AKJ: Almeida-1753 compatibilizada com a KJB-1611, com grafia e gramática inspiradas na ACF-1995  

LIVRO DOS PROVÉRBIOS
Capítulos 21-31
 


Capítulo 21
1 Como ribeiros de águas assim é o coração do rei na mão do SENHOR, que o inclina a todo o Seu querer.
2 Todo caminho do homem é reto aos seus próprios olhos, mas o SENHOR pesa os corações.
3 Fazer justiça e juízo é mais aceitável ao SENHOR do que oferecer-Lhe sacrifício.
4 Os olhos altivos, o coração orgulhoso e até a lavoura dos ímpios são pecado.
5 Os pensamentos do diligente tendem só para a abundância, porém os de todo apressado, tão-somente para a pobreza.
6 O trabalhar com língua falsa para ajuntar tesouros é um vapor de vanidade impelido de uma para outra parte por aqueles que buscam a morte.
7 Os saques- destruidores dos ímpios os destruirão, porquanto se recusam a fazer justiça.
8 O caminho do homem é todo pervertido e estranho, porém a obra do puro é reta.
9 É melhor morar num canto de telhado do que ter como companheira em casa ampla uma esposa briguenta.
10 A alma do ímpio deseja o mal; o seu próximo não acha favor aos seus olhos.
11 Quando o escarnecedor é castigado, o simples torna-se sábio; e o sábio quando é instruído recebe o conhecimento.
12 O justo considera com prudência a casa do ímpio; mas Deus destrói os ímpios por causa dos seus males.
13 O que tapa o seu ouvido ao clamor do pobre, ele mesmo também clamará e não será ouvido.
14 O presente dado em segredo aplaca a ira, e a dádiva no regaço põe fim à maior indignação.
15 O fazer justiça é alegria para o justo, mas destruição para os que praticam a iniqüidade.
16 O homem que anda desviado do caminho do entendimento, na congregação dos mortos repousará.
17 O que ama os prazeres será um homem pobre; o que ama o vinho e o azeite nunca enriquecerá.
18 O resgate do justo é o ímpio; o do reto é o pérfido.
19 É melhor morar numa terra deserta do que com uma mulher rixosa e irritadiça.
20 Tesouro desejável e azeite na casa do sábio, mas o homem insensato completamente os desperdiça.
21 O que segue a justiça e a beneficência achará a vida, a justiça e a honra.
22 O sábio escala a cidade do poderoso e derruba a força da confiança dela.
23 O que guarda a sua boca e a sua língua guarda a sua alma de angústias.
24 O soberbo e presumido, zombador é o seu nome, trata com indignação e soberba.
25 O desejo do preguiçoso o mata, porque as suas mãos recusam trabalhar.
26 O cobiçoso cobiça o dia todo, mas o justo dá, e nada retém.
27 O sacrifício dos ímpios é abominação; quanto mais oferecendo-o com maligna intenção!
28 A falsa testemunha perecerá, porém o homem que dá ouvidos falará sempre.
29 O homem ímpio endurece o seu rosto; mas o reto prepara o seu caminho.
30 Não há sabedoria, nem inteligência para entender, nem conselho contra o SENHOR.
31 Prepara-se o cavalo para o dia da batalha, porém do SENHOR vem a vitória.

