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JUSTIÇA EM TORRES Julgamentos de Crimes
Publicado em: 10 OUTUBRO 2014 – SEXTA – www.telenewstorres.com
CRIME QUE ABALOU TORRES
Acusado de queimar viva a Pricila Selau será julgado a partir das 09:00 h de hoje em Torres
Foto FaceBook de Pricila Selau / TeleNews Torres
Publicado em: 9 OUTUBRO 2014 – QUINTA – www.telenewstorres.com
TeleNews Torres – [email protected]
LIBERDADE DE EXPRESSÃO
Juiza Janice Almeida garante liberdade de expressão a Igor Beretta
Publicado em: 20 JUNHO 2013 – QUINTA
Foto jornalista doplomado Antônio Barañano / TeleNews Torres
Promotor Márcio Carvalho: "Rodrigo não devia ter sido solto"
Foto jornalista diplomado Antônio Barañano / TeleNews Torres
"Ele não devia ter sido solto". Essa é a opinião do mais recente promotor público a chegar para trabalhar em Torres, Márcio Carvalho, sobre a situação do marceneiro Rodrigo Fraga da Silva que matou a facadas a médica paulista Glaucianne Hara. Segundo Carvalho, "o meu colega que estava aqui antes de mim pediu pela prisão dele. A juiza acatou o pedido e o desembargador o soltou baseado num parecer do delegado de polícia".
Para o promotor, a participação da polícia cessa no momento em que o processo é encaminhado à Justiça. A partir daí a titularidade da ação pertence ao Ministério Público. Na opinião dele, o Tribunal de Justiça se equivocou ao desconsiderar todas as alegações do promotor e da juiza e ficar apenas com o parecer do delegado. "Esse crime foi brutal, pelo que estou sabendo ele deu mais de 30 facadas na vítima".
Sua primeira intervenção no caso deu-se no dia 30 de Agosto, quando houve a primeira audiência de instrução e julgamento em Torres. A família de Glaucianne Hara contratou o advogado paulista Ricardo Vasconcellos Oliveira para auxiliar a promotoria na acusação. "Ele trouxe a bolsa que estava com Glaucianne no momento do seu assassinato e que havia sido entregue à família dela pela polícia de Torres".
O promotor Carvalho também questiona esse procedimento. "É praxe da polícia anexar ao processo todos os bens que estão com as vítimas. Não sei por que fizeram isso? Entregar para a família uma bolsa suja de sangue que devia estar no processo". Carvalho cuidou então de pedir perícia nessa bolsa que foi trazida de São Paulo e a juíza Liniane Mog da Silva deferiu o pedido.
O promotor lamenta que até hoje Rodrigo não tenha sido interrogado. "O novo Código de Processo Penal estabelece que a juíza só pode ouvir o réu depois de ouvidas todas as testemunhas". Segundo ele, isso favorece a defesa, porque "permite ao réu moldar seu depoimento, conforme o depoimento das testemunhas". De qualquer forma, Márcio Carvalho diz que possui argumentos fortes para pedir pela condenação de Rodrigo. O promotor estima que o julgamento só irá acontecer dentro dos próximos três ou quatro anos.
Publicado em: 11 SETEMBRO 2011 – DOMINGO
Juiza só pode interrogar Rodrigo depois de ouvir todas as testemunhas
Foto jornalista diplomado Antônio Barañano / TeleNews Torres
Foto Divulgação / Polícia Civil em Torres / TeleNews Torres
A juiza titular da Comarca Criminal de Torres Liniane Maria Mog da Silva deve ter se munido de energia e paciência extras para trabalhar na tarde de ontem num único caso, que teve repercussão na mídia nacional: o do processo relativo ao assassinato de Glaucianne Hara, médica paulista morta a facadas aqui em Torres pelo marceneiro local Rodrigo Fraga da Silva. Além de ouvir as testemunhas de acusação e de defesa, a juiza também pretendia interrogar o réu.
As expectativas da juiza acabaram frustradas, pois só apareceu uma testemunha. Rodrigo compareceu acompanhado de seus defensores Amadeu Weinmann, Marina dos Santos e Roberta Cardoso Martins mas, de acordo com o rito jurídico, a juiza só pode interrogar o réu depois de ouvidas todas as testemunhas. Como algumas não compareceram e outras restaram não encontradas pelos oficiais de Justiça, a juiza Mog da Silva marcou nova audiência, para 13 de Dezembro de 2011, às 14:20h, como ontem, também uma terça-feira.
