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Ela
Funciona como Padrão de Julgamento. Tal
como Deus, Seus "mandamentos são justiça" (Salmo
119:172). Portanto, a lei estabelece o padrão de justiça. Cada um
de nós será julgado por esses retos princípios, e não por nossa
consciência. Dizem as Escrituras: "Temei a Deus e guarda os
Seus mandamentos... porque Deus há de trazer a juízo todas as
obras, até as que estão escondidas, quer sejam boas, quer sejam más"
(Eclesiastes 12:13 e 14; Tiago 2:12).
A
consciência humana é instável. A consciência de alguns é
"fraca", enquanto a de outros é "corrompida",
"má" ou "cauterizada" (I Coríntios 8:7
e 12; Tito 1:15; Hebreus 10:22; I Timóteo 4:2). Tal como um
relógio, não importa quão bem ele trabalhe, deve a consciência
ser "aferida" de acordo com algum padrão, para que ela
possa ser de algum valor. Nossa consciência nos diz que devemos
proceder de modo correto, mas não diz o que é correto.
Somente a consciência aferida de acordo com o grande padrão divino
- Sua lei - pode evitar que mergulhemos no pecado.
Ela
aponta o pecado. Sem
os Dez Mandamentos as pessoas não podem ver claramente a santidade
de Deus, nem sua própria culpa ou necessidade de experimentar o
arrependimento. Quando as pessoas não sabem que estão violando a
lei de Deus, não se arrependem de sua condição de perdidas ou a
necessidade do sangue expiatório de Cristo.
Tento
em vista ajudar as pessoas a verem a sua verdadeira condição, a
lei funciona como uma espécie de espelho (Tiago 1:23 a 25). Aqueles
que "olham" a seu próprio caráter defeituoso em
contraste com a justiça do caráter de Deus, compreendem que a lei
revela que todas as pessoas são culpadas diante de Deus (Romanos
3:19), e que são plenamente responsáveis perante Ele. "Pela
lei vem o pleno conhecimento do pecado" (Romanos 3:20), já que
"pecado é a transgressão da lei" (I João 3:4).
Efetivamente, diz Paulo, "eu não teria conhecido o pecado, senão
por intermédio da lei" (Romanos 7:7). Ao convencer os
pecadores de suas culpas, ela os ajuda a compreender que estão
condenados sob juramento da ira de Deus e que estão diante da
penalidade de morte eterna. A lei provoca neles, portanto, um senso
de completo desamparo.
Ela
é um Agente de Conversão. A
lei de Deus é o instrumento que o Santo Espírito utiliza para
trazer-nos à conversão. "A lei do Senhor é perfeita, e
restaura a alma" (Salmo 19:7). Quando, depois de ver nosso
verdadeiro caráter, compreendemos que somos pecadores, que estamos
condenados à morte e sem esperança, sentimos a necessidade de um
Salvador. Neste ponto, as boas novas do evangelho tornam-se cheias
de significado. Assim, pois, a lei nos indica a Cristo, o Único que
nos pode ajudar a escapar de nossa desesperada condição.1
Foi nesse
sentido que Paulo se referiu tanto à lei moral quanto a cerimonial
como sendo um tutor ou "aio", cujo objetivo é "nos
conduzir a Cristo, a fim de que [sejamos] justificados por fé"
(Gálatas 3:24).2
Ao
mesmo tempo que a lei revela nosso pecado, ela jamais será capaz de
salvar-nos. Da mesma forma como a água é o elemento necessário
para lavar as faces sujas, assim, depois de nos contemplarmos no
espelho da lei moral de Deus, tendo descoberto nossa necessidade de
limpeza, corremos à fonte que se encontra aberta "para remover
o pecado e a impureza" (Zacarias 13:1), onde somos purificados
pelo "sangue do Cordeiro" (Apocalipse 7:14). Temos de
contemplar a Cristo. O pecador tem de "olhar para seu Salvador,
o portador dos pecados. E ao ser-lhe revelado Cristo na cruz do Calvário,
morrendo sob o peso dos pecados de todo o mundo, o Espírito Santo
lhe mostra a atitude de Deus para com todos os que se arrependem de
suas transgressões".3
Nesse
momento, a esperança extravasa de nosso coração e em fé nos
dirigimos a nosso Salvador, que por Sua vez nos estende o dom da
vida eterna (João 3:16).
