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Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

 

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A DINASTIA MOGOL

 

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Babur - 1526 d.C a 1530 d.C

A dinastia mogol foi uma linhagem de soberanos mu�ulmanos indianos que governou a India de 1526 d.C a 1858 d.C. Babur foi o fundador da dinastia mogol. Neto do conquistador turco,  Tamerl�o, Babur, que pelo lado de sua m�e descendia do famoso G�ngis Khan, chegou � �ndia em 1526 d.C, a pedido de um governante  hindu, que buscava a ajuda dele  em sua luta contra Ibrahim Lodi, o �ltimo l�der do sultanato de Delhi. Babur conhecia as numerosas divis�es geopol�ticas da �ndia em sultanatos e principados mu�ulmanos e sabia que a unidade  entre eles era prec�ria, o que facilitou a sua vit�ria sobre o ex�rcito de Lodi, na Batalha de Panipat.  Ele invadiu a �ndia,  a partir do Afganist�o, e fundou o Imp�rio Mogol das ru�nas do sultanato de Delhi,   com as suas bases em Cabul, Quandahar e Badaskhan. Embora Babur tenha governado por apenas quatro anos, ele deixou sua marca em tudo. Seu amor pela natureza o levou a criar jardins de grande beleza. Seu Arambagh, em Agra, consolidou um modelo de jardim que se tornaria uma parte integrante das edifica��es  do imp�rio, tais como pal�cios, fortes e mausol�us.

Humaiun - 1530 d.C a 1540 d.C

Babur governou at� 1530 d.C, e foi sucedido por seu filho Humaiun, que assumiu em condi��es dif�ceis para ele. Havia muitos inimigos disfar�ados, seus pr�prios primos tinham pretendido o trono e seus irm�os tamb�m ambicionavam o poder.  Por outro lado, o imp�rio deixado por Babur ainda n�o estava consolidado. Os afeg�os de Bihar e  Bengala, sob a lideran�a de Sher Khan, tentavam retomar o poder perdido.  Humaiun conseguiu manter o equil�brio do reino durante uma d�cada de grande instabilidade, at� que, em 1540 d.C,  foi derrotado por  Sher Khan Sur.  Os suritas afirmaram-se rapidamente, reformaram as receitas atrav�s da renda agr�ria e criaram uma forte burocracia centralizada. Parecia que a dinastia mogol   terminava com a mesma rapidez que tinha come�ado. 

Humaiun conseguiu, com a ajuda do X�, um ex�rcito persa composto de 14.000 homens e reconquistou Cabul e Candhahar, em 1545 d.C. Aproveitando-se de uma guerra civil entre os suritas, Humaiun  partiu para reconquistar o Hindust�o. Capturou Lahore e ocupou Delhi, restabelecendo, assim, parte do que havia perdido. Indicou seu filho Akbar como governante do Punjab.

Akbar - 1556 d.C a 1605 d.C

Mas, � o filho de Humaiun, Akbar, o Grande, que  � descrito como a gl�ria da dinastia mogol.  Quando Akbar assumiu o trono, o territ�rio mool era composto de Cabul, Kandhahar e partes do Punjab e Delhi.   Como o pai, assumiu em meio a problemas e muito jovem ainda, tinha apenas treze anos. De um lado, os suritas amea�avam retormar o Punjab e a noroeste seu meio-irm�o governava Cabul quase que independentemente. Rajaputana, Orissa, Malwa, Gujarat tinham afirmado sua independ�ncia.

Akbar conseguiu estender seu imp�rio para oeste at� o Afganist�o, e para o sul at� o rio Godavari, estabelecendo a supremacia moghul no norte da �ndia.  Durante uma d�cada foi absorvendo os pequenos estados fronteiri�os. Em seguida, conquistou Rajaputana, Bengala, Caxemira, Orissa e, quando morreu, o imp�rio se estendia de Hundu Hush at� o golfo de Bengala, e do Himalaia at� o mar Ar�bico. Criou um sistema administrativo e pol�tico, que deu ao imp�rio estabilidade. Com base na m�quina administrativa montada pelos suritas, Akbar podia controlar  as aldeias mais remotas, nas quais os funcion�rios recolhiam os impostos. O sistema de cobran�a de impostos era em geral equitativo e cuidadoso. Os camponeses em tempos de m� colheita podiam ficar com os excedentes dos anos bons, como uma forma de estimular o cultivo de �reas cada vez maiores. Akbar, era mu�ulmano e passou para a hist�ria como um sult�o tolerante.  Mas a toler�ncia religiosa de Akbar sempre esteve acompanhada de um ecletismo religioso.  Abriu uma "casa de adora��o" onde se realizavam discuss�es religiosas em que participavam ulamas sunitas, sufis, hindus, zoroastrianos, judeus, jesu�tas de Goa. Come�ou uma nova f�, Din-i-Ilahi, que representava seu pr�prio culto ecl�tico e era uma tentativa de mesclar o Islam com as diversas cren�as. Ele cativou os hindus nomeando-os para importantes cargos civis e militares e conferindo-lhes honrarias,  e tamb�m por ter-se casado com uma princesa hindu.

