Um Atlas do Universo - Glossário
- Aglomerado Abell
- Veja Rico aglomerado de galáxias, Catálogo
Abell.
- Aglomerado de galáxias
- É uma concentração de galáxias mantidas
juntas pela gravidade. O termo 'aglomerado' refere-se normalmente a uma
grande coleção com dezenas ou centenas de galáxias
e o termo 'grupo' é usado para um agrupamento muito menor.
- Aglomerado estelar
- Veja Aglomerado aberto, Aglomerado
globular.
- Aglomerado aberto de estrelas
- É um aglomerado de estrelas normalmente contendo algumas centenas de membros
reunidos em uma região normalmente menor que 20 anos-luz
em tamanho. São encontrados normalmente próximos de regiões de formação de
estrelas nos braços espirais das galáxias.
- Aglomerado globular de estrelas
- É um aglomerado esférico de muitos milhares de estrelas. Aglomerados globulares
normalemnte possuem um tamanho de 50 a 150 anos-luz
e são encontrados espalhados no halo esférico que circula as galáxias.
- Ano-luz (al)
- É a distância percorrida pela luz em um ano. É igual a 0,3066 parsecs.
Também é igual a 9461 bilhões de quilômetros ou 63.240 unidades
astronômicas.
- Ascensão reta (AR)
- Veja Coordenadas equatoriais.
- Associação
- Veja Associação OB.
- Associação estelar
- Veja Associação OB.
- Associação OB
- É um grupo muito disperso de dezenas ou centenas de estrelas muito brilhantes
espalhadas por centenas de anos-luz do espaço.
As estrelas em uma associação OB foram formadas na mesma região e estão se
separando lentamente. São normalmente encontradas nos braços
espirais das galáxias.
- Bilhão
- 1 Bilhão = 1.000.000.000
- Buraco negro
- É um objeto formado quando uma estrela supergigante de
grande massa explode em uma supernova no fim de
sua vida, criando um ponto superdenso no espaço de cuja gravidade nada
escapa. Uma estrela com massa superior a 40 massas solares provavelmente
criará um típico buraco negro com 3 massas solares. Buracos negros podem ser
detectados pelos efeitos que causam nas estrelas vizinhas. Acredita-se que no centro de
muitas galáxias, inclusive a nossa, existem buracos negros supermassivos
que engoliram milhares de estrelas.
- Catálogo Abell (A, ACO)
- Um catálogo com 2712 ricos aglomerados de galáxias
produzido por George Abell, em 1958, após cuidadoso exame das placas do
Palomar Sky Survey. Foi extendido em 1989 por George Abell, Harold Corwin e Ron Olowin a fim de
incluir 1364 ricos aglomerados de galáxias extras do hemisfério sul, não
cobertos no Palomar Sky Survey original. Ele contém a maioria dos
aglomerados de galáxias mais ricos dentro de 3 bilhões de anos-luz.
- Catálogo Barnard
- Um catálogo de 349 nebulosas escuras ao norte da declinação -35° produzido por
E Barnard em 1927.
- Catálogo Bonner Durchmusterung (BD, CD, CP)
- Um catálogo de 325.037 estrelas do hemisfério norte produzido entre
1859 e 1862, com um suplemento de 134.833 estrelas do hemisfério sul,
produzido em 1886. Mais tarde, surgiram dois catálogos maiores com estrelas
do hemisfério sul: o Córdoba Durchmusterung (613.959 estrelas), produzido
entre 1892 e 1932, e o Cape Photographic Durchmusterung (454.877 estrelas),
produzido entre 1895 e 1900.
- Catálogo Bright Star (HR, BS, Yale)
- Um catálogo de de quase todas as estrelas mais brilhantes que a magnitude
+6,5 publicado pelo Yale University Observatory. A versão original foi
publicada em 1908 como Harvard Revised Photometry Catalog e contém 9096 estrelas. A atual versão
é a quinta edição.
- Catálogo ESO (ESO)
- É o ESO/Uppsala Catalogue of Galaxies. É uma extensão do Catálogo UGC,
listando 18.422 galáxias brilhantes ao sul da declinação -20°, publicada em 1982.
Note que os catálogos UGC e ESO combinados não cobrem a zona de declinação entre -2,5° e -20°.
