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E
Paulo testifica que o pecador está entesourando para si "ira
… no dia da ira e da manifestação do juízo de Deus; o qual
recompensará cada um segundo suas obras"; "tribulação e
angústia sobre toda a alma do homem que obra o mal..."
(Romanos 2:5, 6 e 9)
"Nenhum
incontinente, ou impuro, ou avarento, o qual é idólatra, tem herança
no reino de Cristo e de Deus." (Efésios 5:5)
"Segui
a paz com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor." (Hebreus 12:14)
"Bem-aventurados
aqueles que lavam as suas vestes [no sangue do Cordeiro] para que
tenham direito à arvore da vida, e possam entrar na cidade pelas
portas. Ficarão de fora os cães, os feiticeiros, os adúlteros, os
homicidas, os idólatras, e todo o que ama e pratica a mentira"
(Apoc. 22:14 e 15). Deus deu aos homens uma revelação de Seu caráter,
e de Seu método de tratar com o pecado: "Tendo o Senhor
passado perante Moisés, proclamou: Jeová, Jeová, Deus
misericordioso e compassivo, tardio em irar-se e grande em beneficência
e verdade; que usa de beneficência com milhares; que perdoa a iniqüidade,
a transgressão e o pecado; que de maneira alguma terá por inocente
o culpado; que visita a iniqüidade dos pais sobre os filhos e sobre
os filhos dos filhos até a terceira e quarta geração." (Êxodo
34:6 e 7)
"O
Senhor preserva todos os que o amam, mas a todos os ímpios ele os
destrói." (Salmo 145:20)
"Quanto
aos transgressores, serão à uma destruídos, e a posteridade dos
ímpios será exterminada." (Salmo 37:38)
O
poder e autoridade do governo divino serão empregados para abater a
rebelião; contudo, todas as manifestações de justiça
retribuidora serão perfeitamente coerentes com o caráter de Deus,
como um ser misericordioso, longânimo e benévolo.
Deus
não força a vontade ou o juízo de ninguém. Não tem prazer na
obediência servil. Deseja que as criaturas de Suas mãos O amem
porque Ele é digno de amor. Quer que Lhe obedeçam porque
reconhecem inteligentemente Sua sabedoria, justiça e benevolência.
E todos os que possuem concepção justa destas qualidades, amá-Lo-ão
porque são atraídos para Ele e Lhe admiram os atributos.
Despreparados
para Entrarem no Céu. Os
que escolheram a Satanás como chefe, e por seu poder têm sido
dirigidos, não estão preparados para comparecer à presença de
Deus. O orgulho, o engano, a licenciosidade, a crueldade, fixaram-se
em seu caráter. Podem eles entrar no Céu, para morar para sempre
com aqueles a quem desprezaram e odiaram na Terra? A verdade nunca
será agradável ao mentiroso; a humildade não satisfará o
conceito de si mesmo e o orgulho; a pureza não é aceitável ao
corrupto; o amor abnegado não parece atrativo ao egoísta. Que
fonte de gozo poderia oferecer o Céu para os que se acham
totalmente absortos nos interesses terrenos e egoístas? Poderiam
aqueles cuja vida foi empregada em rebelião contra Deus, ser
subitamente transportados para o Céu, e testemunhar o estado
elevado e santo de perfeição que ali sempre existe, estando toda
alma cheia de amor, todo rosto irradiando alegria, ecoando em honra
de Deus e do Cordeiro uma arrebatadora música em acordes
melodiosos, e fluindo da face dAquele que Se assenta sobre o trono
uma incessante torrente de luz sobre os remidos; sim, poderiam
aqueles cujo coração está cheio de ódio a Deus, à verdade e
santidade, unir-se à multidão celestial e participar de seus cânticos
de louvor? Poderiam suportar a glória de Deus e do Cordeiro?
Não,
absolutamente; anos de graça lhes foram concedidos, a fim de que
pudessem formar caráter para o Céu; eles, porém, nunca
exercitaram a mente no amor à pureza; nunca aprenderam a linguagem
do Céu, e agora é demasiado tarde. Uma vida de rebeldia contra
Deus incapacitou-os para o Céu. A pureza, santidade e paz dali
lhes seriam uma tortura; a glória de Deus seria um fogo
consumidor. Almejariam fugir daquele santo lugar. Receberiam
alegremente a destruição, para que pudessem esconder-se da face
dAquele que morreu para os remir. O destino dos ímpios se fixa
por sua própria escolha. Sua exclusão do Céu é espontânea, da
sua parte, e justa e misericordiosa da parte de Deus.