Capítulo 22
1 Mais digno de ser escolhido é o bom nome do que muitas riquezas; e o ser estimado é melhor do que a riqueza e o ouro.
2 O rico e o pobre se encontram; a todos o SENHOR os fez.
3 O prudente prevê o mal, e esconde-se; mas os simples passam e sofrem a pena.
4 O galardão da humildade e o temor do SENHOR são riquezas, honra e vida.
5 Espinhos e laços no caminho do perverso; o que guarda a sua alma retira-se para longe dele.
6 Treina a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele.
7 O rico domina sobre os pobres e o que toma emprestado é servo do que empresta.
8 O que semear a injustiça ceifará males; e com a vara da sua própria indignação será extinto.
9 O que vê com olhos generosos será abençoado, porque dá do seu pão ao pobre.
10 Lança fora o escarnecedor, e se irá a contenda; e acabará a questão e a ignomínia.
11 O que ama a pureza de coração, e é amável de lábios, terá por seu amigo o rei.
12 Os olhos do SENHOR conservam o conhecimento, mas as palavras do transgressor Ele transtornará.
13 Diz o preguiçoso: Um leão está fora; serei morto no meio das ruas.
14 Cova profunda é a boca das mulheres estrangeiras (prostitutas); aquele contra quem o SENHOR se irar, cairá nela.
15 A estultícia está ligada ao coração da criança, mas a vara da castigo- instrutivo a afugentará dela.
16 O que oprime ao pobre para se engrandecer as suas riquezas, ou o que dá ao rico, certamente chegará à pobreza.
17 Inclina o teu ouvido e ouve as palavras dos sábios, e aplica o teu coração ao Meu conhecimento.
18 Porque te será agradável se as guardares no teu íntimo, se aplicares todas elas aos teus lábios.
19 Para que a tua confiança esteja no SENHOR, faço-te sabê-las hoje, a ti mesmo.
20 Porventura não te escrevi excelentes coisas, acerca de todo conselho e conhecimento,
21 Para fazer-te saber a certeza das palavras da verdade, e assim possas responder palavras de verdade aos que enviarem (mensageiros para consultar) a ti?
22 Não roubes ao pobre, porque é pobre, nem, na porta (de julgamento), oprimas o aflito;
23 Porque o SENHOR defenderá a sua causa em juízo, e aos que os roubam Ele lhes tirará a alma.
24 Não sejas companheiro do homem briguento nem andes com o colérico,
25 Para que não aprendas as suas veredas, e tomes um laço para a tua alma.
26 Não estejas entre os que batem as mãos (em sinal de comprometimento), e entre os que ficam por fiadores de dívidas,
27 Pois se não tens com que pagar, deixarias que te tirassem até a tua cama de debaixo de ti?
28 Não removas os antigos marcos- limite que teus pais puseram.
29 Viste o homem diligente na sua obra? Perante reis será posto; não permanecerá entre os homens de posição inferior.

Capítulo 23
1 Quando te assentares a comer com um governador, atenta cuidadosamente para o que é posto diante de ti,
2 E se és homem de grande apetite, põe uma faca à tua garganta.
3 Não cobices as suas iguarias porque são comidas enganosas.
4 Não te fatigues para enriqueceres; não apliques nisso a tua própria sabedoria.
5 Porventura fixarás os teus olhos naquilo que não é nada? porque riquezas certamente farão asas para si mesmas, e voarão para longe como a águia para o céu .
6 Não comas o pão daquele que tem o olhar maligno, nem cobices as suas iguarias gostosas.
7 Porque, como ele imaginou no seu coração, assim é ele. "Ó tu, come e bebe", te disse ele; porém o seu coração não está contigo.
8 Vomitarás o bocado que comeste, e perderás as tuas suaves palavras.
9 Não fales ao ouvido do tolo, porque desprezará a sabedoria das tuas palavras.
10 Não removas os antigos marcos- limite nem entres nos campos dos órfãos,
11 Porque o redentor deles é poderoso; e pleiteará a causa deles contra ti.
12 Aplica o teu coração ao castigo- instrutivo e os teus ouvidos às palavras do conhecimento.
13 Não retires o castigo- instrutivo da criança; pois se a fustigares com a vara, não por isso morrerá.
14 Tu a fustigarás com a vara, e livrarás a sua alma do inferno.
15 Filho meu, se o teu coração for sábio, alegrar-se-á o meu coração, sim, o meu próprio.
16 E exultarão os meus rins, quando os teus lábios falarem coisas retas.
17 O teu coração não inveje os pecadores; antes permanece no temor do SENHOR todo o dia.
18 Porque certamente há um fim bom; não será malograda a tua esperança.
19 Ouve tu, filho Meu, e sábio, e dirige no caminho o teu coração.
20 Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne.
21 Porque o beberrão e o glutão acabarão na pobreza; e a sonolência os faz vestir-se de trapos.
22 Dá ouvidos a teu pai, que te gerou, e não desprezes tua mãe, quando vier a envelhecer.
23 Compra a verdade, e não a vendas; e também a sabedoria, o castigo- instrutivo e o entendimento.
24 Grandemente se regozijará o pai do justo, e o que gerar um sábio, se alegrará nele.
25 Alegrem-se teu pai e tua mãe; sim, regozije-se a que te gerou.
26 Dá-me, ó filho Meu, o teu coração, e os teus olhos observem os meus caminhos.
27 Porque cova profunda é a prostituta, e poço estreito a mulher estrangeira (prostituta).
28 Pois ela espreita (de emboscada), como para uma presa, e multiplica entre os homens os pérfidos.
29 Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
30 Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.
