22
aminoácidos, dos quais oito o organismo é incapaz de
sintetizar e
que
precisa receber na alimentação ( isoleucina, leucina,
lisina,
metionina,
finilanina, treonina, triptofano e valina). O fato de todos eles
estejam
presentes no pólen confere a este “super alimento”, um
grande
interesse para
consumo humano, conforme TABELA 4.
TABELA
4 - PÓLEN UM
SUPER ALIMENTO
|
Aminoácido (%)
|
Carne Bovina
|
OVO
|
QUEIJO
|
PÓLEN
|
Necessidade do Homem
|
|
Isoleucina
|
0,93
|
0,85
|
1,74
|
4,5
|
2,7
|
|
Leucina
|
1,28
|
1,17
|
2,83
|
6,7
|
4,0
|
|
Metionina
|
O,42
|
0,39
|
0,80
|
1,8
|
2,1
|
| Phenilalanina |
O,66
|
0,69
|
1,43
|
3,9
|
4,2
|
|
Treonina
|
0,81
|
0,67
|
1,38
|
4,0
|
2,0
|
|
Triptofano
|
0,20
|
0,20
|
0,34
|
1,3
|
0,5
|
|
Valina
|
0,91
|
0,90
|
2,00
|
5,7
|
3,0
|
ASPECTOS
BROMATOLÓGICOS DO
PÓLEN COLETADO NO CAMPUS DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA MARIA
Pesquisa realizada, no
Campus da
UFSM,
(TABELA 5) obteve-se informações sobre os aspectos
qualitativos do
pólen
produzido na primavera e verão.
São dados preliminares
que no futuro poderão
ser investigados com mais profundeza e amplitude, podendo assim
classificar o
pólen, também quanto a sua origem floral.
06
TABELA 5 –
VALORES
MÉDIOS
DE
PÓLEN COLETA
NO CAMPUS DA UFSM
MÊS
Proteína Bruta(%) Fibra Bruta(%)
Matéria Mineral(%)
|
Outubro
|
23,26
|
1,61
|
4.48
|
|
Novembro
|
19,25
|
0,82
|
2,91
|
|
Dezembro
|
18,56
|
0,55
|
3,55
|
|
Janeiro
|
13,03
|
1,06
|
2,15
|
|
Fevereiro
|
19,68
|
0,53
|
2,14
|
|
Março
|
17,75
|
0,53
|
2,64
|
COMO CONSUMIR O PÓLEN
Para um melhor aproveitamento e
efeito
imediato, o pólen deve ser onsumido em jejum e mastigado (
pólen
granulado),
desta maneira, devido a ensalivação e trituração
haverá
uma maior
assimilação pelo organismo humano. Também pode ser
consumido misturado
com o
mel, chimia, manteiga, sucos de frutas, iogurt, cremes, etc. .
A dose aconselhável
é de 25 g /dia para
adultos e 5 a 10 g/dia para crianças, dependendo da idade.
Como indicativo, uma colher de
chá, média,
corresponde a 8 g de pólen e uma colher de sopa igual a 3
colheres de
chá.
Consumo sob a forma
pulverizada, esta
forma é obtida passando as pelotas no moinho de café ou
liquidificador.
Torna-se fácil moer o pólen na quantidade de 150 g ou
mais, recolocando
o pó em
quantidades igual ou superior na embalagem original e mantendo
fechada
herméticamente após cada uso.
EXTRATO DE PÓLEN
O extrato de pólen
é obtido a
partir do
pólen granulado, obtendo-se um creme do pólen sem
elementos
alergênicos,
segundo SILVA (1994), apresenta Vitamina E , ácidos
graxos ,
compostos
Flavonoides e Hormônios esteroides.
Os hormônios
esteróides são
eficazes no
controle da síndrome do climatério feminino.
Os compostos flavonoides
são
eficazes na
diminuiçção dos níveis de gordura do
sangue
e combatem a
arterioesclerose.
07
Experiências, em animais,
demonstraram que
a administração de Vitamina E na dieta, pode prolongar
a vida
dos
animais de 15 a 75%.
Quanto aos ácidos graxos
essenciais e
especialmente o ácido linoleico, são significativamente e
biológicamente ativos
na diminuição dos níveis de gordura no sangue
e tem ação
trombolítica.
O pólen é composto
por 38,2% de
carbohidratos, dos quais 31% é açúcar total e 7,2%
é celulose.
