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Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

 

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CONTRIBUI��O ISL�MICA PARA A CI�NCIA

 

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Durante o s�culo VI, os mu�ulmanos herdaram a tradi��o e o conhecimento cient�fico da antiguidade. Preservaram, elaboraram, fizeram uma releitura   e, finalmente, passaram-na para a Europa. Foi nessa �poca que a dinastia om�ada  manifestou seu interesse pela ci�ncia. Foi o s�culo que para os mu�ulmanos correspondeu �s luzes da filosofia, da descoberta cient�fica e  do desenvolvimento, enquanto que a Europa mergulhava no que se convencionou chamar a Idade das Trevas. Os �rabes desse tempo assimilaram o conhecimento persa e a heran�a cl�ssica dos gregos, adaptando-os  �s suas pr�prias necessidades e formas de pensamento.

Pela primeira vez na hist�ria da humanidade, a teologia, a filosofia e a ci�ncia puderam ser  harmonizadas em um todo unificado, gra�as � capacidade isl�mica de conciliar o monote�smo com as provas da ci�ncia, ou mais adequadamente,  a f� com a raz�o.  Talvez, um dos motivos  que pode explicar esse desenvolvimento da ci�ncia seja o mandamento de Deus para que as leis da natureza sejam exploradas.  A  id�ia � admirar  a cria��o por sua complexidade, admirar o Criador por sua habilidade. Talvez  por causa dessa cren�a � que as contribui��es do Islam � ci�ncia alcan�aram os diversos ramos do pensamento, inclusive a matem�tica, a astronomia, a medicina e a filosofia.

As culturas  persa e  hindu tornaram-se parte da heran�a isl�mica no campo da Matem�tica. No s�culo VII, durante a exist�ncia do Profeta, um matem�tico mu�ulmano hindu desenvolveu o s�mbolo "zero", que viria a revolucionar o estudo da matem�tica e tornar poss�vel as grandes conquistas nesse campo, n�o s� mu�ulmanas, mas de toda a humanidade.

Palavras como "algebra" e "algor�timo" foram, na verdade, tiradas do vern�culo �rabico e traduzidas para o latim. Foi um matem�tico mu�ulmano que formulou, explicitamente,  a fun��o trigonom�trica. A palavra "seno" � uma tradu��o da palavra ar�bica "jayb". Al-Khwarizmi escreveu o mais antigo livro sobre matem�tica, conhecido somente na vers�o traduzida.  Ele apresentou mais de 800 exemplos de c�lculo de integra��o e equa��o, que viriam a ser adotados pelos neo-babil�nios. Os mu�ulmanos introduziram os algarismos ar�bicos na Europa e ensinaram aos ocidentais as conven��es mais adequadas ao conceito aritm�tico. O "zero" e os algarismos ar�bicos s�o a base da ci�ncia dos c�lculos, conforme � conhecida hoje.

Na primeira metade do s�culo IX,  os n�meros exponenciais, incluindo o zero, foram usados por al-Khwarizmi, para substituir as letras. Na segunda metade desse mesmo s�culo, os mu�ulmanos da Espanha desenvolveram numerais ligeiramente diferentes na forma, huruf al-ghubar, originariamente usado em conjun��o com um tipo de �baco de areia. Leonardo Fibonacci, de Pisa, que havia sido disc�pulo de um mestre mu�ulmano, publicou um trabalho que permanece um marco na introdu��o dos numerais ar�bicos.

No in�cio do s�culo IX, c�lculos matem�ticos estimulavam o desejo de repostas para o movimento celeste. Esta curiosidade introduziu um novo campo no conhecimento humano, o da Astronomia. Uma das aplica��es mais importantes da Astronomia � o c�lculo para o hor�rio das cinco ora��es di�rias, que todo mu�ulmano faz. Ele � definido de acordo com a posi��o do sol, movendo-se de leste para oeste. As primeiras tabelas conhecidas, feitas para tal prop�sito, s�o datadas do s�culo  X, e s�o instrumentos importantes usados pelos mu�ulmanos.

O magn�fico rel�gio do sol, que Ibn al-Shatir contruiu no ano de 1371 para enfeitar o minarete principal da mesquita om�ada de Damasco, confirma a exatid�o dos c�lculos.    O rel�gio mostra as horas do dia relativas ao nascer do sol, ao meio-dia e ao por-do-sol. H�, tamb�m, curvas especiais para as horas relativas ao amanhecer e ao anoitecer. O rel�gio do sol mede o tempo para cada hora das cinco preces di�rias.