É parte no processo, o Ministério Público Estadual através do promotor Márcio Roberto Silva de Carvalho. Para auxiliá-lo na acusação solicitando a condenação de Rodrigo, a família de Glaucianne contratou o advogado criminalista Ricardo Vasconcellos Oliveira que veio de São Paulo e também compareceu ao Forum ontem. De comum acordo, os dois solicitaram à juiza perícia na bolsa que estava com a vítima na hora do crime e que se encontra lacrada como parte do processo nas dependências do Forum de Torres. O pedido foi aceito pela juiza.
O caso em que Rodrigo Fraga da Silva matou a facadas a amante Glaucianne Hara aconteceu no dia 4 Junho de 2010, uma sexta-feira, depois das 18 h, na frente de uma loja que ela havia alugado. O marceneiro gaúcho pôs fim de forma violenta ao romance que iniciara com a médica paulista pela internet e já tinha mais de três anos de duração.
Consta que ele já havia espancado Glaucianne violentamente fraturando-lhe o maxilar em outra ocasião, com intuito de fazer com que ela retornasse para São Paulo e não o procurasse mais. Mesmo assim, ela decidira voltar a Torres para reconquistar Rodrigo.
Além disso, posteriormente, Rodrigo postou no Orkut uma literal rejeição pública à amante. Isso, porém, não foi suficiente, ainda, para Glaucianne se afastar dele. Pelo contrário, ela o perdoava - segundo escreveu no Orkut - porque entendia que dera motivos mais do que suficientes para ele espancá-la, ao procurá-lo diretamente na casa dele.
Aqui na cidade, a médica passou a ameaçar por telefone à mulher legítima de Rodrigo, que gravou as conversas. Essas gravações foram distribuídas para a mídia após o crime. O apresentador da Band TV José Luiz Datena classificou o caso como "maluco", fora dos padrões das situações que ele costuma noticiar. "É um caso maluco, o sujeito não aguentou a pressão que a amante fazia sobre a esposa dele e matou a amante". Embora as vítimas assassinadas não possam falar, neste caso Glaucianne deixou muita coisa escrita na Internet. Só faltou relatar o seu assassinato.
Atualizado em: 31 AGOSTO 2011 – QUARTA
Assassinato de Glaucianne: juiza quer ouvir Rodrigo ainda nesta terça-feira
Foto Divulgação / Polícia Civil em Torres / TeleNews Torres
O caso do marceneiro de Torres Rodrigo Fraga da Silva que matou a facadas a amante médica paulista Glaucianne Hara terá audiência agora no final do mês. A juiza titular da Vara Criminal da Comarca de Torres Liniane Maria Mog da Silva marcou a audiência de instrução e julgamento para o dia 30 de Agosto, terça-feira, às 14 horas. Serão ouvidas as testemunhas de acusação residentes em Torres e no Passo de Torres/SC, bem como as testemunhas de defesa. Caso a instrução seja encerrada nesse dia, a juiza Liniane também pretende interrogar o réu Rodrigo Fraga da Silva.
O fato aconteceu no dia 4 Junho de 2010, uma sexta-feira, depois das 18 h, quando o marceneiro pôs fim de forma violenta ao romance que iniciara com a médica paulista pela internet e que já tinha mais de três anos de duração. Ele já havia espancado Glaucianne em outra ocasião dizendo que não a queria mais, mas ela decidira voltar a Torres para reconquistar Rodrigo. Aqui na cidade, a médica passou a ameaçar por telefone à mulher legítima de Rodrigo, que gravou as conversas. O apresentador da Band TV José Luiz Datena classificou o caso como "maluco", fora dos padrões das situações que ele costuma noticiar. "É um caso maluco, o sujeito não aguentou a pressão que a amante fazia sobre a esposa dele e matou a amante".
Publicado em: 14 AGOSTO 2011 – DOMINGO
Assassino da dentista chora e diz não se lembrar
Foto de Adriana Franciosi / Arquivo Zero Hora / TeleNews Torres
Começou pela manhã em Porto Alegre e se prolongou pela tarde desta quarta-feira (29), o julgamento do caminhoneiro de Terra de Areia réu-confesso do assassinato da dentista moradora de Torres. Fabiano Costa de Lima, na época com 28 anos, teria estuprado duas vezes e assassinado Márcia do Nascimento Gomes, então com 32 anos, em abril de 2009 no Km 45 da Rota do Sol, em Itati. Hoje pela manhã, na hora em que seria ouvido pelo juiz Felipe Keunecke de Oliveira, o réu entrou em choro convulsivo interrompendo o julgamento e depois se negou a falar. Disse não se lembrar de nada porque teria sido golpeado na cabeça, pela vítima, com um pedaço de madeira.
Na ocasião, conspiraram a favor do assassinato uma série de fatos episódicos . Um casal que passava pelo local chegou a parar o seu veículo porque acharam anormal a maneira como um homem imobilizava uma mulher à beira da estrada. Num desespero, a vítima conseguiu jogar a chave do carro dela no chão e olhou profundamente para eles (mas em silêncio) como a pedir ajuda.