Há vestígios de 15
elementos
minerais no
pólen os quais são necessários ao organismo humano
que são: ferro,
iodo,
cobre,zinco, manganês, cobalto, molibdênio, selênio,
cromo, níquel,
estrôncio,
estanho, boro, fluor e vanádio.
Além destes nutrientes, o
pólen
contém
muitos componentes ativos incluindo os compostos flavonoides, enzimas,
hormônios e ácido nucleico.
Os níveis de flavonas
são de
2.549,9
mg/100g de pólen, estes compostos tem a função de
prevenir a
arteioesclerose,
diminuir os níveis de colesterol, aliviar a dor e proteger de
radiações.
A cianidina é um
flavonoide que é
eficaz no fortalecimento capilar e é um anti-inflamatório.
O pólen contém
além de
importantes
proteinas, uma grande variedade de proteinases.
Mais de 80 enzimas ativas foram
identificada, entre estas, podemos citar 4 importantes enzimas:
fosfatase,
catalase, redutase e pactase.
O pólen contém uma
variedade de
hormônios
vegetais como a heteroausina e hormônios sexuais animais como os
esteroides.Isto permite a eficácia do emprego do pólen no
tratamento da
esterilidade.
Cientistas americanos consideram
que é um
alimento rico em ácido nucleico e pode estimular a
produção de células,
prevenindo assim a senilidade e o aparecimento de várias
doenças
crônicas (SILVA,1994)
.
O cientista Japonês Dr.
Saiton,
segundo ,(SILVA
,1994), escreveu que “no passado”, o tratamento da
prostatite demorava
um longo tempo devido as repetidas reincidências. O uso de
preparados
de pólen
melhoram rapidamente os sintomas com uma eficácia de mais de 80%
dos
casos.
A senilidade e a
diminuição da
função do sistema reprodutor juntamente com o aumento
da
idade, são
os resultados do decréscimo da secreção de hormônio
sexuais, o
que é
ocasionado pela disfunção do hipotálamo central e
da hipófise.
Os cientistas Japoneses
consideram que o
pólen é eficaz na estimulação dos
neurônios do hipotálamo de tal forma
que pode
ajudar a recuperar a função do hipotálamo, em
animais velhos.
08
SILVA, (1998), informou
que o pólen
coletado pelas abelhas é o alimento mais completo e valioso da
natureza. Uma
nutrição com pólen permite à qualquer ser
humano viver mais anos e
melhor, além
de melhorar seu desempenho sexual.
Ao armazenar o pólen, as abelhas o misturam
com um pouco de mel e ácido 10-hidroxi-2-decenóico,
segregado pelas
glândulas
salivares, cuja função é conservante.
Há na natureza 22
aminoácidos essenciais ao
organismo humano e somente um alimento conhecido que contem estes 22
aminoácidos: o pólen.
O mesmo autor, ainda citou que o
pólen exerce
uma excelente ação reguladora das funções
intestinais, especialmente
para
pessoas com intestino preguiçoso.
CAPITULO
II - COLETA E PROCESSAMENTO DO PÓLEN
Coleta e transporte do
pólen
pelas abelhas.
O pólen é o
elemento masculino
das flores,
sendo que se apresenta sob a forma de grãos microscópicos
contidos
dentro das
anteras dos estames que as abelhas coletam com auxílio de
órgãos
denominados estrigilo,
pelos das patas e corbícula.
Os grãos de pólen
são umedecidos com a saliva
e aglutinados formando uma pelota para ser transportado nas
corbículas
que se
encontram em número de duas, nas patas posteriores, cada pelota
possui
mais de 20.000
grãos de pólen, podendo pesar de 14 a 26 mg.
As abelhas armazenam o
pólen nos alveolos,
perto dos ovos e larvas, amontoando com suas cabeças, sendo
misturado
com mel e
um ácido que tem a função de conservante, para
alimentar as larvas,
passando a
ser denominado “pão das abelhas”.
Colheita do Pólen.
As abelhas podem
colher até 40 kg de pólen por ano e por colmeia, sendo
que o apicultor pode aproveita 3 a 5 kg deste produto sem afetar o
desenvolvimento das abelhas.
O pólen é coletado
utilizando equipamentos
especiais denominado “trampas”, alçapão ou
coletores de pólen
que podem
ser colocados na entrada da colmeia (alvado), sobre ou debaixo da
câmara de
cria.