31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho {*}, quando entrega a sua cor no copo e se escoa suavemente. {* Vinho puro, sem a usual diluição 1:10 em água, fica de forte cor. Compare Gn 49:11; Dt 32:14}
32 No fim, picará como a cobra, e como a venenosa cobra basilisco morderá.
33 Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará coisas pervertidas.
34 E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro.
35 E dirás: Espancaram-me e eu não estou enfermo; bateram-me e não o senti; quando despertarei? Ainda tornarei a buscar o vinho outra vez.

Capítulo 24
1 Não tenhas inveja dos homens malignos, nem desejes estar com eles.
2 Porque o coração deles maquina como perpetrar rapina, e os seus lábios falam a maldade.
3 Com a sabedoria é a casa edificada, e com o entendimento é ela estabelecida;
4 E pelo conhecimento as câmaras serão enchidas com todos os bens preciosos e agradáveis.
5 O homem sábio é forte; sim, o homem de conhecimento aumenta a força.
6 Com conselhos prudentes tu farás a guerra; e na multidão dos conselheiros segurança.
7 A sabedoria é demasiadamente alta para o tolo, na porta não abrirá a sua boca.
8 Àquele que maquina fazer mal, chama-lo-ão mestre de maus intentos.
9 O pensamento de insensatez é pecado, e abominável aos homens é o escarnecedor.
10 Se te mostrares fraco no dia da adversidade, é que a tua força é pequena.
11 Se te afastares de livrar os que estão sendo levados para a morte, e aos que estão sendo levados para a matança;
12 Se disseres:" Eis que não o sabemos"; porventura não considerará isto Aquele que pondera os corações? Não saberá isto Aquele que guarda a tua alma? Não retornará Ele ao homem conforme a sua obra?
13 Come mel, ó meu filho, porque é bom; o favo de mel é doce ao teu palato.
14 Assim será para a tua alma o conhecimento da sabedoria; se a achares, haverá galardão para ti e não será cortada fora a tua esperança.
15 Não te ponhas de emboscada contra a habitação do justo, ó ímpio, nem assoles o seu lugar de repouso,
16 Porque sete vezes cairá o justo, e se levantará; mas os ímpios tropeçarão- e- cairão no mal.
17 Quando cair o teu inimigo, não te alegres, nem se regozije o teu coração quando ele tropeçar- e- cair;
18 Para que, o SENHOR, não veja isso e seja mau aos Seus olhos, e desvie dEle a Sua ira.
19 Não aflijas a ti mesmo por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos ímpios,
20 Porque o homem maligno não terá galardão, e a lâmpada dos ímpios será apagada.
21 Teme ao SENHOR, ó filho meu, e ao rei, e não tenhais companhia com os que são dados a mudanças,
22 Porque de repente se levantará a sua destruição, e a ruína de ambos, quem o sabe?
23 Também estes são provérbios dos sábios: Ter respeito ante a aparência da presença de algumas pessoas {*}, ao julgarmos, não é bom. {* ter parcialidade}
24 O que disser ao ímpio: Justo és, os povos o amaldiçoarão, as nações o detestarão.
25 Mas para os que o repreenderem haverá delícias, e sobre eles virá a bênção do bem.
26 Beijados serão os lábios do que responde com palavras retas.
27 Prepara de fora a tua obra, e apronta-a no campo; e, depois, edifica a tua casa.
28 Não sejas testemunha sem causa contra o teu próximo; e não enganes com os teus lábios.
29 Não digas: Como ele me fez a mim, assim o farei eu a ele; pagarei a cada homem segundo a sua obra.
30 Passei pelo campo do preguiçoso, e junto à vinha do homem falto de entendimento,
31 Eis que cardos tinham crescido sobre todo ele, e urtigas tinham coberto a sua superfície, e o seu muro de pedras estava derrubado.
32 O que eu, tendo visto, o pus no meu coração; e; vendo-o, recebi castigo- instrutivo.
33 Um pouco a dormir, um pouco a cochilar; outro pouco deitado de mãos cruzadas, para dormir,
34 Assim te sobrevirá a tua pobreza como um ladrão perambulante, e a tua necessidade como um homem armado.

Capítulo 25
1 Também estes são provérbios de Salomão, os quais transcreveram os homens de Ezequias, rei de Judá.
2 A glória de Deus é encobrir a palavra; mas a honra dos reis é investigar a palavra.
3 O céU, pela altura, e a terra, pela profundidade, e o coração dos reis, são insondáveis.
4 Tira da prata as escórias, e sairá vaso para o fundidor;
5 Tira o ímpio da presença do rei, e o seu trono será firmado em justiça.
6 Não exaltes a ti mesmo na presença do rei, nem te posteis no lugar dos grandes;
7 Porque melhor é que te digam: Sobe aqui; do que seres humilhado diante do príncipe a quem os teus olhos já viram.
8 Não saiais precipitadamente a litigar em juízo, para que depois, ao fim, não saibais o que fazer, quando teu próximo te tiver envergonhado.
