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Sustentam
isto doutos cultores do grego, como J. H. Moulton, George Milligan e
estudiosos comentadores como Alfred Plummer, Trench, Alexandre
Cruden e outros. Sobre o significado de aion
consulte o conhecido léxico grego de Lidell and Scott. Em Judas 7,
por exemplo, se diz que "Sodoma e Gomorra e as cidades
circunvizinhas... sofrendo a pena do fogo eterno" (aionios).
Estas cidades não estão ardendo até hoje, mas arderam por um
limitado espaço de tempo, enquanto havia combustível. Indicamos
ainda o conceituado comentário de J. P. Lange, a respeito deste
assunto.
De
fato, pregamos o aniquilamento de Satanás, de seus anjos e dos ímpios.
Mas esta operação incineratória não se realiza ex
abrupto, num
momento. A queima, o tormento no lago que arde com fogo e enxofre
(que é a segunda morte - veja também em Guiados Para Vencer II: Os
Mil Anos e as Duas Ressurreições) tem uma duração, mais ou menos
longa, proporcional à responsabilidade dos punidos. A cada um
"SEGUNDO AS
SUAS OBRAS".
Sem dúvida cremos numa terrível punição para os ímpios,
avultando a de Satanás, da besta e do falso profeta.
Para
nossos contestadores, o bode emissário também representa
Cristo, na parte da remoção dos pecados. Isto é uma interpretação
livre e contrária à evidência dos fatos que se verificam no
ritual do santuário, que tinha lugar no décimo dia do sétimo mês.
Notemos o seguinte:
1.
A palavra que Almeida traduziu por "bode emissário", no
original hebraico é um nome próprio: Azazel.
Assim o conservou a Versão Brasileira. Grande parte das versões
estrangeiras da Bíblia também o conservam. Se é um nome próprio,
deve significar alguma coisa.
2.
É patente o contraste de que as sortes eram lançadas uma "por
Jeová" e outra "por Azazel". Se ambos representassem
o mesmo personagem, não haveria tal distinção. E o papel
destes caprinos no cerimonial da expiação anual indica, pelo
contraste entre eles, que um tipificava Cristo e o outro logicamente
o adversário de Cristo.
3.
Os escritores hebreus e cristãos concordam que Azazel (ou bode
emissário) seja o tipo de Satanás. Infelizmente não dispomos de
espaço para citar os muitos comentários que consultamos, mas
indicamos algumas fontes idôneas:
-
M'Clintock
And Strong, Cyclopaedia of Biblical, Theological and
Ecclesiastical Literature, vol. 9, págs. 397 e 389 art.
"Scapegoat".
-
The
Encyclopedic Dictionary,
vol. 1, pág. 397.
-
J.
Hastings, Bible Dictionary, pág. 77, art. "Azazel"
-
The
New Schaff-Herzog Encyclopedia of Religious Knowledge,
vol. 1, pág. 389, art. "Azazel".
O
comentário de Lange, talvez a maior e mais autorizada de
suas obras, afirma que "a grande maioria dos modernos
comentadores" entende que Azazel seja Satanás.
4.
Claramente afirma Levítico 16:9 que o bode que teve a sorte
"pelo Senhor", Arão "o oferecerá para expiação
pelo pecado". O outro bode "por Azazel" não era
sacrificado e, como foi dito, só entrava em cena depois de
"acabado a expiação pelo santuário". Como
admitir que seja Cristo também o segundo bode? "Um
grupo de homens é preso, interrogado e acusado de certos crimes. É-lhes
imposta uma multa pesada. Não possuindo dinheiro algum,
encontram-se eles em estado desesperador. O seu desespero, porém,
muda-se em alegria: um rico filantropo oferece-se para pagar a
multa. Eles aceitam a oferta e são liberados. O caso está
aparentemente solucionado. Porém, a justiça, continuando suas
investigações, descobre que certa pessoa de perversos
intentos, dominou aqueles pobres homens, seduzindo-os à prática de
maus atos. Esta pessoa é presa e julgada. Como resultado de
ter a justiça achado que ela é ré de toda culpa, é-lhe imposta
multa muito pesada - muito superior àquela mediante a qual os
homens foram liberados graças ao generoso filantropo.
Todos
consideram que a justiça tenha agido retamente. Ninguém pensaria
que, pelo simples fato do grupo de homens haver sido libertado, o
caso estaria liquidado... o culpado deve finalmente sofrer as conseqüências
dos mesmos crimes, porque ele foi o responsável direto."
Reafirmamos
que Satanás é o originador e instigador (incitador, estimulador,
inspirador) de todo o pecado. "Ele
é primacialmente responsável pelos pecados de todos os homens, e a
morte de Cristo não expia a parte de sua responsabilidade e culpa
como instigador. Cristo expiou os pecados dos homens, mas não os de
Satanás. Portanto, quando os nossos pecados estiverem expiados pelo
precioso sangue de Cristo, Satã terá que responder pela sua parte
naqueles mesmos pecados. Eis por que eles serão no devido tempo lançados
sobre a cabeça do maligno e ele terá que sofrer por eles. Mas
ele não tem parte alguma na expiação pela culpa do homem.
Sofrera por sua própria culpa, por ter induzido os homens ao
pecado."
4
Nada mais claro.
A.
B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág.
54.
4.
W. H. Branson, In Defense of The Faith, pág. 288.
Fonte:
www.jupiter.com/iasd


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