Ela
Provê Genuína Liberdade. Cristo
disse que "todo aquele que comete pecado é escravo do
pecado" (João 8:34). Quando transgredimos a lei de Deus, não
nos achamos em liberdade; a obediência aos Dez Mandamentos, esta
sim, nos assegura verdadeira liberdade. Viver dentro dos limites
estabelecidos pela lei de Deus significa liberdade do pecado.
Significa também liberdade diante daquilo que acompanha o pecado -
contínuo aborrecimento, consciência ferida, crescente culpa e
remorso, que minam as forças vitais de nossa vida. Disse o
salmista: "Andarei em liberdade, pois busquei os Teus
preceitos" (Salmo 119:45, New International Version).
Tiago referiu-se ao Decálogo como a "lei perfeita, lei da
liberdade" (Tiago 2:8; 1:25).
Para
que pudéssemos receber essa liberdade, Jesus nos convidou a que viéssemos
até Ele com todos os nossos fardos de pecado. Ele nos oferece o Seu
jugo, que é suave (Mateus 11:29 e 30). Se a lei é apresentada sem
o poder salvador de Cristo, não há qualquer libertação do
pecado. Mas a graça salvadora de Deus, que de nenhuma forma
invalida a lei, traz o poder que nos liberta do pecado, pois
"onde está o Espírito do Senhor, aí está a liberdade"
(II Coríntios 3:17).
Ela
Restringe a Mal e Traz Bênçãos. O
aumento de crimes, violência, imoralidade e maldade que inunda a
Terra, resultou do desprezo que os homens votaram ao Decálogo.
Sempre que a lei é aceita, restringe o pecado, promove ações
corretas e tornar-se o meio para estabelecer a justiça. Nações
que incorporaram os princípios dessas lei a suas leis nacionais,
experimentaram grandes bênçãos. Por outro lado, o abandono desses
princípios sempre trouxe consigo decidido declínio.
Nos
tempos do Antigo Testamento, Deus muitas vezes abençoou nações e
indivíduos em proporção à obediência destes a Sua lei. Dizem as
Escrituras: "A justiça exalta as nações" e "com
justiça se estabelece o trono" (Provérbio 14:34; 16:12).
Aqueles que se recusavam a obedecer os mandamentos de Deus,
encontravam calamidades (Salmo 89:31 e 32). "A maldição do
Senhor habita na casa do perverso, porém a morada dos justos Ele
abençoa" (Provérbio 3:33; Levítico 26; Deuteronômio 28). O
mesmo princípio geral continua válido nos dias de hoje.
1.
Alguns têm interpretado a afirmação de Paulo, "porque o fim
da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê", como
significando que o fim ou propósito da lei é conduzir-nos ao ponto
em que podemos perceber nossa pecaminosidade e assim dirigirmos a
Cristo para obter perdão e, pela fé, recebermos a Sua justiça.
(Este uso da palavra "fim" [do grego telos]
também é encontrado em I Tessalonicenses 1:5; Tiago 5:11 e I
Pedro 1:9). Veja também The SDA Bible Commentary, edição
revista, vol. 6, págs. 541 e 542.
2.
Cf. SDA Bible Commentary, edição revista, vol. 6, pág.
961; E. G. White, Mensagens Escolhidas, vol.1, pág. 233. A
lei cerimonial representava também um aio que conduzia o indivíduo
a Cristo através de diferentes meios. Os serviços do santuário,
com suas ofertas sacrificais, apontavam aos pecadores o perdão de
pecados que o sangue do vindouro Cordeiro de Deus, Jesus Cristo,
haveria de prover, levando-os, portanto, à compreensão da graça
do evangelho. Era seu desígnio desenvolver amor pela lei de Deus,
enquanto as ofertas sacrificais deveriam constituir dramática
ilustração do amor de Deus em Cristo.
3.
Ellen G. White, Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 213.
A.
B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed.,
1981, págs. 119, 121; 124.
Nisto
Cremos, CPB, 4.ª
ed., 1997, págs. 315-318.
Fonte:
www.jupiter.com/iasd


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