Nove anos ap�s tornar-se soberano,  Akbar ordenou a constru��o de um forte �s margens do rio Yamuna, atual Agra. A constru��o foi r�pida e em oito anos a maior parte dos cinco pr�dios dentro do forte estava pronta.

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O Forte Vermelho

Aos 26 anos, Akbar tinha poder, prest�gio e uma grande riqueza, mas apesar do grande n�mero de esposas, n�o tinha herdeiros. Um m�stico, de nome Salim Chisti, profetizou que o soberano teria tr�s filhos. Quando a profecia se tornou realidade, Akbar decidiu construir uma nova capital, conhecida como Fatehpur Sikri (Cidade da Vit�ria), nas cercanias de Agra, onde Salim tinha seu eremit�rio, usando arenito vermelho do monte de Fatehpur Sikri. Era uma grande quantidade de estruturas individuais, com uma ornamenta��o intrincada. Akbar empregou pedreiros e artes�os e lhes deu inteira  liberdade para usarem da sua tradicional habilidade para criar um estilo que ficou conhecido como Akbari.

No topo do monte, Akbar mandou construir uma enorme mesquita, a Jami Masjid. Mas tarde, ele acrescentou, na entrada sul da mesquita, um enorme portal, chamado de Buland Darwaz. As dimens�es enormes de Buland Darwaza forneceram um contraste perfeito para um outro acr�scimo � mesquita: um t�mulo, delicadamente decorado, mandado construir para receber o corpo de Salim Chisti.

Jahangir - 1605 d.C a 1627 d.C

Akbar foi sucedido por seu filho, Salim, que tomou o t�tulo de Jahangir. Em  seu governo (1605d.C a 1627 d.C), Jahangir consolidou as conquistas feitas por seu pai. A cultura palaciana mogol floresceu durante o seu per�odo. Como o seu grande av�, Babur, ele tinha um  interesse em jardins e a pintura moghul alcan�ou o seu auge durante o  tempo de Jahangir.  Ele se casou com Nur Jahan, "A luz do mundo", em 1611 d.C. Um pouco depois de sua morte, em 1627  d.C, seu filho, X� Jahan, o sucedeu no trono.  Ele herdou um vasto e rico imp�rio que em meados do s�culo era talvez o maior do mundo, mostrando um grau de controle   centralizado nunca visto antes.

X� Jahan - 1627 d.C a 1658 d.C


Roseta (Shamsa, sol) com o nome e
o t�tulo de X� Jahan

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Descri��o
Trabalhado em cores brilhantes e muitos tons de ouro, arabescos
meticulosamente desenhados e pintados, enriquecidos com flores,
p�ssaros e animais. Ao centro, a inscri��o
"Sua Majestade Shihabuddin Muhammad Shahjahan, rei e guerreiro da f�,
que Deus perpetue seu reino e soberania
."



X� Jahan  deixou um extraordin�rio legado arquitet�nico, que inclui o Taj Mahal e a velha cidade de Delhi, Shahjahanabad. X� Jahan foi um grande patrono das artes em geral. A pintura e a arquitetura mogol, uma mistura das tradi��es persas e hindus, atingiram o apogeu durante o seu reinado. O uso que ele fez do m�rmore, de  um modo geral,  em contraste com o arenito vermelho usado por seus antecessores, tornou seu reinado conhecido como o "reino do m�rmore".

Os muitos elementos que levaram � constru��o do Taj Mahal tinham  suas ra�zes nos primeiros governantes, Babur, Humaiun, Akbar, Jahangir, cada um deles contribuindo com um interesse est�tico espec�fico e que acabou por estabelecer o que seria conhecido como o "estilo mogol", um estilo que �  uma mistura de padr�es persas trazidos pelos mogol,  com o g�nio nativo da mais fina habilidade art�stica.