9 Pleiteia a tua causa diretamente com o teu próximo ele mesmo; e não reveles o conselho secreto a outrem,
10 Para que (algum dia) não te envergonhe o que o ouvir, e a tua infâmia não se aparte de ti.
11 Como maçãs de ouro em salvas de prata trabalhada com enfeites, assim é a palavra dita a seu tempo- adequado.
12 Como argolas de ouro e gargantilhas de ouro fino, assim é o sábio repreensor para o ouvido atento.
13 Como o frio da neve no tempo da ceifa, assim é o mensageiro fiel para com os que o enviam; porque refresca a alma dos seus senhores.
14 Como nuvens e ventos que não trazem chuva, assim é o homem que se gaba de dádivas de falsidade.
15 Pela (nossa) longanimidade para a ira é o príncipe persuadido, e a língua branda esmigalha até os ossos.
16 Achaste mel? come só o que te é suficiente; para que porventura não te enchas demais dele, e o venhas a vomitar.
17 Não estejam os teus pés freqüentemente na casa do teu próximo; para que se não enfade de ti, e passe a te odiar.
18 Martelo, espada e flecha aguda é o homem que profere falso testemunho contra o seu próximo.
19 Como dente quebrado, e pé desconjuntado, é a confiança no desleal, no tempo da adversidade.
20 O que canta canções para o coração aflito é como aquele que despe a roupa num dia de frio, ou como o vinagre sobre salitre.
21 Se aquele que te odeia tiver fome, dá-lhe pão para comer; e se tiver sede, dá-lhe água para beber;
22 Porque assim lhe amontoarás brasas vivas sobre a cabeça; e o SENHOR to retribuirá.
23 O vento norte trás a chuva, e a língua caluniadora trás a face irada, .
24 Melhor é morar só num canto de telhado do que com a mulher rixosa numa casa ampla.
25 Como água fresca para a alma exaurida- pela- sede, tais são as boas novas vindas da terra distante.
26 Como fonte turvada, e fonte- jorrante poluída, assim é o justo que cede diante do ímpio.
27 Comer mel demais não é bom; assim, a busca da própria glória não é glória.
28 Como a cidade derrubada, sem muro, assim é o homem que não tem controle sobre o seu próprio espírito.

Capítulo 26
1 Como a neve no verão, e como a chuva na ceifa, assim não fica bem para o tolo a honra.
2 Como ao pássaro o vaguear, como à andorinha o voar, assim a maldição sem causa não virá.
Como o pássaro no seu vaguear, como a andorinha no seu voar, assim a maldição sem causa não virá (para dentro de nossa casa? a acontecer?).
3 O açoite é para o cavalo, o freio é para o jumento, e a vara é para as costas dos tolos.
4 Não respondas ao tolo segundo a sua estultícia; para que também não te faças semelhante a ele.
5 Responde ao tolo segundo a sua estultícia, para que não seja sábio aos seus próprios olhos.
6 Os pés corta fora, e o dano sorve, aquele que envia mensagem pela mão dum tolo.
7 Como as pernas do coxo, que pendem flácidas, assim é o provérbio na boca dos tolos.
8 Como o que prende a pedra preciosa na funda, assim é aquele que concede honra ao tolo.
9 Como o espinho que entra na mão do bêbado, assim é o provérbio na boca dos tolos.
10 O Poderoso Deus, que formou todas as coisas, recompensa ao tolo, e recompensa ao transgressor.
11 Como o cão torna ao seu vômito, assim o tolo repete a sua estultícia.
12 Tens visto o homem que é sábio a seus próprios olhos? Pode-se esperar mais do tolo do que dele.
13 Diz o preguiçoso: Um leão está no caminho; um leão está nas ruas.
14 Como a porta gira nos seus gonzos, assim o preguiçoso sobre a sua cama.
15 O preguiçoso esconde a sua mão ao seio; intensamente- lhe- desagrada- e- cansa torná-la à sua boca.
16 Mais sábio é o preguiçoso a seus próprios olhos do que sete homens que lhe retornem uma razão.
17 O que, passando, se põe em questão alheia, é como aquele que pega um cão pelas orelhas.
18 Como o louco que solta faíscas, flechas, e mortandades,
19 Assim é o homem que engana o seu próximo, e diz: Fiz isso por brincadeira.
20 Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo mexeriqueiro- intrigante, cessará a contenda.