Ibn al-Sarraj inventou uma s�rie de astrol�bios, quadrantes, grades trigonom�tricas e outros instrumentos que foram extremamente inovadores na �poca e que mais tarde foram utilizados pelos europeus quando iniciaram as grandes navega��es para a descoberta de novos mundos.

Al Khwarizmi, o g�nio matem�tico, aplicou suas descobertas ao novo campo, de onde   ele comp�s as mais antigas tabelas planet�rias.  Seu trabalho serve de refer�ncia e foi traduzido para o latim no s�culo XII, por Gerard de Cremona. O primeiro observat�rio astron�mico foi constru�do em Jundaysabur, sudoeste da P�rsia, sob a dire��o de Sind ibn-'Ali e Yahia ibn-abi-Mansur. Sendo o astr�nomo do califa, ele elaborou uma carta dos movimentos celestes. Os astr�nomos de Al-Mamun, o califa ab�ssida, fizeram muitas observa��es originais. Uma das mais not�veis � a medida do meridiano, pr�ximo a Mosul. O objetivo era determinar o tamanho da terra e a sua circunfer�ncia, na suposi��o de que ela fosse redonda.

Na Espanha,  os estudos  sobre Astronomia foram incentivados ap�s a segunda metade do s�culo X.  O sistema aristot�lico foi reproduzido, com a representa��o dos movimentos celestes. Abu al-Qasim Maslamah al-Majriti, de Madrid, o mais antigo astr�nomo mu�ulmano espanhol, editou e corrigiu as tabelas planet�rias de Al-Khwarizmi. Entre os t�tulos de Al-Majriti, estava o de ser al-hisab, isto �,  o matem�tico, porque ele era considerado o mestre  do conhecimento matem�tico. Cerca de quatorze anos mais tarde, as tabelas planet�rias de al-Battani foram traduzidas para o latim, por Plato de Tivoli. Cop�rnico, mais tarde, iria  citar Al-Battani em seu livro "De Revolutionibus Orbium Coelestium". Al-Zarqali, o mais not�vel observador astron�mico de sua �poca, imaginou um tipo de astrol�bio que comprova o movimento do apogeu solar em rela��o �s estrelas. Al-Bitruji desenvolveu uma nova teoria do movimento estelar.

Os astr�nomos �rabes deixaram no c�u os tra�os imortais de suas descobertas. S�o os nomes de estrelas, incorporadas �s l�nguas europ�ias, uma  infinidade de termos t�cnicos,  como azimuth (as-sumut), nadir (nazir), zenith (as-samt), todos derivados do �rabe, o que s� vem comprovar o rico legado do Islam  para a Europa crist�.

Ibn Sina, mais conhecido como Avicena,  recebeu o  t�tulo de "Pr�ncipe da Medicina".  Seu trabalho mais consagrado � Al-Qanun Fil-Tibb, o " C�none da Medicina".   Ele � um  dos maiores nomes da  hist�ria da Medicina.  Aos dez  anos  conhecia de cor o Alcor�o, e aos doze, discutia sobre Direito e L�gica. Ele achava que a medicina era um assunto f�cil. "Quando eu estou em dificuldade",   ele disse, "consulto minhas anota��es e rezo ao Criador". Em seu livro, ele mostrou muitos aspectos da medicina. Classificou as causas e os sintomas das doen�as. Dizia que as doen�as s�o causadas por um desequil�brio das quatro qualidades elementares do corpo: calor, frio, h�mido e seco.  Elas s�o provocadas por uma composi��o, ou conforma��o, defeituosa das partes do corpo,  que provocam o trauma. A causa das doen�as est� ligada ao ambiente e � psicologia. Entre elas, est� o tradicional esquema das doen�as "n�o naturais",  oriundas do ar, do excesso ou falta da alimenta��o e da bebida. Seu livro tamb�m discute os cuidados com a conserva��o da sa�de em partes separadas, pedi�tricas, adultas e geri�tricas.

A peste negra assolou a Europa em meados do s�culo XIV, deixando os crist�os desamparados. Enquanto isso, Ibn-al-Khatib, um cl�nico de Granada, escreveu um tratado, no qual ele elabora uma  defesa sobre a teoria do cont�gio:

"Para aqueles que dizem 'como posso admitir a possibilidade de infec��o, quando a lei religiosa a nega', respondemos que a exist�ncia do cont�gio � constatada pela experi�ncia, pela investiga��o e pela evid�ncia de relat�rios confi�veis. Estes constituem argumento s�lido. O cont�gio se torna claro ao investigador, quando observa como ele, que est� em contato com pessoas doentes, pega a doen�a, ao passo que aquele que n�o tem o contato fica a salvo, e como se d� a transmiss�o atrav�s  de roupas e recipientes."