Semelhantes
às águas do dilúvio, os fogos do grande dia declaram o veredicto
divino, de que os ímpios são incorrigíveis. Não se sentem
dispostos a submeter-se à autoridade divina. Sua vontade foi
exercitada na revolta; e, ao terminar a vida, é demasiado tarde
para fazer voltar o curso de seus pensamentos em direção oposta,
tarde demais para volverem da transgressão à obediência, do ódio
ao amor. Poupando
a vida do assassino Caim, Deus deu ao mundo um exemplo do resultado
que adviria de permitir que o pecador vivesse para continuar o
caminho de desenfreada iniqüidade. Pela influência do ensino e
exemplo de Caim, multidões de seus descendentes foram levadas ao
pecado, até que "a maldade do homem se multiplicara sobre a
Terra", e "toda a imaginação dos pensamentos de Seu coração
era só má continuamente". "A Terra, porém, estava
corrompida diante da face de Deus; e encheu-se a Terra de violência."
(Gênesis 6:5 e 11).
Em
misericórdia para com o mundo, Deus suprimiu seus ímpios
habitantes no tempo de Noé. Em misericórdia, destruiu os corruptos
habitantes de Sodoma. Mediante o poder enganador de Satanás, os
praticantes da iniqüidade obtêm simpatia e admiração, e estão
assim constantemente levando outros à rebeldia. Assim foi ao tempo
de Caim e Noé, e ao tempo de Abraão e Ló; assim é em nosso
tempo. É em misericórdia para com o Universo que Deus finalmente
destruirá os que rejeitam a Sua graça. "O salário do pecado
é a morte; mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, por Cristo
Jesus nosso Senhor." (Romanos 6:23). Ao passo que a vida é a
herança dos justos, a morte é a porção dos ímpios. Moisés
declarou a Israel: "Hoje te tenho proposto a vida e o bem, e a
morte e o mal." (Deuteronômio 30:15). A morte a que se faz
referência nestas passagens, não é a que foi pronunciada sobre Adão,
pois a humanidade toda sofre a pena de sua transgressão. É a
"segunda morte" que se põe em contraste
com a vida eterna. [Veja também em Próximos do
Fim: Os mil anos e as duas ressurreições].
Em
conseqüência do pecado de Adão, a morte passou a toda a raça
humana. Todos semelhantemente descem ao sepulcro. E, pelas providências
do plano da salvação, todos devem ressurgir da sepultura. "Há
de haver ressurreição de mortos, assim dos justos como dos
injustos" (Atos 24:15); "assim como todos morrem em Adão,
assim também todos serão vivificados em Cristo." (I
Coríntios 15:22). Uma distinção, porém, se faz entre as duas
classes que ressuscitam. "Todos os que estão nos sepulcros
ouvirão a Sua voz. E os que fizeram o bem, sairão para a ressurreição
da vida; e os que fizeram o mal para a ressurreição da condenação."
(João 5:28 e 29).
Os
que foram "tidos por dignos" da ressurreição da vida, são
"bem-aventurados e santos". "Sobre estes não tem
poder a segunda morte." (Apocalipse 20:6). Os que, porém, não
alcançaram o perdão, mediante o arrependimento e a fé, devem
receber a pena da transgressão: "o salário do pecado".
Sofrem castigo, que varia em duração e intensidade, "segundo
suas obras", mas que finalmente termina com a segunda morte.
Visto ser impossível para Deus, de modo coerente com a Sua justiça
e misericórdia salvar o pecador em seus pecados, Ele o despoja da
existência, que perdeu por suas transgressões, e da qual se
mostrou indigno.
Assim
se porá fim ao pecado, juntamente com toda a desgraça e ruína que
dele resultaram. Diz o salmista: "Destruíste os ímpios;
apagaste o seu nome para sempre e eternamente. Oh! inimigo!
consumaram-se as assolações." (Salmo 9:5 e 6). João, no
Apocalipse, olhando para a futura condição eterna, ouve uma antífona
universal de louvor, imperturbada por qualquer nota de discórdia.
Toda criatura no Céu e na Terra atribuía glória a Deus.
(Apocalipse 5:13). Não haverá então almas perdidas para
blasfemarem de Deus, contorcendo-se em tormento interminável;
tampouco seres infelizes no inferno unirão seus gritos aos cânticos
dos salvos.
A
Primeira Ressurreição. Sobre
o erro fundamental da imortalidade inerente, repousa a doutrina da
consciência na morte, doutrina que, semelhantemente à do tormento
eterno, se opõe aos ensinos das Escrituras, as regras da razão, e
a nossos sentimentos de humanidade. Segundo a crença popular, os
remidos no Céu estão a par de tudo que ocorre na Terra, e
especialmente da vida dos amigos que deixaram após si. Mas como
poderia ser fonte de felicidade para os mortos o saberem das
dificuldades dos vivos, testemunhar os pecados cometidos por seus próprios
amados, e vê-los suportar todas as tristezas, desapontamentos e angústias
da vida? Quanto da bem-aventurança celeste seria fruída pelos que
estivessem contemplando seus amigos na Terra?
E
quão revoltante não é a crença de que, logo que o fôlego deixa
o corpo, a alma do impenitente é entregue às chamas do inferno! Em
quão profundas angústias deverão mergulhar os que vêem seus
amigos passarem à sepultura sem se acharem preparados, para entrar
numa eternidade de miséria e pecado! Muitos têm sido arrastados à
insanidade por este inquietante pensamento.
 

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