21 Como o carvão é para as brasas vivas, e a lenha para o fogo, assim é o homem contencioso para acender rixas.
22 As palavras do mexeriqueiro- intrigante são como feridas auto-infligidas, e elas descem ao mais interior do ventre.
23 Como o caco de vaso coberto de escórias de prata, assim são os lábios ardentes com o coração maligno.
24 Aquele que odeia dissimula com seus lábios, mas no seu íntimo acumula o engano;
25 Quando te falar com voz suave não te fies nele, porque abriga sete abominações no seu coração,
26 Ainda que o seu ódio está encoberto com engano, a sua maldade será exposta perante toda a congregação.
27 Todo aquele que cava um fosso cairá nela; e aquele que revolve uma pedra, esta voltará sobre ele.
28 A língua falsa odeia aos que ela fere, e a boca lisonjeira opera a ruína.

Capítulo 27
1 Não te glories do dia de amanhã, porque não sabes o que um dia trará.
2 Que um outro homem te louve, e não a tua própria boca; o estranho, e não os teus próprios lábios.
3 A pedra é pesada, e a areia é uma carga; porém a ira do insensato é mais pesada que ambas.
4 O furor é cruel e a ira impetuosa, mas quem permanecerá de pé (resistindo) diante da inveja?
5 Melhor é a repreensão franca do que o amor encoberto.
6 Leais são as feridas feitas pelo amigo, mas os beijos daquele que te odeia são enganosos.
7 A alma plena- satisfeita pisa o favo de mel, mas para a alma faminta toda coisa amarga é doce.
8 Qual a ave que vagueia longe do seu ninho, tal é o homem que anda vagueando longe da sua morada.
9 O óleo e o perfume alegram o coração; assim o faz a doçura do amigo através do conselho emanado do coração.
10 Não deixes o teu próprio amigo, nem o amigo de teu pai; nem entres na casa de teu irmão no dia da tua adversidade; melhor é o vizinho perto do que o irmão longe.
11 sábio, filho meu, e alegra o meu coração, para que tenha alguma coisa que responder àquele que me desprezar.
12 O homem prudente vê o mal e esconde-se; mas os simples passam adiante e sofrem a pena.
13 Toma até a roupa daquele que fica por fiador de um homem estrangeiro,
e toma por penhor àquele que fica por fiador de uma
mulher estrangeira (prostituta).
14 Aquele que, madrugando ao alvorecer, abençoa o seu amigo em alta voz, isto lho será imputado como se tivesse dito maldição.
15 O gotejar contínuo em dia de grande chuva, e a esposa contenciosa, uma e outra são semelhantes;
16 Aquele homem que a contivesse conteria o vento; e conteria o óleo dentro da mão direita dele, o qual (óleo) divulgaria isto.
17 Como o ferro com ferro se aguça, assim o homem afia o rosto do seu amigo.
18 O que cuida da figueira comerá do seu fruto; e o que atenta pelo seu senhor será honrado.
19 Como na água o rosto corresponde ao rosto, assim o coração do homem ao homem.
20 Como o inferno e a perdição nunca se fartam, assim os olhos do homem nunca se satisfazem.
21 Como o crisol refina- e- testa a prata, e o forno refina- e- testa o ouro, assim o homem é refinado- e- testado pela boca de louvor a ele.
22 Ainda que pisasses o tolo dentro de um pilão com uma mão de pilão, entre grãos pilados, não se apartaria dele a sua estultícia.
23 Sê mui diligente para conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos,
24 Porque o tesouro não dura para sempre; e durará a coroa de geração em geração?
25 Quando brotar a erva, e aparecerem os renovos, e se juntarem a tenra grama dos montes,
26 Então os cordeiros serão para te vestires, e os bodes para o preço do campo;
27 E a abastança do leite das cabras para o teu sustento, para sustento da tua casa e para sustento das tuas criadas.

Capítulo 28
1 Os ímpios fogem sem que haja ninguém a persegui-los; mas os justos são ousados como um leão.
2 Por causa da transgressão de uma terra muitos são os seus príncipes (dominadores); mas, por virtude de um homem prudente e entendido, a sua estabilidade será prolongada.