A circula��o do sangue e a id�ia da quarentena veio da indica��o emp�rica sobre o cont�gio e foi descoberto por Ibn al-Nafis. Em 943, Ibn Juljul, de C�rdoba,  tornou-se um f�sico famoso com a idade de 24 anos, compilou um livro, que era um tratado especial sobre drogas, encontrado na Andaluzia, na pen�nsula ib�rica. Ibn Masawayh escreveu o mais antigo tratado sobre Oftamologia. O livro, entitulado al-Ashr Maqalat fi al-'Ayn � o mais antigo texto sobre a mat�ria. No uso curativo das drogas, alguns avan�os fant�sticos foram feitos pelos mu�ulmanos. Eles criaram as primeiras boticas e a mais antiga escola de Farm�cia.

O Pr�ncipe da Medicina, Avicena, tamb�m foi um fil�sofo. A Filosofia naquele tempo era definida como o conhecimento da causa verdadeira das coisas. Ele foi o primeiro �rabe a criar um sistema filos�fico que � completo. De seus estudos iniciais da L�gica ele se voltou para o estudo da F�sica e da Metaf�sica, por sua pr�pria iniciativa. Tornou-se mentor de muitos f�sicos, e aos dezoitos anos dominava a L�gica, a F�sica e a Mat�m�tica, e n�o havia nada mais que ele pudesse aprender a n�o ser concentrar-se na Metaf�sica. Seu mais importante tratado filos�fico � o Kitab al-Shifa, ou o Livro da Cura, conhecido em latim pelo t�tulo de Sufficienta. � uma enciclop�dia sobre o saber greco-isl�mico do s�culo XI, que vai da L�gica � Matem�tica.

Um  grande patrono da  filosofia e da ci�ncia da Hist�ria do Islam � o califa al-Mamun. Filho do califa Harun al-Rashid, ele estimulou as discuss�es na corte sobre L�gica, Direito e Gram�tica. Construiu em Bagd� a sua famosa Bayt al-Hikmah, a Casa do Conhecimento, uma combina��o de biblioteca e academia, e que em muitos aspectos �   uma institui��o educacional importante. Esta biblioteca cont�m livros sobre todos os assuntos, especialmente Ci�ncias Isl�micas, Ci�ncias Naturais, L�gica, Filosofia e muitos outros.

A maior figura na hist�ria da filosofia isl�mica, e que representa uma rea��o ao neo-platonismo, foi Imam al-Ghazali, um jurista, te�logo, fil�sofo e m�stico. Ele dizia que o "fiqh" � o p�o di�rio da alma crente, ao passo que a doutrina �  valiosa da  mesma forma que a medicina � para a doen�a. Tamb�m disse que foi tomado pelo desejo da verdade. Resolveu buscar um "certo conhecimento",   al�m  do qual o objeto conhecido n�o se abre para  duvidar completamente. Fundamentalmente, Al-Ghazali afirmava seu agnosticismo sobre a natureza absoluta e final de Deus. Esta necessidade de uma certeza religiosa impulsionou Al-Ghazali para o misticismo e o remeteu � descoberta do conceito alcor�nico de Deus, o que mostrou que a natureza de Deus � constitu�da pelos nomes e abributos divinos.

O primeiro fil�sofo aut�ntico a escrever em �rabe foi Al-Kindi. Ele est� relacionado de muitas formas aos mutazilas e aos fil�sofos naturais neo-pitag�ricos . Foi um homem de extraordin�ria erudi��o, que relatou suas observa��es como ge�grafo, historiador e f�sico. Kindi foi mais do que um fil�sofo. Era qu�mico, oculista e te�rico musical. A sua influ�ncia como autor e professor deu-se, principalmente, nos campos da matem�tica, geografia e medicina.

A hist�ria intelectual dos �rabes, com o desenvolvimento da Filosofia e da Ci�ncia no Oriente Pr�ximo,  come�a com a ascens�o do Islam.   A primeira gera��o de mu�ulmanos eruditos dedicou-se completamente ao estabelecimento de um c�non baseado no Alcor�o e isto por causa da santidade irresist�vel do Alcor�o e das tradi��es do Profeta Mohammad. Para os estudiosos mu�ulmanos, cuja obra � mostrada, o Alcor�o � a fonte de todo o conhecimento - a revela��o de Deus.