- Catálogo Giclas (G)
- É o nome usual dado ao catálogo Lowell Proper Motion Survey produzido na
década de 1970, contendo 11.747 estrelas com um alto movimento
próprio.
- Catálogo Gliese (Gl, Wo, GJ)
- É o nome usual dado a três catálogos de estrelas próximas compilado por W
Gliese (e depois por H Jahreiß) em 1957, 1969 e 1993. O terceiro catálogo,
que listou 3803 estrelas dentro de 25 parsecs,
foi liberado somente em uma forma preliminar.
- Catálogo Harvard Revised (HR)
- Veja catálogo Bright Star.
- Catálogo Henry-Draper (HD)
- É um catálogo com a classificação espectral
de 272.150 estrelas, produzido entre 1918 e 1924.
- Catálogo Hipparcos (HIP)
- É um catálogo de 118.218 estrelas examinadas pelo satélite Hipparcos, lançado
em 1989. Ele coletou as paralaxes dessas estrelas,
fornecendo distâncias exatas de dezenas de milhares de estrelas dentro de
1000 anos-luz.
- Catálogo IC (IC)
- É o Index Catalogue (Catálogo Índice). Ele é um suplemento do catálogo NGC
listando 5386 aglomerados estelares,
nebulosas e galáxias extras.
Na verdade, é uma combinação de dois catálogos, o primeiro publicado em
1895 e o segundo, em 1908. Veja também Catálogo NGC.
- Catálogo MCG (MCG)
- É o Morphological Catalogue of Galaxies (Catálogo Morfológico de Galáxias). É um catálogo de 31.000 galáxias
ao norte da declinação -45° produzido entre 1962 e 1974.
- Catálogo NGC (NGC)
- É o New General Catalogue (Novo Catálogo Geral). É um catálogo de 7840 dos aglomerados
estelares, nebulosas e galáxias mais brilhantes
publicado por J Dreyer em 1888. Veja também Catálogo
IC.
- Catálogo PGC (PGC)
- É o Principal Galaxies Catalogue (Catálogo de Galáxias Principais). É um catálogo de 73.197 das galáxias mais brilhantes publicado em 1989.
Desde 1989, galáxias continuam a receber números PGC, de modo que agora há mais de 1 milhão
de galáxias números PGC.
- Catálogo UGC (UGC)
- É o Uppsala General Catalogue of Galaxies (Catálogo Geral Uppsala de Galáxias). É um catálogo de 12.939 galáxias brilhantes
ao norte da declinação -2,5° publicado em 1973. Veja também Catálogo ESO.
- Catálogo Yale
- Veja Catálogo Bright Star.
- Classificação espectral
- É o sistema usado para classificar as estrelas. As estrelas são classificadas em
sete categorias principais: O, B, A, F, G, K e M, indo das quentes estrelas
branco-azuladas até as frias estrelas vermelhas. Um número (0 até 9) é
normalmente adicionado como uma sub-classe. Um numeral romano é adicionado
para indicar o tamanho da estrela. Estrelas
supergigantes são de classe I, estrelas gigantes
de classe III e, normalmente, estrelas da sequência
principal de classe V. (Tipos II e IV são tipos intermediários).
O Sol é tipo do G2V, enquanto Arcturus - uma estrela
gigante laranja - é tipo do K2III.
- Classificação estelar
- Veja Classificação espectral.
- Constante de Hubble (H)
- É o valor que descreve a taxa na qual o Universo atualmente está se expandindo. A
constante de Hubble ajuda a determinar o tamanho e a idade do Universo, e é
usada também para converter o desvio para o vermelho
de uma galáxia em uma estimativa da distância. A constante de Hubble não
é conhecida precisamente, mas possui um valor entre 60 e 80 km/s/Mpc.
- Constelação
- Padrão aleatório de estrelas no céu noturno produzido pelo
alinhamento de estrelas de diferentes luminosidades e distâncias. Existem
88 constelações - 48 foram criadas pelos antigos Gregos, e outras 40 foram
adicionadas após 1590.
- Coordenadas equatoriais (AR, Dec)
- É o sistema de coordenadas mais comum utilizado pelos astrônomos. É o
equivalente a latitude e longitude terrestre projetadas no céu, exceto que a
longitude é chamada de Ascensão Reta e a latitude é chamada de Declinação.
