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Punição Eterna. As Escrituras ensinam que os ímpios serão “exterminados” (Sal. 37:9 e 34); que eles “perecerão” (sal. 37:20; 68:2); não permanecerão em estado de consciência para sempre, mas serão abrasados (Mal 4:1; S. Mat. 13:30 e 40; II S. Ped. 3:10). Serão destruídos (Sal. 145:20; II Tess. 1:9; Heb. 2:14), ou consumidos (Sal. 104:35). Falando na punição dos ímpios o Novo Testamento utiliza os termos “eterno” ou “para sempre”. Vem da palavra grega aionios, que se aplica tanto a Deus quanto ao homem. Porém, vale lembrar que a palavra aionios é um termo relativo; seu significado é determinado pelo objeto que ele modifica. Quando a palavra se aplica a Deus, que é o único imortal, isto significa que Ele possui existência infinita. Quando, porém, a palavra é utilizada em relação aos seres humanos mortais ou a coisas perecíveis, seu sentido restringe-se ao período em que a pessoa ou coisa prossegue existindo. Judas 7, por exemplo, diz que Sodoma e Gomorra “são postas para exemplos de fogo eterno, sofrendo punição”. É evidente que estas cidades não estão queimando até hoje. Pedro disse que tal fogo as reduziu a cinzas, condenando-as a destruição (II S. Ped. 2:6). O fogo “eterno” ardeu até que não houvesse mais nada para queimar. Veja também Jer. 17:27; II Crôn. 36:19. Similarmente, quando Jesus destina os maus para o “fogo eterno” (S. Mat. 25:41), o fogo será inextinguível (S. Mat. 3:12) e somente se apagará quando mais nada houver para queimar. É o fogo que é chamado de eterno e não a vida dentro dele. Quando Cristo se referiu ao “castigo eterno”,não estava falando em ato de castigar eternamente. O significado era que a vida eterna dos justos continuará pelos séculos e a punição sofrida pelos ímpios também. Não uma duração eterna de sofrimento, mas uma punição que será completa e final.  Quando a Bíblia fala de redenção eterna (Heb. 9:12) e juízo eterno (Heb. 6:2), ela se refere aos eternos resultados de redenção e julgamento – não a um processo interminável de redimir e julgar. Do mesmo jeito ocorre quando as Escrituras utilizam a expressão “pelos séculos dos séculos” (Apoc. 14:11; 19:3; 20:10). Assim como ocorre com “eterno” ou “para sempre”, o objeto modificado pela expressão “pelos séculos dos séculos” determina o significado da própria expressão. A descrição da divina punição de Edon é um bom exemplo. Edon foi destruído, mas não mais se encontra ardendo. Ao longo de toda a Escritura encontramos vários exemplos: o Antigo Testamento diz que um escravo poderia servir a seu senhor “para sempre” (Êxo. 21:6), que o menino Samuel deveria morar no tabernáculo “para sempre” (I Sam 1:22); Paulo, por exemplo, aconselha Filemon a receber Onésimo “para sempre” (Fil. 15). Em todos esses caso o “para sempre” refere-se a “enquanto a pessoa viver”. O Salmo 92:7 diz que os maus serão  destruídos para sempre. Malaquias disse: “Eis que vem o dia, e arde como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem perversidades, serão como o restolho. O dia que vem os abrasará, diz o Senhor dos Exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Mal. 4:1). Uma vez que os ímpios – Satanás, anjos maus e pessoas impenitentes – são todos destruídos pelo fogo, tanto ramos quanto raízes, não mais haverá utilização adicional para a morte ou hades(inferno). Estes também serão destruídos eternamente por Deus (Apoc. 20:14). Vê-se, através desta última passagem, que é impossível o próprio inferno(hades) ser lançado num suposto outro inferno. Assim, a Bíblia deixa bem claro que eterna é a punição-resultado, e não a punição-processo. É isso que representa a Segunda morte, e dela não há ressurreição; seus resultados são eternos. Embora seja a morte eterna o resultado final do pecado, não podemos esquecer que será julgado cada um conforme as suas obras. Indubitavelmente, aqueles que mais se rebelaram contra Deus sofrerão mais do que os que não o fizeram (S. Luc. 12:47 e 48). Quanto maior a culpa, tanto maior a agonia; e Satanás, o instigador e promotor do pecado, sofrerá mais que todos.

A Purificação da Terra. “Os céus passarão com estrepitoso estrondo e os elementos se desfarão abrasados: também a Terra e as obras que nela existem serão atingidas” (II S. Ped. 3:10). O fogo que destrói os ímpios, purifica a Terra da poluição do pecado. Das ruínas da terra, Deus fará surgir “novo céu e nova Terra, pois o primeiro céu e a primeira Terra passaram” (Apoc. 21:1). Deus banirá para sempre a tristeza, a dor e a morte (Apoc 21:4) e finalmente será extinta a maldição trazida pelo pecado (Apoc. 22:3). “Nós... segundo a Sua promessa, esperamos novos céus e nova Terra, nos quais habita a justiça. Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por ser achados por Ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis” (II S. Ped. 3:11, 13 e 14).

Observações Finais. Sendo assim, depois de vasta leitura e estudo detalhado das Escrituras Sagradas, fica difícil acreditar num “mundo paralelo” onde possa perdurar Satanás, os ímpios, o pecado, a dor e sofrimento pela eternidade. Será que depois de tudo o que a humanidade passou ainda haveria lugar no universo para alojar Satanás e seus seguidores? Ou será que não fica bem mais fácil crê que Cristo exterminará de uma vez por todas qualquer sombra do que é ruim, mal, sujo, ofensivo, doloroso ou perverso? Vê-se, claramente, na Bíblia Sagrada, que tudo passará e que o universo só terá lugar para Deus(Pai, filho e Espírito) e os seres celestes. E poderemos viajar para qualquer parte dos Céus pois não haverá mais sombra do passado. E nós, sim, viveremos eternamente, e na presença de nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.

Fonte: Nisto Cremos, 27 Ensinos Bíblicos dos Adventista do Sétimo Dia.

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