Muitas sugest�es foram apresentadas no Alcor�o como uma prova da Onisci�ncia de Deus. Tais sugest�es estimularam a curiosidade do homem e provavelemente satisfizeram suas buscas do conhecimento. Com as ra�zes do conhecimento j� estabelecidas, seus ramos e folhas cresceram em dire��o ao avan�o tecnol�gico. Essas ra�zes n�o podem ser esquecidas jamais, porque sem uma funda��o s�lida nenhum pilar pode ser constru�do e sobreviver. A seguir, alguns nomes de mu�ulmanos eminentes, que deixaram seus nomes marcados para sempre a hist�ria da humanidade, pela enorme contribui��o que deram.

Hist�ria

1. Al-Biruni

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Abu Raihan Muhammad al-Biruni, um s�bio persa, foi contempor�neo do grande f�sico Ibn Sina (Avicena), com quem se correspondia. Com um talento especial para as l�nguas, inclusive o turco, o Persa, o s�nscrito, o hebreu e o �rabe, Al-Biruni despertou a aten��o do governante ghazanavida  Mahmud, cujo territ�rio inclu�a o norte da �ndia. Mahmud muitas vezes levava Al-Biruni  em suas campanhas pela �ndia, e ele aproveitava para  estudar a l�ngua, a hist�ria e a ci�ncia dos lugares por onde passava. Um de seus livros mais famosos, Kitab al-Hind (Livro da �ndia), foi o resultado dessas viagens. Foi um estudo t�o completo sobre a �ndia que trabalhos posteriores sobre a hist�ria hindu tiveram como base esse livro de Al-Biruni.

Al�m de sua obra sobre cultura e hist�ria, Al-Biruni foi tamb�m um cientista not�vel. No campo da astronomia, ele foi pioneiro na no��o de que a velocidade da luz era muito maior do que a velocidade do som, observou os eclipses solar e lunar e aceitou, muito antes do que qualquer outro, a teoria de que a terra girava em torno de um eixo. Na geografia, calculou a latitude e longitude corretas de muitos lugares e questionou a vis�o ptolomaica europ�ia, de que a �frica se estendia infinitamente para o sul; Al-Biruni insistia que ela era circundada pela �gua. Em seu trabalho sobre a �ndia, Al-Biruni apresentou a id�ia controversa - mais tarde provada correta- de que o vale do Hindu tinha sido uma bacia de mar. Tamb�m desenvolveu uma teoria para o c�lculo da qibla - a dire��o de Meca de qualquer lugar em que se esteja - t�o importante para os mu�ulmanos, a fim de praticarem suas ora��es voltados para aquela cidade. Na f�sica, ele determinou, de forma muito precisa, as densidades de 18 pedras preciosas e metais. Foi o primeiro a estabelecer a trigonometria como um ramo distinto da matem�tica. Por causa de sua obra em diversos campos do pensamento, Al-Biruni � considerado um dos maiores cientistas de todos os tempos.

2. Ibn Khaldoun

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'Abd al-Rahman Ibn Khaldoun, � considerado o fundador da moderna sociologia e filosofia da hist�ria. Nasceu em T�nis, onde seus pais mais tarde morreram em decorr�ncia da peste negra. Ibn Khaldoun passou a maior parte de sua vida no norte da �frica e Espanha. Teve uma vida pol�tica, trabalhando para in�meras cortes reais norte-africanas, onde foi capaz de observar a din�mica pol�tica e social da vida cortes�. Essas observa��es mais tarde influenciaram sua obra sobre a hist�ria das civiliza��es.

Seu livro mais famoso foi o Muqaddimah ("Introdu��o" ou Proleg�menos), que foi o primeiro volume do que pretendia ser uma obra sobre a hist�ria mundial. No Muqaddimah, Ibn Khaldoun exp�s sua filosofia de hist�ria, e suas opini�es sobre como o material hist�rico devia ser analisado e apresentado. Concluiu que as civiliza��es surgem e desaparecem, como num ciclo, como resultado de fatores psicol�gicos, econ�micos, ambientais, sociais e pol�cios. Sua aten��o voltada para aspectos mais do que simplesmente pol�ticos foi revolucion�ria, porque ele buscou examinar tamb�m os fatores religiosos, sociais e econ�micos para explicar a hist�ria mundial. Ele submeteu seu estudo da hist�ria � an�lise objetiva e cient�fica, e lamentava o cunho eminentemente tendencioso da hist�ria escrita antes dele.