Por razões históricas, a Ascensão Reta não é medida em graus, mas em
'horas' - 24 horas são equivalentes a 360 graus. Outra complicação é que
este sistema de coordenadas está se movendo muito lentamente com o tempo - a
posição das estrelas para 1950 é ligeiramente diferente da posição para
2000, por exemplo.
- Coordenadas galácticas (l, b)
- É um sistema de coordenadas baseado no plano da Galáxia
e é centrado no Sol, com o ponto zero de longitude e latitude cruzando-se
no centro galáctico. Os símbolos usados para as coordenadas
galácticas são l (longitude) e b (latitude). O ponto zero de latitude e
longitude galácticas está em AR=17h45m37s Dec=-28°56'10", e o polo
norte galáctico está em AR=12h51m26s Dec=+27°07'42" (coordenadas
para a época 2000).
- Coordenadas galactocêntricas
- É o mesmo sistema de coordenadas que as coordenadas
galácticas exceto que este sistema é centrado no centro da Galáxia.
A pequena incerteza na distância até o centro galáctico
impede que este sistema seja amplamente utilizado.
- Coordenadas supergalácticas (L, B)
- É um sistema de coordenadas baseado no plano aproximado do Superaglomerado
de Virgem. O plano supergaláctico passa pelo Sol e pelo centro do Aglomerado
de Virgem. Diversos superaglomerados próximos
encontram-se também perto deste plano. Os símbolos usados nas coordenadas
supergalácticas são L (longitude) e B (latitude). O ponto zero da latitude
e longitude supergalácticas encontra-se em AR=02h49m14s Dec=+59°31'42",
e o polo norte supergaláctico encontra-se em AR=18h55m01s Dec=+15°42'32",
(coordenadas para a época 2000).
- Declinação (Dec)
- Veja Coordenadas equatoriais.
- Designação de Bayer
- É a combinação de uma letra Grega e o nome da constelação
(Alpha Centauri, Epsilon Orionis etc.) usada para identificar as estrelas
brilhantes. Este sistema foi usado primeiramente por Johann Bayer, em 1603.
Estrelas mais brilhantes em uma constelação
normalmente possuem uma letra do início do alfabeto, e estrelas menos brilhantes
normalmente possuem letras do final do alfabeto. Algumas estrelas fracas possuem
letras Romanas minúsculas de a até z ou letras Romanas maiúsculas de A até
Q (p Eridani, N Velorum etc). Veja também Designção de
Flamsteed.
- Designação de Flamsteed
- É a combinação de um número e do nome da constelação
(61 Cygni, 36 Ophiuchi etc.) usada para identificar estrelas visíveis
a olho nu. Os números foram aplicados por John Flamsteed em seu catálogo de
estrelas publicado em 1725. Nem todas as estrelas visíveis a olho nu possuem
designção de Flamsteed e a maioria das estrelas no extremo do hemisfério sul não possuem
uma. Veja também Designação de Bayer.
- Desvio para o vermelho (z)
- É um aumento no comprimento de onda da luz causado tanto por a fonte de luz estar se afastando do observador,
como pela expansão do Universo. Num Universo em expansão, galáxias com grande
desvio para o vermelho estão a distâncias maiores do que galáxias com pequeno desvio para
o vermelho. O desvio para o vermelho também pode ser produzido pela luz que encontra-se
próxima de um grande campo gravitacional, como o de um buraco negro.
- Estrela anã
- É uma estrela normal sequência principal
como o Sol que está queimando hidrogênio em reações nucleares em seu núcleo. As
estrelas anãs mais brilhantes podem ser maiores que o Sol. Veja também Estrela
gigante, Estrela supergigante.
- Estrela anã amarela
- É qualquer estrela amarela pequena como o Sol. São classificadas como estrelas do tipo
G.
- Estrela anã branca
- É o remanescente de uma estrela gigante que ejetou
suas camadas externas para expor um núcleo intensamente quente. Apenas as anãs brancas mais jovens
são realmente brancas, pois após bilhões de anos elas lentamente esfriam e mudam sua cor
para amarelo ou laranja (embora as anãs brancas mais frias sejam mais azuladas do que o esperado porque a
comprimida atmosfera de hidrogênio filtra a luz vermelha). Eventualmente,
podem se tornar uma anã negra morta, mas devido ao Universo ter menos de 15
bilhões de anos não existem ainda, pois não tiveram tempo de ficar frias
o suficiente. São classificadas como estrelas do tipo D.