09
As trampas apresentam grades de
4,5 mm que
permite a passagem das abelhas operárias, mas estreitas
para
desprender as
pelotas de pólen da corbícula que
cairão nas
gavetas que se encontram na
parte inferior destes equipamentos, FIGURA 1 e 2.
FIGURA
1
FIGURA
2
10
Desta maneira uma
parte
do pólen pode ser
colhido pelo apicultor, sendo necessário coletas diárias
mediante o
esvaziamento das gavetas quando se tratar do caça-pólen
de alvado
(FIGURA 1),
quando se tratar de caça-pólen intermediário ou de
topo (FIGURA 2),
pode-se
retirar o pólen, em períodos, de 2 em 2 dias ou 3 em 3
dias, dependendo
da
umidade relativa do ar.
O pólen que cai nas
gavetas da
Trampas
pode apresentar 30% a 40% de umidade e contem destroços (asas,
patas de
abelhas, pedaços de favos e própolis, etc.)
COLHEITA
E TRANSPORTE DO PÓLEN
O pólen é o elemento masculino
das
flores (anteras) quando
amadurecidas abrem e permitem o acesso aos órgãos de
pólen que são
recolhidos e
transportados pelas abelhas, mais precisamente no 3º par de patas
(corbícula).
O pólen apícola
é aquele composto de
grãos de pólen e secreções das
abelhas que está sendo
transportado nas suas
patas, pela sua constituição é facilmente
susceptível ao crescimento de
fungos
e leveduras, portanto deverá ser desidratado em seguida ou
submetido ao
congelamento.
Cuidados na colheita e
transporte do pólen.
1- Logo após a retirada
do
pólen das gavetas das
trampas deve-se fazer a limpeza das mesmas, caso não for
possível
diariamente,
faz-se em dias alternados.
2- O transporte até a
sala de
beneficiamento do pólen
deve ser em baldes plástico com tampa cuja capacidade não
deve ser
superior a
2,5kg de pólen, caso contrário poderá
acontecer “pelotamento” do
mesmo devido
ao excesso de volume, ocorrendo perdas no final do beneficiamento.
3- Ao chegar na sala de
beneficiamento pode-se
retirar, com uma pinça, as impurezas grosseiras
(pré-limpeza), abelhas,
formigas, etc. .
4- Na sequência
pode-se
proceder o congelamento do
pólen, para tanto é muito prático colocá-lo
em bandejas de plástico,
com
capacidade de 2,5 kg e 1 a 2 horas depois remexer, com uma colher de
sopa, isto
melhora o congelamento e evita o “pelotamento”, após mais 2
horas
poderá ser
acondicionado em baldes plástico com tampa, capacidade
até 10 kg de
pólen.
11
BENEFICIAMENTO DO PÓLEN E EMBALAGEM
O pólen deve ser retirado
do
frizer e
deixar na temperatura normal por 3 a 4 horas, sendo depois colocado na
secadora, onde permanecerá por um período de 12 a 48
horas.
A secadora não
poderá
ultrapassar os 40°
centígrados, deverá possuir sistema de ar forçado,
FIG: 3 e 4.
FIGURA
3
FIGURA 4
12
A sala de beneficiamento, para
que ocorra
uma secagem mais rápida do pólen, deverá possuir
equipamento para a
retirar o
excesso de umidade do ambiente.
Durante a secagem do
pólen
deve-se fazer o
manejo das gavetas (bandejas sobrepostas perfuradas) da secadora de
pólen, isto
consiste em trocar de posição as mesmas, colocar as
bandejas inferiores
ou
superiores para a área central da secadora e a parte dos fundos
da
bandeja para
frente, estas operações bem como mexer o pólen
deve ser feito 2 a
3 vezes ,
também após 12 horas de secagem deve-se deixar desligada
a secadora
durante 2
horas para que a umidade da pelota de pólen passe do centro para
a
periferia
que é a porção mais seca.
Após seco o pólen,
realiza-se a
limpeza
final, podendo usar peneiras para classificar o pólen bem como
usar
ventilação
forçada para separar asas e pernas de abelhas do pólen.
A limpeza do pólen pode
ser
manual,
mediante o uso de pinças ou mecanizada ( esteiras para
selecionamento
de pólen)
os dois processos são chamados de catação
do pólen.
Após catado e
selecionado o pólen
deverá ser envasado em sacos plástico, hermeticamente
fechados,
capacidade 1,0
, 2,0 ou 3,0 kg para comércio atacadista, para o varejo
poderá ser 50g,
100g ou
150g, potes de preferência de vidros opacos para melhor
proteção do
produto.
