O Superaglomerado da Coroa Boreal

Embora esteja distante um bilhão de anos-luz, o Superaglomerado da Coroa Boreal é famoso porque a concentração de aglomerados de galáxias é bastante óbvia. Este mapa exibe todas as galáxias mais brilhantes que a magnitude 17 (da base de dados HyperLeda) nesta área do céu. As localizações dos principais aglomerados de galáxias no Superaglomerado da Coroa Boreal estão marcadas no centro. No lado esquerdo do mapa encontra-se parte do superaglomerado de Hércules, embora esteja na metade da distância.

O Superaglomerado da Coroa Boreal

Abaixo está uma lista dos aglomerados no Superaglomerado da Coroa Boreal. A2065 é o mais famoso destes aglomerados, embora muitos dos demais aglomerados também sejam muito ricos. Dois destes aglomerados, A2122 e A2124, são na verdade o mesmo aglomerado. A2124 é o centro do aglomerado e A2122 é uma extensão sua.

   1           2       3        4         5       6      7                    
 Número       Coordenadas     Desvio  Distância  Rico  Notas                  
 Abell        Equatoriais    Vermelho    Mal                                  
              AR       Dec                                                    
 A2005      14 58.7  +27 49   .0762     1025      2                           
 A2019      15 03.0  +27 11   .0795     1065      0                           
 A2022      15 04.3  +28 25   .0566      770      1    aglomerado em primeiro plano 
 A2056      15 19.2  +28 16   .0834     1115      1                           
 A2061      15 21.3  +30 39   .0772     1035      1                           
 A2065      15 22.7  +27 43   .0714      960      2    Aglomerado da Coroa Boreal
 A2067      15 23.2  +30 54   .0736      990      1                           
 A2079      15 28.1  +28 53   .0649      875      1                           
 A2089      15 32.7  +28 01   .0720      970      1                           
 A2092      15 33.3  +31 09   .0657      890      1                           
 A2122      15 44.5  +36 08   .0649      875      1                           
 A2124      15 45.0  +36 04   .0649      875      1                           
Coluna 1: O nome/número do aglomerado.
Coluna 2: A Ascensão Reta para a época 2000.
Coluna 3: A Declinação para a época 2000.
Coluna 4: O desvio para o vermelho do aglomerado. 
Coluna 5: A distância em milhões de anos-luz, assumindo que H=70km/s/Mpc. 
Coluna 6: A classe de 'riqueza' do aglomerado.
Coluna 7: Notas e nomes adicionais.

Referências:
Abell G, Corwin H, Olowin R, (1989), A catalogue of Rich Clusters of Galaxies, 
          Astrophys J Supp, 70, 1.
Struble M, Rood H, (1999), A compilation of redshifts and velocity dispersions for 
          ACO clusters, Astrophys J, 125, 35.

A2065 - O Aglomerado da Coroa Boreal

Abaixo está uma imagem do centro do aglomerado A2065. Este aglomerado é frequentemente chamado de Aglomerado da Coroa Boreal. Ele é o aglomerado mais rico no Superaglomerado da Coroa Boreal. Este aglomerado é famoso, principalmente por ter sido um dos diversos aglomerados usados por Milton Humason e Edwin Hubble na década de 1930 para demonstrar que o Universo está se expandindo.

A2065 - do Digitized Sky Survey
Um Mapa do Aglomerado A2065

Este é um mapa do aglomerado A2065. Este mapa mostra 119 das galáxias mais brilhantes neste aglomerado. Grande parte das galáxias do aglomerado ainda não foram corretamente classificadas, então algumas das classificações usadas neste mapa estão provavelmente erradas, embora seja evidente que o aglomerado contém uma grande variedade de diferentes tipos de galáxias.



O Estudo Científico do Superaglomerado da Coroa Boreal

A possibilidade de que poderia haver um superaglomerado na constelação da Coroa Boreal foi sugerida primeiramente na década de 1950. George Abell examinou seu próprio catálogo de Ricos Aglomerados de Galáxias (publicado em 1958) e, neste artigo publicado em 1961, incluiu o Superaglomerado da Coroa Boreal como o superaglomerado número 13 em uma lista de 17 possíveis superaglomerados.

O primeiro estudo apropriado do Superaglomerado da Coroa Boreal foi publicado por M Postman, M Geller e J Huchra em 1988. Eles estudaram o movimento de sete dos aglomerados neste superaglomerado, e estimaram a massa do superaglomerado.

Mais recentemente, em 1997 e 1998, T Small, C Ma, W Sargent e D Hamilton publicaram três artigos sobre este superaglomerado (1, 2, 3). Eles notaram a presença de outro superaglomerado atrás do Superaglomerado da Coroa Boreal (associado com A2034, A2049, A2062, A2069 e A2083) a uma distância de 1,5 bilhões de anos-luz (desvio para o vermelho de 0,113). Eles também acreditam que os aglomerados no centro do Superaglomerado da Coroa Boreal estão colapsando entre si e eventualmente formarão um único grande aglomerado.

F Kopylova e A Kopylov concordam com eles. Eles publicaram evidências, em 1998, de que o núcleo do superaglomerado (consistindo de A2061, A2065, A2067, A2089 e A2092) está "em um estágio de rápido colapso gravitacional" (em uma escala de tempo de bilhões de anos).

O Aglomerado da Coroa Boreal (A2065) foi descoberto por Edwin Hubble, na década de 1930. Em 1936, Milton Humason mediu o desvio para o vermelho de uma das galáxias (PGC 54876) no aglomerado como parte de um projeto para demonstrar que a velocidade é proporcional a distância para um grande número de aglomerados distantes. Esta foi uma poderosa evidência de que o Universo está expandindo.


Abaixo - uma imagem do aglomerado A2061. Este é outro dos ricos aglomerados de galáxias no Superaglomerado da Coroa Boreal. A grande galáxia elíptica próxima ao centro é PGC 54787.

A2061 - do Digitized Sky Survey
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