A Nebulosa Eta Carinae é uma nebulosa gigante a 9000 anos-luz de distância, situada no Braço de Sagitário da Galáxia. Apesar da enorme distância, a sua região central é brilhante o suficiente para ser vista a olho nu (embora apenas de regiões equatoriais e do hemisfério sul da Terra). As cores vívidas em imagens de nebulosas aparecem normalmente apenas em fotografias, pois o olho humano não é muito sensível para ver estas cores fracas e, assim sendo, a nebulosa Eta Carinae aparenta ser branca a olho nu.

A nebulosa Eta Carinae é catalogada como NGC 3372 e cobre uma área de três graus do céu que, a uma distância de 8800 anos-luz, corresponde a um diâmetro de 460 anos-luz. Duas outras nebulosas foram adicionadas à lista abaixo, mas provavelmente são nebulosas nas vizinhanças não conectadas com a nebulosa Eta Carinae. Elas estão a distâncias incertas, mas muito provavelmente estão no Braço de Sagitário.
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Número Coordenadas Coordenadas Tam. Tipo Distância Tam. Outros Nomes
Catálogo Equatoriais Galácticas (arcmins) (al) (al)
AR (2000) Dec l° b°
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NGC 3199 10 17.4 -57 55 283.6 -0.9 22' E 7000? 45?
NGC 3372 10 45.1 -59 52 287.7 -0.8 180' E 8800 460 Nebulosa Eta Carinae
NGC 3503 11 01.3 -59 51 289.5 +0.1 3' E 10000? 10?
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Coluna 1: Nome padrão de catálogo para a nebulosa. Coluna 2: Ascensão Reta e Declinação para a época 2000. Coluna 3: Longitude (l) e Latitude (b) Galácticas. Coluna 4: Tamanho angular da nebulosa em minutos de arco. Coluna 5: Tipo da nebulosa: E = emissão, R = reflexão. Coluna 6: Distância aproximada até a nebulosa. Coluna 7: Tamanho aproximado da nebulosa em anos-luz. Coluna 8: Nome alternativo da nebulosa.
Há bom número de aglomerados estelares na vizinhança da nabulosa Eta Carinae. Muitos deles provavelmente estão em primeiro plano, na frente da nebulosa. Dois destes aglomerados estão certamente na nebulosa - Trumpler 14 e Trumpler 16. Trumpler 16 tem a estrela Eta Carinae como uma de suas estrelas membros.
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Nome de Coordenadas Coordenadas Tam. Distância Idade Outros Nomes
Catálogo Equatoriais Galácticas (arcmins) (al) (milhões
AR (2000) Dec l° b° de anos)
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BH 90 10 11.9 -58 04 283.1 -1.5 4' 8400 88
IC 2581 10 27.5 -57 37 284.6 +0.0 5' 8000 14
NGC 3293 10 35.8 -58 14 285.9 +0.1 6' 7600 10 Aglomerado das Joias
NGC 3324 10 37.4 -58 39 286.2 -0.2 12' 7550 6
Collinder 228 10 42.1 -59 55 287.4 -1.0 14' 7200 7
Bochum 10 10 42.3 -59 08 287.0 -0.3 20' 6600 7
Trumpler 14 10 44.0 -59 33 287.4 -0.6 5' 8900 7
Trumpler 15 10 44.8 -59 22 287.4 -0.4 14' 6050 8
Trumpler 16 10 45.0 -59 43 287.6 -0.7 10' 8700 6 Aglomerado Eta Carinae
Collinder 232 10 45.0 -59 33 287.5 -0.5 4' 7850 5
Bochum 11 10 47.3 -60 05 288.0 -0.9 21' 7850 6
Ruprecht 92 10 53.8 -61 45 289.5 -2.0 7' 7700 63
Trumpler 17 10 56.5 -59 12 288.7 +0.4 5' 7150 51
Bochum 12 10 57.5 -61 43 289.9 -1.8 10' 7250 41
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Coluna 1: Nome padrão de catálogo para o aglomerado.