3 O homem pobre que oprime os pobres é como a chuva impetuosa, que deixa sem pão.
4 Os que deixam a lei louvam o ímpio; porém os que guardam a lei contendem contra eles.
5 Os homens maus não entendem o juízo, mas os que buscam ao SENHOR entendem tudo.
6 Melhor é o pobre que anda na sua inteireza- completude do que o de caminhos perversos, ainda que seja rico.
7 O que guarda a lei é filho sábio, mas o companheiro dos desregrados envergonha a seu pai.
8 O que aumenta os seus bens com usura e ganho injusto ajunta-os para o que se compadece do pobre.
9 O que desvia os seus ouvidos de ouvir a lei, até a sua oração será abominável.
10 O que faz com que os retos se desviem para um mau caminho, ele mesmo cairá na sua própria cova; mas os inculpáveis herdarão o bem.
11 O homem rico é sábio aos seus próprios olhos, mas o pobre que é entendido, o examina.
12 Quando os justos exultam, grande é a glória; mas quando os ímpios sobem, os homens se escondem.
13 O que encobre as suas transgressões nunca prosperará, mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia.
14 Bem-aventurado o homem que continuamente teme; mas o que endurece o seu coração cairá no mal.
15 Como leão rugidor, e urso faminto, assim é o ímpio que domina sobre um povo pobre.
16 O príncipe falto de entendimento é também um grande opressor, mas o que odeia o ganho- desonesto- violento prolongará os seus dias.
17 O homem que faz violência ao sangue de qualquer pessoa fugirá até à cova; ninguém o detenha.
18 O que anda inculpavelmente será salvo, mas o perverso em seus caminhos cairá de uma só vez (por todas).
19 O que lavrar a sua terra virá a fartar-se de pão, mas o que persegue vanidades {*} se fartará de pobreza. {* Vanidades em pessoas ou coisas}
20 O homem fiel abundará em bênçãos, mas o que se apressa a enriquecer não ficará impune.
21 Ter respeito ante a aparência da presença de algumas pessoas {*} não é bom, porque até por um bocado de pão um homem transgredirá. {* Ter parcialidade}
22 O que quer enriquecer depressa é homem de olho maligno, porém não sabe que a pobreza há de vir sobre ele.
23 O que repreende o homem gozará depois mais favor do que aquele que lisonjeia com a língua.
24 O que rouba a seu próprio pai, ou a sua mãe, e diz: "Isto não é transgressão", companheiro é do homem destruidor.
25 O orgulhoso de coração suscita contendas, mas o que confia no SENHOR será feito gordo {*}. {* Será feito próspero, ou untado com óleo}
26 O que confia no seu próprio coração é insensato, mas o que anda em sabedoria, será salvo.
27 O que dá ao pobre não terá falta, mas o que dele esconde os seus olhos terá muitas maldições.
28 Quando os ímpios se elevam, os homens andam se escondendo, mas quando perecem, os justos se multiplicam.