- Estrela anã laranja
- São estrelas com luminosidade intermediária entre as anãs
amarelas como o Sol e as anãs vermelhas. São
classificadas como estrelas do tipo K.
- Estrela anã marrom
- É uma estrela que falhou por ser muito pequena para que ocorresse reações
nucleares em seu núcleo. Elas podem ser muito comuns, mas devido a seu pouco brilho e
ser muito fria é muito difícil de serem detectadas. As anãs marrons não
são marrons, elas começam suas vidas brilhando com um vermelho opaco e depois apagam. Anãs marrons são maiores
que planetas, e têm massas entre 10 e 80 vezes a massa de Júpiter (ou 0,01 até
0,08 vezes a massa do Sol). Existem dois tipos principais de anãs marrons - as mais
quentes (1500K até 2500K) são tipo L; e as mais frias (200K até 1500K) são
tipo T. As anãs marrons mais quentes são algumas vezes classificadas como
anãs vermelhas do tipo M muito frias.
- Estrela anã vermelha
- As menores e mais fracas estrelas. Cerca de 80% de todas as estrelas são anãs
vermelhas, mas nenhuma é visível a olho nu da Terra. Por possuírem luminosidade
menor que 1% do Sol, têm um longo tempo de vida - as menores provavelmente duram trilhões
de anos. São classificadas como estrelas do tipo M.
- Estrela da sequência principal
- É uma estrela normal como o Sol queima hidrogênio em reações nucleares no
núcleo para produzir sua energia. Outros tipos de estrelas incluem: estrelas
gigantes, estrelas supergigantes e anãs
brancas.
- Estrela de nêutrons
- É o núcleo de uma estrela supergigante
o qual colapsou tanto durante uma explosão de supernova
que é formado inteiramente por nêutrons. Muitas estrelas entre 8 e 60
massas solares terminam suas vidas produzindo uma estrela de nêutrons com até
1,4 massas solares. Estrelas de nêutrons têm apenas 10 quilômetros de diâmetro
e uma incrível densidade - uma colher de chá do material de uma estrela de
nêutrons pode ter uma massa de centenas de milhões de toneladas. Veja também Buraco
negro.
- Estrela gigante
- Uma estrela do tamanho do Sol terminará sua vida, após muitos bilhões de
anos, se expandindo grandemente devido a mudanças no equilíbrio de energia no seu núcleo.
A temperatura superficial cai e a estrela fica avermelhada, e isso dura alguns milhões de anos
antes que a estrela ejete suas camadas externas e
torne-se uma anã branca. Veja também Estrela
anã, Estrela supergigante.
- Estrela supergigante
- Uma estrela com mais de 10 massas solares se tornará uma estrela
supergigante ao final de sua vida conforme cessa a queima do hidrogênio,
o que causa sua expansão das camadas externas. Estrelas supergigantes são as maiores e mais brilhantes de todas as estrelas, e
frequentemente terminam explodindo como uma supernova
e criando uma estrela de nêutrons ou um buraco
negro. Veja também Estrela anã, Estrela
gigante.
- Estrela variável
- É uma estrela que varia em brilho. Existem vários tipos, algumas
estrelas mudam seu brilho em questão de minutos enquanto outras mudam
lentamente ao longo de muitos meses. As primeiras 334 estrelas variáveis
descobertas em uma constelação recebem uma ou duas letras,
como R Scuti ou UV Ceti. As outras estrelas variáveis são designadas
como V335, V336, etc. Proxima Centauri, por exemplo, é conhecida pelos astrônomos
de estrelas variáveis como V645 Centauri.
- Galáxia
- É uma vasta concentração de milhões ou bilhões de estrelas. Existem
quatro tipos principais de galáxias: Galáxias Elípticas,
Galáxias Lenticulares, Galáxias
Espirais e Galáxias Irregulares. Nossa
Galáxia contém 200 bilhões de estrelas, mas as maiores galáxias podem
conter trilhões. Veja também Galáxia Anã.
- Galáxia anã
- É uma pequena galáxia contendo normalmente um número
de estrelas entre milhões e alguns bilhões. Não há um
tamanho oficial abaixo do qual uma galáxia seja
designada como anã, mas qualquer galáxia com
um diâmetro menor que 30.000 anos-luz pode ser
considerada anã.