Ao perguntar ao assassino o que estava acontecendo, este levou a mão à cintura como se fosse puxar uma arma. A testemunha temendo que o assassino pudesse persegui-los saiu dali com seu automóvel. Devido ao gesto de ameaça teve a certeza absoluta que estava acontecendo um crime. Foi a partir desse momento que o desenrolar dos acontecimentos começou a conspirar contra a vida da dentista.
O primeiro deles foi quando a testemunha se comunicando com a Brigada Militar ao mesmo tempo que fugia com o carro este entrou numa zona cega, onde o celular não captava o sinal do satélite. Quando voltaram a falar com a Brigada Militar a ligação se interrompeu porque então foi a bateria do aparelho que acabou. A ligação tinha sido atendida pela BM em São Francisco de Paula e a informação foi repassada para a BM de Gramado, que acabou não se comunicando com a BM de Xangri-lá que estaria mais próxima para atender a ocorrência.
Apesar dessas interrupções, a testemunha disse que conseguiu passar as informações mais importantes como o local onde estava acontecendo o fato e as razões da sua suspeita. Com tantos mensageiros, a informação acabou ficando pelo "meio do caminho". Os patrulheiros foram aparecer ao local do crime depois de cinco horas do fato consumado, quando alguém notou que havia um carro abandonado à margem da estrada em Itati.
Ao darem uma revista geral nas redondezas do lugar onde estava o carro, se depararam com o corpo despido da dentista, morta a golpes de facão, amarrado a uma árvore. A partir daí começou um meticuloso trabalho de investigação feito pelo delegado Roland Schort que não mediu esforços para elucidar o crime.
Os dois pontos principais de partida foram a existência de um caminhão vermelho no local e um retrato falado descrito pela única testemunha ocular dos momentos que antecederam ao assassinato. A Polícia, até aquele momento, não tinha a menor idéia de onde poderia ser o caminhão, já que não dera tempo à testemunha de observar as placas. Poderia até mesmo ser de outro Estado brasileiro, o que reduziria ainda mais as chances de elucidação do caso.
O assassino, por sua vez, tentou levar sua vida em ritmo normal. Em casa, sua família não notou qualquer sintoma atípico em seu comportamento. Transportador de produtos hortifrutigranjeiros que ia buscar todas as madrugadas na Ceasa, em Porto Alegre, o caminhoneiro acreditava que seu crime estava encoberto pela solidão da estrada já que a única testemunha fugira amedrontada.
Jamais imaginaria que uma pessoa que vira um retrato falado na imprensa junto com a descrição do caminhão vermelho iria ligar o fato à sua pessoa. Era um conterrâneo de Terra de Areia que acabou telefonando anonimamente para a polícia. "Aqui em Terra de Areia tem um homem parecido com o retrato falado e, coincidência, seu caminhão é vermelho".
Foi o que bastou ao delegado Roland Schort. Agora ele tinha um ponto de partida firme para iniciar suas investigações. Descobriu que o caminhão não pertencia ao suspeito, mas a uma empresa de Porto Alegre. Foi até a capital gaúcha e ficou sabendo na administração da empresa que o caminhão era equipado com sistema GPS que registrava todos os lugares por onde andasse e até os períodos de tempo e respectivos locais em que ficasse parado.
Mais, a empresa se dispôs a requisitar o caminhão que estava com o suspeito para uma revisão. Em segredo o veículo foi periciado com luminol e constatou-se sangue no banco do carona e na torneira de uma pipa com água existente na parte externa direita da carroceria. O GPS apontou também que o caminhão ficara parado por um longo tempo no dia e hora descritos pela primeira testemunha no local do crime.
O delegado Schort convidou o suspeito para uma conversa informal na delegacia sem revelar-lhe os dados que já possuía. Acostumado a lidar com todo tipo de gente, o delegado teve certeza que Lima era o criminoso. Indagado se havia passado pelo local no crime naquele dia e naquele horario Lima não negou.
Questionado se vira um caminhão vermelho no local, respondera que não, informando que o que avistara fora um motoqueiro correndo atrás de uma mulher. Negar a existência do caminhão no local soou para o delegado Schort como uma verdadeira confissão. Lima estava querendo afastar do local qualquer evidência que dirigisse as suspeitas para sua pessoa.
Como o gato que brinca com o rato, soltando-o para ve-lo correr e segurá-lo mais adiante, o delegado Schort deixou o caminhoneiro ir embora. Alguns dias depois, já com os laudos oficiais em mãos, o delegado o chamou para nova conversa, mas o que viu entrar pela porta da acanhada delegacia de Terra de Areia foi um homem, sobre o qual não havia qualquer acusação ainda, trazendo a sua confissão de culpa a tiracolo: um advogado.