Capítulo 29
1 O homem que muitas vezes repreendido endurece a sua cerviz, de repente será destruído sem que haja remédio.
2 Quando os justos estão em autoridade, o povo se alegra; mas, quando o ímpio domina, o povo geme (de sofrimento).
3 O homem que ama a sabedoria faz regozijar o seu pai, mas o companheiro de prostitutas desperdiça os seus bens.
4 O rei estabelece a sua terra através de justiça no julgamento, mas o homem amigo de subornos a transtorna.
5 O homem que lisonjeia o seu próximo arma uma rede aos seus passos.
6 Na transgressão do homem mau laço, mas o justo canta- retumbando- de- júbilo e se alegra.
7 O justo se informa da causa dos pobres, mas o ímpio nem sequer quer considerar este conhecimento.
8 Os homens escarnecedores trazem a cidade para dentro de um laço, mas os sábios fazem a ira voltar atrás.
9 Se um homem sábio pleiteia com um tolo, então, quer se encolerize quer se ria, não terá descanso.
10 Os homens sanguinários odeiam o íntegro, mas os justos procuram a alma dele (para protegê-la).
11 O tolo faz sair expresso todo o seu pensamento, mas o sábio o encobre e reprime até depois.
12 O governante que dá atenção a palavras mentirosas achará que todos os seus servos são ímpios.
13 O pobre e o homem seu opressor se encontram; o SENHOR ilumina os olhos de ambos.
14 Ao rei que julga os pobres conforme a verdade, será firmado o seu trono para sempre.
15 A vara e a repreensão dão sabedoria, mas a criança entregue a si mesma, envergonha a sua mãe.
16 Quando os ímpios se multiplicam, multiplicam-se as transgressões, mas os justos verão a queda deles.
17 Castiga o teu filho, e te dará descanso; sim, ele dará delícias à tua alma.
18 Não havendo visão {*}, o povo perece; porém o que guarda a lei, esse é bem-aventurado. {* Visão espiritual dada por Deus. Hoje, não havendo profecia, ela vem ao lermos- crermos- obedecermos a Palavra Escrita}
19 O servo não se transformará- em- bom pelas palavras tuas, porque, ainda que ele entenda, todavia não te atenderá.
20 Tens visto um homem precipitado em suas palavras? Maior esperança para um tolo do que para ele.
21 Quando alguém cria o seu servo com mimos desde a meninice, por fim ele tornar-se-á seu filho.
22 O homem irascível levanta contendas; e o homem furioso multiplica as transgressões.
23 A soberba do homem o abaterá, mas a honra sustentará o humilde de espírito.
24 O que tem parte com o ladrão odeia a sua própria alma; ouve maldições, e não o denuncia.
25 O temor do homem armará laços, mas o que confia no SENHOR será posto em alto retiro.
26 Muitos buscam o favor do governante, mas o julgamento de cada homem vem do SENHOR.
27 Abominação é, para os justos, o homem iníquo; mas abominação é para o iníquo o de retos caminhos.

Capítulo 30
1 Palavras de Agur, filho de Jaqué, a saber, a profecia que este homem falou a Itiel, sim, a Itiel e a Ucal:
2 Na verdade eu sou o mais bruto dos homens, nem mesmo tenho o entendimento de homem.
3 Nem aprendi a sabedoria, nem tenho o conhecimento do santo.
4 Quem subiu ao céu e desceu? Quem ajuntou todos os ventos dentro dos Seus punhos? Quem amarrou as águas em Suas roupas? Quem estabeleceu todas as extremidades da terra? Qual é o Seu nome? E qual é o nome de Seu filho, se é que o sabes?
5 Toda a Palavra de Deus é pura; Ele é escudo para os que confiam nEle.
6 Nada acrescentes às Suas palavras, para que Ele não te repreenda e sejas achado mentiroso.
7 Duas coisas Te pedi; não mas negues, antes que morra:
8 Afasta de mim a vanidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; provê para mim somente a porção estabelecida de pão;
9 Para que, porventura, estando eu farto, não Te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de meu Deus em vão.
10 Não calunies um servo ao seu senhor, para que não te faça desprezível e sejas achado culpado.
11 Há uma geração que amaldiçoa a seu pai, e que não bendiz a sua mãe.
12 Há uma geração que é pura aos seus próprios olhos, mas que nunca foi lavada da sua imundícia.
13 uma geração cujos olhos são altivos, e as suas pálpebras são sempre levantadas.
14 Há uma geração cujos dentes são como espadas, e cujas queixadas são como facas, para consumirem da terra os aflitos, e os necessitados dentre os homens.
15 A sanguessuga tem duas filhas: Dá e Dá. Estas três coisas nunca se fartam; e com a quarta, nunca dizem "Basta!":
16 A sepultura; a madre estéril; a terra que não é saciada de água; e o fogo; essas coisas nunca dizem: Basta!
17 Os olhos que zombam do pai, ou desprezam a obediência à mãe, corvos do vale os arrancarão e os filhotes da águia os comerão.
18 Estas três coisas me maravilham; e quatro que não conheço:
19 O caminho da águia no ar; o caminho da serpente sobre a penha; o caminho do navio no meio do mar; e o caminho do homem com uma virgem.
20 O caminho da esposa adúltera é assim: ela come, depois limpa a sua boca e diz: Não fiz nada de mal!
21 Por três coisas é a terra desinquietada; e por quatro que ela não pode suportar:
22 Pelo servo, quando reina; e pelo tolo, quando é satisfeito de pão;
23 Pela mulher odiada, quando se casa; e pela serva, quando fica herdeira da sua senhora.
24 Estas quatro coisas são das menores da terra, porém bem providas de sabedoria:
25 As formigas não são um povo forte; todavia no verão preparam a sua comida;
26 Os coelhos são um povo débil; e contudo, põem a sua casa dentro da rocha;
27 Os gafanhotos não têm rei; e contudo todos saem, repartidos em pelotões;
28 A aranha se agarra às coisas com as mãos dela, e está nos palácios dos reis.
29 três coisas que têm passo que agrada, sim, quatro coisas causam agrado quando andam:
30 O leão, que é o mais forte entre os animais, e que não foge de nada;
31 O galgo; o bode também; e o rei, contra quem ninguém se levanta.
32 Se procedeste loucamente, exaltando-te, e se planejaste o mal, põe a tua mão sobre a tua boca;
33 Porque o bater o leite faz surgir manteiga, e o espremer o nariz faz surgir sangue; assim o forçar da ira faz surgir contenda.