Al�m do Muqaddimah, Ibn Khaldoun escreveu sobre os �rabes, judeus, gregos, romanos, persas, eg�pcios e b�rberes, e sobre os governantes europeus e mu�ulmanos. Escreveu sua autobiografia, tornando-se um l�der nessa nova forma liter�ria. Sua aten��o para os fatores sociais na ascens�o e queda das civiliza��es, ajudou a criar a ci�ncia do desenvolvimento social, conhecida, hoje, como  sociologia. Sua influ�ncia nos campos    da sociologia e da hist�ria foi enorme, principalmente porque sua �nfase na raz�o e racionalismo para o julgamento hist�rico deu um tom n�o religioso  ao seu trabalho.

3.Ibn Hisham; 4. Ibn Ishaq; 5.  Ibn Miskawayh; 6. Al-Tabari; 7. Abu Hamid al-Ghazali; 8. Al-Suyuti;  9. Ibn Qutaybah,

Medicina

1. Ibn Sina (Avicena)

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Abu Ali al-Husayn Ibn Abdullah Ibn Sina, conhecido no ocidente como Avicena, nasceu em Bucara, em 980. Este f�sico persa tornou-se o mais famoso e influente de todos os cientistas e fil�sofos mu�ulmanos. Ele conquistou o favor real por tratar dos reis de Bucara e Hamadan, que tinham contra�do doen�as que os cl�nicos da �poca n�o diagnosticaram nem curaram. Embora treinado para ser um f�sico, Ibn Sina trouxe importantes contribui��es para a filosofia, matem�rica, qu�mica e astronomia. Sua enciclop�dia filos�fica, Kitab al-Shifa ("O Livro da Cura"), aproximou as filosofias aristot�lica e plat�nica da teologia isl�mica, dividindo o campo do conhecimento em conhecimento te�rico (f�sica, matem�tica e metaf�sica) e conhecimento pr�tico (�tica, economia e pol�tica).

Seu legado mais permanente, no entanto, foi no campo da medicina. Seu livro mais famoso, Al-Qanum fi al-Tibb ("O C�non da Medicina"), ainda � um dos mais importantes livros de medicina jamais escrito, e por 600 anos, serviu como refer�ncia m�dica em toda a Europa. Entre as contribui��es do C�non para a moderna medicina, estavam: o reconhecimento de que a tuberculose era contagiosa; as doen�as podiam se difundir atrav�s da �gua e do solo; a sa�de emocional influencia  a sa�de f�sica. Ibn Sina tamb�m foi o primeiro cl�nico a descrever a meningite, as partes do olho e as v�lvulas card�acas, e descobriu que os nervos eram respons�veis pela dor muscular. Tamb�m deu sua contribui��o para os avan�os na anatomia, ginecologia e pediatria. O C�non foi traduzido para o latim no s�culo XII e rapidamente tornou-se a refer�ncia m�dica predominante nas escolas de medicina europ�ias at� o s�culo XVII. Ainda � utilizado hoje nas escolas de medicina isl�micas do Paquist�o e da �ndia. Nenhum outro livro sobre medicina foi t�o aclamado por tanto tempo. Quando o original �rabe foi publicado em Roma, em 1593, tornou-se um dos primeiros livros �rabes a ser produzido de acordo com a nova inven��o do prelo.  A Faculdade de Medicina da Universidade de Paris traz em sua entrada principal um retrato de Ibn Sina.

2. Abu al-Fath al-Chuzini Ibn Zuhr; 3. 'Abd al-Malik Abu Marwun Ibn Zuhr;  4.  Abu al-Qasim; 5.   Ibn Tufayl al-Razi; 6. Ibn al-Haytham.