Coluna 2: Ascensão Reta e Declinação para a época 2000.
Coluna 3: Longitude (l) e Latitude (b) Galácticas.
Coluna 4: Tamanho angular do aglomerado em minutos de arco.
Coluna 5: Distância do aglomerado.
Coluna 6: Idade aproximada do aglomerado em milhões de anos.
Coluna 7: Nome alternativo do aglomerado.
Referências: Dias W, Alessi B, Moitinho A, Lépine J, (2002). New catalogue of optically
visible open clusters and candidates. Astron and Astrophys, 389, 871.
Abaixo está um mapa dos aglomerados estelares e nebulosas na região da nebulosa Eta Carinae. A nebulosa Eta Carinae é uma grande e complexa nebulosa com muitas estrelas recentemente formadas. À esquerda da nebulosa Eta Carinae está uma segunda nebulosa muito mais fraca (e possivelmente mais distante) ao redor de NGC 3503. Contudo, o nome NGC 3503 refere-se apenas a uma pequena parte luminosa da nebulosa.
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A distância até Eta Carinae é conhecida com razoável precisão porque existem dois aglomerados estelares no centro da nebulosa (Trumpler 14 e Trumpler 16). A nebulosa está a cerca de 8800 anos-luz de distância, no Braço de Sagitário. A nebulosa Eta Carinae é um exemplo do tipo de nebulosa gigante que pode ser vista de fora da Galáxia, a centenas de milhares de anos-luz de distância. |
A razão da maioria das nebulosas brilhantes serem vermelhas é porque elas consistem principalmente de hidrogênio. Quando o hidrogênio incandesce, ele emite luz na cor vermelha. O gráfico abaixo exibe a intensidade da luz da nebulosa Eta Carinae. Este é o típico espectro de uma nebulosa de emissão. A emissão mais forte vem da linha vermelha do hidrogênio-alfa (a 656 nanômetros), embora o hidrogênio também emita uma fraca luz azul (estas são as linhas do hidrogênio beta, gama e delta a 486 nm, 434 nm e 410 nm, respectivamente).
A única outra emissão ótica importante é devido a presença de oxigênio - são duas linhas de [OIII], em 501 nm e 496 nm. Em nebulosas planetárias, muitas vezes, estas são a fonte de luz mais fortes, dando a elas sua característica cor azul-esverdeada.
Referências: Hua C, Llebaria A, (1981), Optical Spectrum of the Filamentary HII Region North of the Carina Complex. Astron and Astrophys, 94, 12.
No coração da nebulosa Eta Carinae está uma das estrelas mais extraordinárias conhecidas. Antes de 1840, Eta Carinae podia ser vista a olho nu como uma estrela normal. Em 1840, ela começou a aumentar seu brilho e, em 1848, ela se tornou a segunda estrela mais brilhante do céu. Lentamente enfraqueceu de novo, e em 1880 não podia mais ser vista a olho nu.
Na imagem abaixo, a estrela Eta Carinae é mostrada. Ela está junto da 'nebulosa Buraco da Fechadura', uma nebulosa escura com a forma de um buraco de fechadura, embora pareça provável que ela era mais escura no final do século XIX, quando assim foi chamada. A estrela Eta Carinae não se mostra tão espetacular mesmo que tenha aumentado um pouco sua luminosidade desde o fim do século XIX, e agora está no limite do visível a olho nu.

| Eta Carinae é uma estrela supermassiva. Ela pode ser, na realidade, duas estrelas supermassivas, muito próximas uma da outra, cada uma com massa sessenta ou setenta vezes maior do que a do Sol. A imagem à direita é a melhor fotografia dela feita pelo Telescópio Espacial Hubble. A estrela (ou estrelas) encontra-se no centro de dois glóbulos de poeira e gás em expansão que devem ter sido ejetados durante a erupção de 1848. A poeira é a causadora do visual obscuro atual. Mas, se Eta Carinae fosse colocada a mesma distância que o Sol, ela teria um brilho cinco milhões de vezes maior que o da nossa estrela. | ![]() |