Capítulo 31
1 Palavras do rei Lemuel, a profecia que lhe ensinou a sua mãe.
2 Como, filho meu? e como, filho do meu ventre? e como, filho dos meus votos?
3 Não dês às mulheres a tua força, nem os teus caminhos ao que destrói os reis.
4 Não é próprio dos reis, ó Lemuel, não é próprio dos reis beber vinho, nem dos príncipes o desejar bebida forte;
5 Para que bebendo, se esqueçam da lei, e pervertam o direito de todos os aflitos.
6 Dai bebida forte {*} ao que está prestes a perecer, e o vinho {**} aos amargurados na alma. {* Heb. "shekar" (e shakar) = Gr. "Sikera": designação genérica para toda bebida (fermentada ou não fermentada) forte em concentração, rica em sabor (doce ou amargo), não diluída. No contexto de uma ordem de Deus ou de adoração a Deus, é suco puro, caro, rara iguaria, de frutos tais como tâmara/ damasco/ figo/ etc., extremamente saudável e delicioso, produzindo saúde e bem estar. No contexto de bêbados, é bebida de alto teor alcoólico, tendendo a levar ao domínio pela carne e demônios, levar aos mais baixos pecados e mais negra desgraça.} {** <03196 yayin> pode ser qualquer líquido direta ou indiretamente derivado de uvas. O contexto de toda a Bíblia, e contexto local, e a santidade do verdadeiro autor das Escrituras, o Espírito Santo de Deus, aqui exige que o sentido seja o de suco puro, recém- espremido (como em Gn 40:11}, ou o de suco não fermentado e conservado por qualquer um de vários processos conhecidos ("pasteurização", fumos de enxofre, fervura e evaporação até se tornar grosso xarope, etc., com envasilhamento estéril e hermético), mas não o sentido de vinagre, nem o de vinho alcoólico. De qualquer modo, quer alcoólico ou não, o líquido proveniente da uva somente devia ser usado misturado em 3 a 20 partes de água. Ler o livro "Bible Wines: or, The Laws of Fermentation and Wine of the Ancients" - William Patton. Ver nota Dt 14:26.}
7 Ele bebe, e esquece da sua pobreza, e da sua miséria não se lembra mais.
8 Abre a tua boca a favor do mudo, pela causa de todos que são designados à destruição.
9 Abre a tua boca; julga retamente; e defende a justa causa dos pobres e dos necessitados.
10 Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede ao de rubis.
11 O coração do seu marido está nela confiado; assim ele não necessitará de despojo.
12 Ela só lhe faz bem, e não mal, todos os dias da vida dela.
13 Busca lã e fibra de linho, e trabalha de boa vontade com suas mãos.
14 Como o navio mercante, ela traz de longe o seu pão.
15 Levanta-se, mesmo à noite, para dar de comer à sua família, e distribuir a porção {*} às suas servas. {* De trabalho e de alimento}
16 Examina um campo e adquire-o; planta uma vinha com o fruto de suas mãos.
17 Cinge os seus lombos de força, e fortalece os seus braços.
18 Prova e vê que é boa a sua mercadoria; e a sua lâmpada não se apaga de noite.
19 Estende as suas mãos ao fuso, e suas mãos pegam na roca.
20 Abre a sua mão ao pobre, e estende as suas mãos ao necessitado.
21 Não teme a neve para a sua família, porque toda a sua família está vestida de escarlate.
22 Faz para si cobertas de tapeçaria; seu vestido é de seda e de púrpura.
23 Seu marido é conhecido nas portas, quando se assenta entre os anciãos da terra.
24 Faz panos de linho fino e vende-os, e entrega cintos aos mercadores.
25 A força e a honra são os seus vestidos, e se alegrará com o dia futuro.
26 Abre a sua boca com sabedoria, e a lei da bondade está na sua língua.
27 Está atenta ao caminho daqueles da sua casa, e não come o pão da preguiça.
28 Levantam-se seus filhos e chamam-na bem-aventurada; seu marido também, e ele a louva:
29 "Muitas filhas têm procedido virtuosamente, mas tu és, de todas, a mais excelente!"
30 Enganosa é a graciosidade e vã a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa sim será louvada.
31 Dai-lhe do fruto das suas mãos, e louvem-na nas portas as suas próprias obras.

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