Como o pólen é um
produto
desconhecido do
consumidor brasileiro, recomendamos que seja comercializado em
embalagens
transparentes para que possa identificar melhor, desta forma teremos
condições
de concorrer com o produto importado que geralmente apresenta aspecto
não muito
“bonito”.
SCHAUSE (1994),
informou que o pólen
apícola
brasileiro tem tamanho
dos grânulos maiores que os importados sendo a florada brasileira
rica
e
variada e que os apicultores brasileiros, normalmente, não usam
substâncias
químicas para controle de doenças nas colmeias.
Segundo BASSI (1997), o
processamento do pólen
apícola deve obedecer os seguintes aspectos:
13
1.
Coleta
Após a
seleção do
modelo de
coletor de pólen apícola, este deverá ser colocado
nas colmeias sem a
tela
durante 24 a 48 horas para que as abelhas se adaptem a nova
entrada.
Os diâmetros dos
orifícios da
tela (régua)
devem ser adequados ao tamanho das abelhas de cada região,
podendo ser
de 4,45
mm até 5,00 mm. No Paraná os mais utilizados são
de 4,6 mm à 4,75 mm.
Esses
orifícios não podem apresentar rebarbas, evitando assim
ferir as
abelhas. As
telas são de 3 mm de espessura e não são indicados
telas metálicas. As
gavetas,
abrigato- riamente, devem ser higienizadas a cada coleta.
Durante o transporte até
a sala
de secagem,
recomenda-se a utilização de um sistema porta coletores,
protegendo
assim de
possíveis contaminações.
2. Congelamento
Após a coleta e
na
impossibilidade de uma secagem imediata, o congleamento permite a boa
conservação do pólen apícola “in
natura”.
3.
Secagem
O pólen apícola, sendo um
produto higroscópico e portanto suscetível ao crescimento
de fungos e
leveduras, deverá ser desidratado em seguida; para tanto
é necessário
os
seguintes itens:
-
sala apropriada com desumidificador,
mantendo
umidade relativa do ar em 40% a 50%;
-
Secadora com controle de temperatura e
circulação de ar;
-
Sistema de limpeza manual e mecanizada.
4. Sala de Processamento
A
sala de
processamento deverá conter, além dos equipamentos
convencionais para a
desidratação, um desumidificador de ar, para manter a
umidade relativa
do ar em
40% a 50%, contribuindo assim com a umidade do pólen, durante a
limpeza
e o
tempo de secagem.
<>
5. Secadores
Existem
diversos tipos de secadores no mercado, todavia os fatores relevantes
na
funcionalidade são:
-
bandejas sobrepostas perfuradas,
-
controle de temperatura ,
-
sistema de circulação de
ar,
-
renovação de ar.
Para
que haja
desidratação efetiva, independente da escolha do tipo de
secadores, o
pólen
apícola deverá ser espalhado sobre bandeja perfuradas em
fina camada,
aproximadamente 1,5 a 3,6 mm de espessura. A temperatura máxima
permitida é de
40° C , sendo que acima desse valor, o pólen
apícola perde a
qualidade
referindo ao seu valor nutritivo.
Atualmente,
a recomendação do Ministério da Agricultura para o
teor de
umidade final,
baseia-se na legislação existente para alimentos
desidratados, ou seja,
o
máximo 3%.
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A
umidade
inicial do pólen, de acordo com a região, o tipo de
coleta de pólen e a
estação
climática, apresentando um valor em torno de 18% a 25%.
6.
Sistema de
Limpeza
Antes,
durante
e após a secagem é imprescindível a limpeza
do pólen apícola,
podendo ser
manual, utilizando pinças para a retirada de partes de abelhas e
restos
de
resíduos vegetais, ou sistema mecânico como o ventilador.
<>
7.Conservação
e embalagem
A
conservação
adequada do pólen apícola está diretamente
relacionada com o sistema de
embalagem. Os recipientes mais utilizados, referem-se a frascos de
vidro âmbar,
plástico, todos hermeticamente fechados.
Concluindo, o mesmo autor
informou que o pólen armazenado inadequadamente, pode
apresentar
desenvolvimento de ovos de traça ou outros microrganismos,
prejudiciais
a sua
qualidade.