Ao negar o crime, o caminhoneiro de um momento para outro viu-se confrontado com os laudos do luminol mostrando a existência de vestígios de sangue no caminhão e o mapa do GPS apontando o período que o veículo ficara estacionado no Km45 às margens da Rota do Sol, em Itati. O exato espaço de tempo que ele levara para cometer o crime. Lima não pôde negar mais nada.
Publicado em: 29 JUNHO 2011 - QUARTA
Assassino de duas jovens condenado a 32 anos Informações da Rádio Maristela e Jornal do Mar
O Tribunal de Juri de Torres condenou na sexta-feira 25 de Setembro a Aguinaldo Peres Bauer pelo assassinato das jovens Juliana Vargas Peres (21 anos) e Daiane Vargas de Matos, sua mulher, então com 22 anos de idade. Os dois crimes causaram forte comoção na pacata comunidade de João XXIII no interior do município de Torres. A juiza Liniane Maria Mog da Silva o sentenciou à pena de 35 anos e 4 meses em regime fechado. Foram 16 anos pela morte de Juliana e mais 6 anos pelo estupro. Pela morte da própria mulher foram 15 anos e mais 4 meses por agressão.
Como se trata de crime hediondo ele terá que cumprir pelo menos dois quintos da pena, o equivalente a 14 anos, em regime fechado. Somente a partir de cumprido esse período ele poderá solicitar regime semi-aberto, trabalhar fora durante o dia e passar a noite no presídio. Por ser réu confesso teve sua pena reduzida automaticamente em dois anos. Aguinaldo vai cumprir pena até maio de 2036, já que está preso desde 2006, e pela lei braslieira ninguém fica preso mais do que 30 anos.
No dia 19 de Maio de 2006 a jovem Juliana solicitara ao seu chefe para sair um "pouco mais cedo" de seu trabalho na Cooperverde. Pegou sua bicicleta para se dirigir à localidade de João XXIII aonde morava mas não chegou ao destino a que se propusera. Ela saíra às 17:40 do serviço e até às 20:30 não havia chegado em casa.
O pai José Vargas Peres (Zuza), preocupado com a demora excessiva da filha, saiu à sua procura. Com ajuda da comunidade acabou a encontrando num campo de arroz, a apenas 1 quilômetro do lugar de onde havia saído do trabalho. Havia uma alça da bolsa em torno de seu pescoço e sobre sua cabeça um palanque. Juliana estava despida e tinha sido assassinada a socos e pauladas.
O delegado Celso Alan Jaeger, trabalhando em Torres à época, através de investigações chegara ao suspeito. Começou por ouvi-lo e estava para pedir exame de DNA, quando aconteceu o segundo fato. De acordo com o Jornal do Mar uma equipe policial por pouco não impediu o crime. Eles estavam se deslocando para prendê-lo para o exame quando, lá chegando, se depararam com mais uma tragédia.
Um sobrinho de 7 anos havia falado para a esposa do acusado Daiane Vargas de Matos que ouvira Aguinaldo dizer que iria "se matar". Daiane ligou os fatos e deduziu que o marido era o assassino de Juliana. Pressionado, acabou admitindo o crime para a esposa. Ela queria que o marido se entregasse à polícia. Começaram a discutir.
Foi então que ele consumou a segunda tragédia. Era 26 de Maio, 10 horas da manhã, ele matou a mulher na frente de familiares e vizinhos. Aguinaldo primeiro a esfaqueou, e quando ela fugia para a rua foi atingida na cabeça por um vaso jogado pelo criminoso. Um irmão da vítima chegou a implorar que ele deixasse a irmã viva. Aguinaldo a teria pego pelos cabelos e a degolado na frente de todos.
Ato contínuo ele se encerrou no quarto para "cortar os pulsos". A polícia que estava a caminho chegou a tempo de arrombar a porta e prendê-lo em flagrante. Segundo noticiou o jornal Gazeta de Torres, casado há apenas sete meses com Daiane, Aguinaldo teria se apaixonado por Juliana. Possivelmente rejeitado, descontrolado, acabou cometendo os dois crimes.
Atuaram na acusação o promotor de Justiça em Torres, Vinícius de Melo Lima e o advogado indicado pela família Alessandro Santos de Oliveira, vindo de Canoas. O advogado de defesa foi Moacir Alves que não negou os crimes de seu cliente, mas usou como argumento que seu cliente, à epoca, estava doente, vítima de agrotóxicos. Inconformado que o juri não levou em consideração o laudo técnico que baseou sua tese, o advogado Moacir Alves disse ao Jornal do Mar que vai recorrer da decisão, para tentar anular este e, assim, obter um novo julgamento.
Publicado em 3 de Outubro de 2009
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