As fant�sticas realiza��es na tradi��o arquitet�nica mogol se devem muito ao grande talento dos artes�os hindus e � riqueza dos materiais encontrados na �ndia, inclusive a abund�ncia de pedras. Cada soberano usou mat�ria-prima local e formas usadas pelos artistas nativos, que combinadas formaram um  estilo arquitet�nico de express�o �nica. O Taj Mahal � a express�o mais espl�ndida do per�odo mogol na �ndia. Foi o �ltimo e maior projeto arquitet�nico do per�odo mogol em Agra, antes que seu construtor, X� Jahan,  transferisse o centro de poder para o que hoje corresponde a Delhi. 

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Taj Mahal, o �pice da arquitetura mogol

Depois de sua morte, estourou uma luta entre os seus quatro filhos pela sucess�o. Os dois principais aspirantes ao trono eram Dara Shikoh, filho predileto de X� Jahan, que era apoiado pelos nobres e oficiais que estavam comprometidos com as pol�ticas ecl�ticas dos antecessores, e Aurangzeb, que foi favorecido pelos homens poderosos, mais inclinados a transformar o imp�rio mogol em um estado isl�mico, sujeito �s leis da shari'ah. Aurangzeb venceu e, embora o imp�rio tenha assistido a uma  expans�o no in�cio de seu longo governo (1658 d.C a 1707 d.C), na �ltima parte do s�culo XVII, come�ava a se desintegrar.

Aurangzeb  - 1658 d.C a 1707 d.C


Aurangzeb, cujo reinado durou 49 anos, empreendeu diversas campanhas militares para estender as fronteiras do vasto imp�rio mogul que ele havia herdado. Criou um for�a militar de porte que era composta de 500.000 homens, 50.000 camelos e 30.000 elefantes. Apesar de ter ampliado o territ�rio mogul, tais campanhas acabaram por exaurir o tesouro real.

Aurangzeb permanece uma figura altamente controvertida. Filho de X� Jahan, Aurangzeb foi o �ltimo grande mogul e seu reinado durou 49 anos, de 1658 d.C a 1707 d.C. Empreendeu diversas campanhas militares para estender as fronteiras do vasto imp�rio mogol que ele havia herdado. Criou um for�a militar de porte que era composta de 500.000 homens, 50.000 camelos e 30.000 elefantes. Apesar de ter ampliado o territ�rio mogol, tais campanhas acabaram por exaurir o tesouro real. Quando seu reinado iniciou-se, foi se afastando pouco a pouco dos governos ecl�ticos anteriores, para adotar um estilo claramente comunal.  Ele  foi um puritano conservador e um religioso intolerante, que procurou impor a ortodoxia isl�mica em toda a �ndia. Demitiu os hindus dos postos p�blicos, restabeleceu o imposto (jizya)   sobre os n�o mu�ulmanos, inclusive sobre os que serviam no ex�rcito, destruiu seus templos, voltou a introduzir o calend�rio lunar e encomendou a elabora��o de um c�digo de jurisprud�ncia da escola hanafita. Aurangzeb passou a �ltima metade de seu reinado tentando conquistar o sul da �ndia.

Ele � admirado por historiadores mu�ulmanos pelo fato de ter restabelecido a shari'ah (legisla��o isl�mica) e por repudiar as pol�ticas seguidas por Akbar; entre os hindus ele � lembrado como um mu�ulmano fan�tico e intolerante. O imenso imp�rio de Aurangzeb finalmente se livrou de seu dom�nio, deixando ressentimentos entre o campesinato. Depois de sua morte em 1707 d.C, muitos de seus vassalos se estabeleceram como soberanos, come�ando, assim,  o per�odo que � chamado de "estados sucessores".  O imp�rio mogol sobreviveu at� 1857 d.C, mas seus governantes eram, depois de 1803 d.C,  simples pensionistas da Companhia das �ndias Orientais. O �ltimo soberano mogol foi Bahadur Shah Zafar, que foi julgado pela suspeita de ter liderado rebeldes no motim de 1857 d.C e por fomentar a sedi��o. Ele foi sentenciado e transportado para Rangun, para passar o resto de sua vida em solo estrangeiro.



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