- Galáxia barrada
- Uma galáxia com uma brilhante barra central
de estrelas.
- Galáxia elíptica
- É uma galáxia de forma circular ou
oval. Ela é classificada como tipo E, e variam em forma do tipo E0 -
circular - até o tipo E7 - muito elíptica.
- Galáxia espiral
- É uma galáxia com braços espirais. Há
dois tipos principais: aquelas com barra central - SB - e aquelas sem barra - S (ou SA). Galáxias
espirais são subdivididas em tipos a, b e c (e algumas vezes d), dependendo de
quão 'enrolados' são os braços espirais.
- Galáxia irregular
- É uma galáxia com uma forma muito irregular, sem
estrutura espiral ou elíptica óbvia. São classificadas como do tipo Irr.
Galáxias irregulares com uma estrutura espiral bagunçada são
frequentemente classificadas como do tipo Sm (ou do tipo SBm, se também
possuírem uma barra central)
- Galáxia lenticular
- É uma galáxia que tem a forma de uma lente. Elas são de
um tipo intermediário entre uma galáxia elíptica
e uma galáxia espiral. São classificada como do
tipo S0 (ou tipo SB0, se possuírem uma barra central).
- Grande Galáxia
- Veja Galáxia.
- Grupo de galáxias
- É uma concentração de galáxias unidas pela
gravidade. O termo 'grupo' normalmente refere-se a uma pequena coleção com
poucas dezenas de galáxias e o termo
'aglomerado' é usado para um agrupamento muito maior.
- Luyten, Willem
- Foi um astrônomo que da década de 1930 até a de 1980 encontrou milhares de estrelas próximas
em alguns grandes levantamentos, incluindo o Bruce Proper Motion Survey, em 1944, e
Luyten-Palomar Survey, na década de 1970. Ele produziu muitos catálogos de movimentos
próprios, incluindo o catálogo Luyten (L), o catálogo Luyten-Palomar
(LP), o catálogo Luyten Two-Tenths Arcsecond (LTT), o catálogo Luyten
Four-Tenths Arcsecond (LFT) e o catálogo Luyten Half-Second (LHS).
- Magnitude
- Veja Magnitude aparente, Magnitude
absoluta.
- Magnitude absoluta
- É a magnitude aparente que um objeto teria se estivesse situado a
distância exata de 10 parsecs (=32,6 anos-luz).
Uma estrela supergigante pode ter uma
magnitude absoluta de -8, enquanto uma fraca anã
vermelha pode ter uma magnitude absoluta de +16. O Sol tem uma
magnitude absoluta de +4,8 - mais ou menos a metade dos dois extremos.
- Magnitude aparente
- É o sistema usado para medir o brilho das estrelas no céu. Estrelas
brilhantes têm números menores e as menos brilhantes têm números maiores.
Os objetos mais escuros visíveis com telescópios gigantes têm magnitude de +30. Um
bom telescópio portátil vê até a magnitude +15. Binóculos veem até a
magnitude +9 e as mais fracas estrelas visíveis a olho nu têm magnitude de +6. Objetos muito
brilhantes possuem magnitude negativa; a estrela mais brilhante do céu noturno tem magnitude
de -1,4, a Lua cheia tem magnitude de -12,7 e o Sol do meio-dia tem
magnitude de -26,8.
- Magnitude aparente azul
- É a magnitude aparente de uma estrela ou galáxia vista atrvés de um filtro azul. Este
sistema de magnitude é comumente usado para galáxias próximas porque, historicamente,
as fotografias dessas galáxias foram feitas com placas fotográficas sensíveis a luz azul.
- Magnitude visual
- É outro nome para a Magnitude aparente.
- Matéria escura
- As estrelas visíveis e nebulosas compõem apenas uma pequena fração de
toda a matéria no Universo. O resto não é fácil de detectar, mas existe
claramente devido aos efeitos nos movimentos das estrelas nas galáxias
e no movimento das galáxias nos aglomerados.
A matéria escura provavelmente consiste de vários tipos de partículas
subatômicas.
- Minuto
- Veja Minuto de arco.
- Minuto de arco (')
- Uma medida para pequenos ângulos. 1 minuto de arco = 1/60 grau.
