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Leituras de Física

ABERRAÇÃO CROMÁTICA


O funcionamento de uma lente baseia-se na mudança de direção que a luz sofre quando incide sobre a superfície de delimitação entre dois meios com diferentes índices de refração. Esse desvio depende do comprimento de onda da luz incidente. Se esta é branca, isto é, composta de todos os comprimentos de onda do espectro visível, as diversas radiações se encaminharão para pontos focais diferentes. A luz violeta é mais refratada, e focalizada por uma lente convergente em um ponto mais próximo da lente que as outras cores. Sendo o vermelho a cor menos refratada; o foco dos raios desta cor é mais distante da lente. A não focalização de luz de cores diferentes recebe o nome de aberração cromática. Essa aberração apresenta uma intensidade que varia de acordo com o grau de curvatura da lente e o índice de refração do vidro com que ela é feita.

Lente acromática
John Dollond (1706 - 1761), oculista inglês, descobriu ser possível eliminar a fímbria colorida por meio de uma combinação de lentes. Uma lente biconvexa de vidro ótico, usada juntamente com lente adequada composta de com maior quantidade de óxido de chumbo, corrige a aberração cromática sem impedir a refração e a formação da imagem. Esta combinação é chamada lente acromática (sem cor). Essas lentes são hoje usadas nas objetivas das câmaras fotográficas e cinematográficas, microscópios, telescópios e numerosos outros instrumentos ópticos de alta qualidade.

Para trabalhos fotográficos de elevado índice de qualidade, a correção acromática é realizada com lentes compostas que utilizam três ou mais tipos de vidro, constituindo as objetivas chamadas apocromáticas, popularmente conhecidas como "processadas". Elas são fundamentalmente indispensáveis para os trabalhos fotográficos ou cinematográficos a cores.

Telescópio de Newton
Antes da invenção das lentes acromáticas por John Dollond, era muito difícil a construção de um telescópio refrativo poderoso. Podia-se diminuir a aberração cromática com a utilização de uma lente com pequeno grau de curvatura, ou seja, com uma distância focal bastante grande. Na prática, isto resultava em um telescópio extremamente longo e, consequentemente, de pouca maneabilidade.
No século XVII, acreditando que nenhuma lente poderia superar o problema da aberração cromática, Isaac Newton inventou o telescópio de reflexão, munido de espelhos em lugar de lentes. Como o espelho reflete todas as cores igualmente, Newton resolveu o problema da aberração cromática dos vidros, e seu telescópio continua em uso em todo o mundo.

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