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O
texto de II Coríntios 3, menciona duas palavras que muitos
cristãos sinceros aplicam à Lei de Deus, equivocadamente. Ei-las:
-
Abolido
- Está claro que é o Velho Concerto.
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Transitório
- Esta palavra não pode referir-se à Lei Moral, porque:
-
Paulo
em nenhum lugar da Bíblia falou contra ela.
-
Paulo,
dezenas de vezes realça a santidade, legitimidade, utilidade e
necessidade dela.
-
O
Senhor Jesus mencionou cinco dos Dez Mandamentos dessa Lei, para
o jovem rico, dizendo-lhe da necessidade de observá-la, para
entrar na vida eterna. (Mateus 19:16 a 19).
-
Na
Nova Terra (Isaías 66:22 e 23), o Sábado será eternamente o
Dia do Senhor.
-
Deus
não se contradiz.
-
A
grande maioria dos cristãos não admite o cancelamento de Nove
Mandamentos desta Lei, mas apenas um (4.º Mandamento).
-
Deus
não daria uma lei nas circunstâncias que fez, para depois
dizer que foi cancelada ou que só valeria para um povo, uma época
ou ocasião.
-
Na
Lei, especificamente no quarto mandamento, está o selo de Deus,
isto é: Seu nome: "Senhor teu Deus". Seu cargo
ou posição: "Fez os Céus e a Terra". Território
sobre que domina: "Os Céus e a Terra".
Abolindo a Lei de Deus, a idolatria se generalizaria na
proliferação de deuses.
O
texto de II Coríntios 3, apresenta apenas a função da Lei. Paulo
jamais poderia concluir pela ab-rogação dela neste texto isolado,
senão contraditaria dezenas de outros textos seus, que exaltam a
Lei de Deus. Portanto, transitório e fadado a extinção foi o
Velho Concerto que abrigava o Sistema Sacrifical.
Charles
Spurgeon:
"Antes de vir a fé, éramos mantidos sob a lei, retidos dentro
da fé que depois se revelaria. Por essa causa a lei era nosso aio
para conduzir-nos a Cristo, a fim de sermos justificados pela fé. Digo-vos
que, ponho de parte a lei, despojastes o evangelho de
seu auxiliar mais competente. Tiraste dele o aio que leva os
homens a Cristo. Eles nunca aceitarão a Graça sem que tremam
perante uma lei justa e santa. Por conseguinte, a lei serve ao mais
necessário e bendito propósito, e não deve ser removida do lugar
que ocupa." - C. H. Spurgeon, The Perpetuity of the Law of
God, pág. 11.
Willian
Carey Taylor:
"Seria uma bênção se cada púlpito do mundo trovejasse ao
povo a voz divina do Decálogo, pois a lei é o aio para guiar a
Cristo." - W. C. Taylor, Os Dez Mandamentos, pág. 5.
Perceba
este detalhe:
II
Coríntios 3:13
- "E não somos como Moisés, que punha um véu sobre a face
, para que os filhos de Israel não olhassem firmemente para o
fim daquilo que era transitório."
-
Por
que o véu era posto sobre o rosto de Moisés e não sobre as
tábuas de pedra?
-
A
Lei de Deus é fato consumado em toda a Bíblia, e confirmado
por todos os escritores bíblicos, inclusive o próprio Paulo.
-
Portanto,
isto não é forte argumento para se concluir que o que era
transitório foi o reflexo de glória que ficou na face de
Moisés?
II
Coríntios 3:14 e 15
- "... Porque até hoje o mesmo véu está por levantar na lição
do Velho Concerto (nunca Velho Testamento), o qual por Cristo
abolido; e até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto
sobre o coração deles."
Paulo
escreveu esta epístola em 52-54 d.C., nesta ocasião os judeus
teimavam em praticar o ritual (lei Cerimonial) que por Jesus foi
abolido ao morrer no Calvário. Somente no ano 70 com a destruição
do Templo pelos romanos é que cessou "definitivamente" o
que fora transitório. Este texto de II Coríntios 3, jamais
financia a abolição de 39 livros da Bíblia, como afirma em seu
livro, o pastor pentecostal Antenor Santos de Oliveira. Nele Paulo
realmente se refere à Lei Moral escrita em tábuas de pedra,
porque ela era, e é o único instrumento que Deus tem para
revelar o pecado. Paulo diz claramente que o que foi abolido é o Velho
Concerto e não o Velho Testamento.
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Semelhanças
entre os dois concertos:
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Ambos
são chamados concertos.
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Ambos
foram ratificados com sangue.
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Ambos
foram feitos com base na Lei de Deus.
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Ambos
foram feitos com o povo de Deus.
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Ambos
foram estabelecidos sobre promessas.
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"...
Moisés mesmo estava inconsciente da brilhante glória que irradiava
da face, e não sabia porque era que os filhos de Israel fugiam dele
quando se lhes aproximava. Chamou-os para junto de si, mas não
ousavam olhar para aquela face glorificada. Quando Moisés percebeu
que o povo não lhes podia mirar o rosto, por causa de sua glória,
cobriu-o com o véu.
A glória do rosto de Moisés era muitíssimo penosa para os filhos
de Israel, por motivo de sua transgressão da santa Lei de Deus.
Isto é uma ilustração dos sentimentos dos que violam a lei
divina. Desejam remover dela sua luz penetrante, que é um terror
para o que a transgride, ao passo que para os leais ela se afigura
santa, justa e boa. Apenas os que têm justa consideração para com
a Lei de Deus podem estimar devidamente a expiação de Cristo,
tornada necessária pela violação da Lei do Pai." - Ellen G.
White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág 232.
Lourenço
Gonzalez, Assim Diz o Senhor, 7.ª ed., 1997.
Os
Verdadeiros Obedientes Não Cairão. "Mas
quando o mundo anular a Lei de Deus, qual será o efeito sobre os
que são verdadeiramente obedientes e justos? Serão levados pela
forte corrente do mal? Porque tantos se enfileiram sob a bandeira do
príncipe das trevas, hão de os que guardam os Mandamentos de Deus
apartar-se de sua fidelidade? Nunca! Nem um dos que permanecem
em Cristo falhará ou cairá. Seus seguidores curvar-se-ão em obediência
a uma autoridade superior à de qualquer potentado terrestre. Ao
passo que o desprezo lançado sobre os Mandamentos de Deus leva
muitos a suprimir a verdade e mostrar por ela menos reverência, os
fiéis hão de com maior zelo manter erguidas suas verdades
distintivas. Não somos deixados a nossa própria direção.
Devemos
reconhecer a Deus em todos os nossos caminhos, e Ele dirigirá
nossas veredas. Devemos consultar-Lhe a Palavra em humildade de coração,
pedir-Lhe o conselho, e submeter nossa vontade à Sua. Nada podemos
fazer sem Deus." -
Ellen
G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 368.
Fonte:
www.jupiter.com/iasd


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