- Movimento próprio
- É a lenta e constante mudança das posições aparentes das estrelas ao longo de muitos anos devido aos
seus movimentos independentes dentro da Galáxia.
Mesmo as estrelas mais próximas e mais rápidas levam séculos
para moverem-se um grau ou mais.
- Nebulosa
- É uma nuvem de gás e poeira interestelar. As nebulosas brilhantes
brilham com a luz emitida pelos gases de que é composta (nebulosa de
emissão) ou pela reflexão da luz estelar (nebulosa de reflexão) ou
ambos. Nebulosas Escuras consistem em nuvens de gás e poeira que não são
iluminadas. Nebulosas Planetárias são as camadas
de gás ejetadas por estrelas.
- Nebulosa Planetária
- É um envelope de gás em expansão cercando uma anã
branca quente. É formada no fim da vida de uma estrela
gigante, quando o núcleo se contrai e ejeta a atmosfera externa da estrela,
formando tanto a anã branca como a nebulosa.
A intensa radiação da anã branca central faz a
nebulosa brilhar. Elas se dissipam em cerca de 50.000 anos. São chamadas de
nebulosas planetárias porque, para os primeiros astrônomos, pareciam um pouco com os planetas.
- Paralaxe
- É a pequena mudança periódica das posições aparentes de estrelas próximas,
devido à mudança de posição da Terra à medida que orbita o Sol.
Quanto mais próxima a estrela está, maior a mudança. A distância
das estrelas em parsecs é simplesmente 1/paralaxe,
(ou em anos-luz é 3,2616/paralaxe), onde a paralaxe
é expressa em segundos de arco.
- Parsec (pc)
- É a distância que uma estrela deve ter para que sua paralaxe
seja de 1 segundo de arco. (Não existe nenhuma
estrela a esta distância atualmente.) 1 parsec = 3,2616 anos-luz.
- Quasar
- É uma galáxia com um núcleo extremamente
luminoso com um brilho centenas de vezes maior que sua galáxia hospodeira.
Encontram-se a bilhões de anos-luz
de distância e são característicos do início do Universo. A fonte de energia de
um quasar é provavelmente a matéria que cai em um buraco
negro supermassivo.
- Remanescente de Supernova
- É o resto de uma estrela visto como uma nebulosa
de gás em expansão que foi ejetado em alta velocidade durante a explosão
de uma supernova.
- Rico aglomerado de galáxias
- É um aglomerado de galáxias que contém centenas
de grandes galáxias. O rico aglomerado mais próximo
é o Aglomerado de Virgem. Os aglomerados mais ricos podem conter milhares
de grandes galáxias. A maioria dos
aglomerados mais ricos no Universo próximo estão listados no Catálogo
Abell.
- Ross, Frank
- Foi um astrônomo que pesquisou sobre estrelas de alto movimento
próprio entre 1925 e 1939, produzindo uma lista de 1070
estrelas próximas.
- Segundo
- Veja Segundo de arco.
- Segundo de arco (")
- Uma medida para ângulos muito pequenos. 1 segundo de arco = 1/60 minuto de arco
= 1/3600 grau.
- Sistema planetário
- Uma estrela orbitada por planetas, satélites, asteróides, cometas e
poeira.
- Superaglomerado
- É uma grande concentração com centenas ou milhares de grupos
de galáxias. Superaglomerados possuem tamanho de 100 milhões até
500 milhões de anos-luz, e estão normalmente
embutidos em grandes folhas e muros de galáxias
cercando grandes vazios onde existem pouquíssimas galáxias.
Os superaglomerados foram formados no início do universo quando a matéria foi
se agrupando pela influência da gravidade.
- Supernova
- É uma explosão catastrófica que pode brilhar brevemente mais que uma galáxia
inteira com bilhões de estrelas. Ela ocorre quando uma estrela
supergigante esgota todo seu combustível nuclear fazendo o núcleo colapsar,
o que libera grande quantidade de energia e expulsa suas parte externas,
deixando para trás uma estrela de nêutrons ou, em casos
extremos, um buraco negro.
- Tamanho angular
- É o tamanho aparente de um objeto expresso como um ângulo. É medido em
graus, minutos e segundos.