EQUIPAMENTOS PARA COLETA
DE PÓLEN
No mercado brasileiro existem
diversos tipos de coletores de pólen , segundo NEUMAIER
(1998),
o
caça-pólen de alvado com gaveta móvel, FIGURA 1
é recomendado para
apicultores
profissionais pois exige manejo contínuo mediante coleta
diária de
pólen,
enquanto o caça-pólen intermediário, FIGURA 2 pode
ser usado por
apicultores
amadores, pois as coletas podem ser realizadas em intervalos maiores.
O mesmo autor também
concluiu
que o caça-pólen de alvado apresentou uma
produção de pólen 204,94%
superior ao
caçã-pólen intermédiário.
FATORES QUE CONTRIBUEM NA
PRODUÇÃO DE
PÓLEN
1. Genética
da
abelha.
2. Quantidade
de
cria, não operculada, na colmeia.
3. Rainha
nova.
4. Fatores meteorológicos (temperatura do meio
ambiente,
radiação,
umidade relativa do ar e precipitação
pluviométrica).
5. Alimentação
suplementar.
6. Sanidade
das
colmeias.
7. Manejo
das colmeias.
8. Boa
florada.
15
A produtividade de uma colmeia,
segundo BALLARDIN
(1998), depende da existência de rainha nova,
alimentação, manejo,
florada,
clima e abelhas sadias.
A produção de
pólen, durante o
dia, ocorre
em maior quantidade no período das 7,00 às 12,00 horas, FUNARI
et
al. (1992),
o que foi confirmado pôr NEUMAIER (1998), na Tese de
Mestrado
realizado
na Universidade Federal de Santa Maria/RS.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
BALLARDIN,
L.A. Manejo para aumento de produtividade. IN
XII Congressso Brasileiro de
Apicultura, Salvador, Bahia, Anais..., p.146-147, 1998.
BASSI, E.A. Pólen
apícola –
Controle de qualidade. IN
XII Simpósio Paranaense de Apicultura, Guarapuava, Paraná,
Anais...,p.
31-33, 1997.
DONADIEU, Y. Le pollen –
Thérapeutique naturelle. 6ª
ed., Editora Librairie Maloine S.A., Paris, França. 99p., 1983.
FUNARI,
S. R. C.;CAMRGO, M.C.T.; SOUZA,J.L.B.; DIERCKX,
S.M.A.G.;BOLDONI.M.A.;BAGIO.O. Avaliação da coleta de
pólen por
colônias de
abelhas africanizadas Apis mellifera IN: IV Congresso
Iberolatinoamericano de
Apicultura, Rio Cuarto, Córdoba, Argentina. Anais...,p.163
–
165, 1994.
HAKIM,
H. Le pollen – Aliment Médicamente. Faculté de
Meédecine de
Bordeaux, Paris, França. 37 p. 1994.
NEUMAIER,
R. Efeitos de dois modelos de caça-pólen no
desenvolvimento intrinsico e produção de mel em
colmeia de
abelhas
africanizadas. 72 p. Tese (Mestrado em Zootecnia) – Curso de
Pós
Graduação
em Zootecnia, Universidade Federal de Santa Maria, 1998.
PROST,
J. P. Apicultura. Ediciones Mundi-Prensa, Espanha, 573 p. p.
306-315, 1985.
SCHAUSE,
L.P. Coleta, preparo e comercialização do pólen.
IN X
Congresso Brasileiro de Apicultura, Pousada do Rio Quente, Goiás
, Anais...,
356 p. p. 91-95, 1994.
SILVA,
C.H.M. Novos fatores contribuindo para a longevidade humana.
119p. p.74-91, 1994.
SILVA,
C.H.M. Pólen. IN: I Seminário Estadual de Apiterapia e
Apiprofilaxia, Santa Maria,RS. Anais..., 23p. p.5,
1998.
16
SILVIO
LENGLER
<>
ZOOTECNISTA MESTRADO
EM ZOOTECNIA
PROFESSOR
TITULAR, DEPARTAMENTO DE ZOOTECNIA
<>
CENTRO DE
CIÊNCIAS RURAIS
UNIVERSIDADE
FEDERAL DE SANTA MARIA
Presidente
da Federação Apícola do Rio Grande do Sul
Presidente
do Conselho Fiscal da Confederação Brasileira de
Apicultura
PÓLEN APÍCOLA
1ª edição 1999
Endereço: Rua Arsenio Machado
Soares, 110
Bairro
Camobi
97110 –
110
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