- Temperatura
- Em astronomia, a temperatura é medida na escala Kelvin (simbolo K) que
é igual a °C + 273°. Assim, a temperatura da Terra ao meio-dia de 20 °C
é igual a 293 K e a temperatura da superfície do Sol de 5500 °C é aproximadamente
igual a 5770 K.
- Trilhão
- 1 Trilhão = 1.000.000.000.000
- Unidade Astronômica (UA)
- É a distância média da Terra ao Sol. É igual a 149.597.871 km. É usada
apenas para distâncias em sistemas planetários ou para distâncias entre estrelas
componentes de sistemas estelares múltiplos.
- Velocidade Radial (VR)
- É a velocidade de um objeto que se aproxima na direção do observador ou
se afasta dele. Em um Universo em expansão, uma galáxia
com uma alta velocidade radial geralmente encontra-se mais longe do
observador do que uma com baixa velocidade radial.
- Velocidade Ressecional
- É a velocidade radial de uma galáxia causada pela expansão do Universo.
- Wolf, Max
- Foi um astrônomo que procurou por estrelas com alto movimento
próprio entre 1919 e 1931, produzindo uma lista de 1566 estrelas
próximas.
Obrigado a Rob Hribar, que foi quem criou os links nesta página pra mim.
Termos em Inglês
Aqui está uma lista dos termos usados em Inglês nos mapas e diagramas, com suas traduções.
- Arm
- Braço (espiral). Por exemplo: Orion Arm = Braço de Órion.
- Association
- Associação. Por exemplo: OB Association = Associação OB.
- AU (Astronomical Unit)
- Unidade Astronômica (UA).
- Belt
- Cinturão. Por exemplo: Orion's Belt = Cinturão de Órion.
- Billion
- Bilhão.
- Cluster
- Aglomerado. Por exemplo: Virgo Cluster = Aglomerado de Virgem; Hyades Cluster = Aglomerado das Híades.
- Dark
- Escuro(a). Por exemplo: Dark Nebula = Nebulosa escura.
- Dwarf
- Anã. Por exemplo: White Dwarf = Anã Branca; Sculptor Dwarf = Galáxia Anã do Escultor.
- Elliptical
- Elíptica. Por exemplo: Elliptical Galaxy = Galáxia Elíptica.
- Galactic Centre (Center)
- Centro Galático.
- Galaxy
- Galáxia. Por exemplo: Andromeda Galaxy = Galáxia de Andrômeda.
- Giant
- Gigante. Por exemplo: Giant Star = Estrela Gigante
- Globular Cluster
- Aglomerado Globular.
- Group
- Grupo. Por exemplo: Local Group = Grupo Local; NGC 5128 Group = Grupo NGC 5128.
- Ionised Hydrogen
- Hidrogênio Ionizado.
- Key
- Legenda.
- Large Magellanic Cloud
- Grande Nuvem de Magalhães.
- Light Year (ly)
- Ano-luz (al). Por exemplo: 250 light years = 250 anos-luz; 500.000 ly = 500.000 anos-luz.
- Main Sequence
- Sequência Principal.
- Million
- Milhão.
- Milky Way
- Via Láctea.
- Nebula
- Nebulosa. Por exemplo: Bright Nebula = Nebulosa Brilhante.
- Neutral Hydrogen
- Hidrogênio Neutro.
- North
- Norte. Por exemplo: Ursa Major North = Ursa Maior Norte.
- Obscured
- Obscuro ou Obscurecido.
- Open Cluster
- Aglomerado Aberto.
- Small Magellanic Cloud
- Pequena Nuvem de Magalhães.
- South
- Sul. Por exemplo: Ursa Major South = Ursa Maior Sul.
- Spiral (Barred Spiral)
- Espiral (Espiral Barrada). Por exemplo: Spiral Galaxy = Galáxia Espiral.
- Star
- Estrela. Por exemplo: Barnard's Star = Estrela de Barnard.
- Star Cluster
- Aglomerado Estelar.
- Sun
- Sol. Por exemplo: Sun's Location = Localização do Sol.
- Supercluster
- Superaglomerado. Por exemplo: Virgo Supercluster = Superaglomerado de Virgem.
- Void
- Vácuo. Por exemplo: Local Void = Vácuo Local.
- Wall
- Muro. Por exemplo: Sculptor Wall = Muro do Escultor.
- Wavelenght
- Comprimento de Onda.