Matem�tica

1. Al-Khwarizmi

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Abu Ja'far Muhammad Ibn Musa al-Khwarizmi nasceu em Khwarizm, atual Usbequist�o. Ele viveu em Bagd�, sob o patroc�nio de Al-Mamun, o califa ab�ssida, entre 813 e833, durante o per�odo conhecido como a "Idade de Ouro" da ci�ncia isl�mica.  Um matem�tico celebrado em seu tempo, assim como s�culos mais tarde, Al-Khwarizmi � melhor conhecido por ter introduzido o conceito de �lgebra na matem�tica. O t�tulo de seu livro mais famoso, Kitab al-Jabr wa al-Muqabilah ("O Livro da Integra��o e da Equa��o"), na verdade, apresenta a origem da palavra �lgebra. No curso de sua obra, Al-Khwarizmi introduziu ouso dos numerais indo-ar�bicos que se tornaram conhecidos como algor�tmos, um derivado latino de seu nome. Ele tamb�m come�ou usando o zero, que abriria o caminho para o desenvolvimento do sistema decimal.

A obra de Al-Khwarizmi teve uma tremenda influ�ncia sobre a matem�rica, n�o s� no mundo isl�mico mas tamb�m em outras culturas. Muitos de seus livros foram traduzidos para o latim no s�culo XII e Kitab Al-Jabr wa al-Muqabilah foi a principal refer�ncia matem�tica nas universidades europ�ias at� o s�culoXVI. Al�m disso, Al-Khwarizmi produziu trabalhos sobre astronomia e geografia, muitos dos quais foram traduzidos para l�nguas europ�ias e para o chin�s. Em 830, uma equipe de ge�grafos, trabalhando sob sua chefia, produziu o primeiro mapa do mundo conhecido.   Os m�ritos cient�ficos de Al-Khwarizmi continuam a produzir impactos nos dias de hoje.

2. Omar Kayan

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Nascido Ghiyath al-Din Abul Fatah Umar Ibn Ibrahim al-Khayyam, em 1044, em Nishapur, uma cidade persa, Omar Kahyan foi tamb�m um famoso matem�tico, astr�nomo, fil�sofo e poeta. Passou a maior parte de sua vida nos centros intelectuais persas, como Samarcanda e Bucara, e gozou da simpatia dos sult�es selj�cidas que governavam a regi�o.

As contribui��es cient�ficas mais conhecidas de Kayan foram na �lgebra e na astronomia. Sua classifica��o das equa��es alg�bricas foi fundamental para o progresso da �lgebra como uma ci�ncia, da mesma forma que sua obra sobre a teoria das linhas paralelas foi importante para a geometria. Na astronomia, o maior legado de Kayan � um calend�rio solar fantasticamente preciso, que ele desenvolveu quando o sult�o selj�cida Malik Shah Jalal al-Din, solicitou um novo programa para a coleta de impostos. O calend�rio de Kayan era muito mais preciso do que o calend�rio gregoriano, usado atualmente na maior parte do mundo: o dele apresenta um erro de um dia em 3770 anos, enquanto que o gregoriano tem um erro de um dia em 3330 anos. Kayan mediu a extens�o de um ano em 365,24219858156 dias.  Embora o calend�rio tenha sido abolido depois da morte de Malik Shah, em 1092, no entanto, ele ainda � utilizado em algumas partes do Ir� e do Afeganist�o.

Omar Kayan tamb�m foi poeta, e � assim que ele � melhor conhecido no ocidente, em detrimento de sua obra cient�fica. Sua fama como poeta existe desde 1839, com a tradu��o para o ingl�s de seu livro Rubayat. Tornou-se um cl�ssico da literatura mundial e � respons�vel pela influ�ncia que teve no conceito europeu sobre a poesia e literatura persas. Tendo em vista que em sua �poca ele foi mais conhecido por sua obra cient�fica, duvidava-se que Kayan fosse realmente o autor de Rubayat. Mas, uma an�lise criteriosa efetuada por muitos estudiosos comprovou que ele � mesmo o autor da obra.

3. Kushyar Ibn Labban, 4. Ibn Turk, 5. Abda al-Hamid,  6. Ibn Qurra, 7. Thabit, 8. Al- Kashi, 9. Nasir al-Din al-Tusi, 10. Abu al-Wafa', 11. Ibn Yunus, 12. Al-Battani, 13. Ibn al-Haytham (Alhazen).

Astronomia

1. Ibn al-Muqtafi, 2. Abu al-Fadl Ja'far, 3. Nasir al-Din al-Tusi, 4. Muhammad ibn Musa al-Khwarizmi, 5.Abu al-Wafa', 6.  Ibn al-Shatir; 7. Ibn Yunus, 8. Omar Khayyam, 9. Al-Battani, 10. Abu al-Abbas al- Farghani,

Geografia

Abu al-Abbas al- Farghani,

Filosofia

1. Al-Farabi

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Abu'l-Nasr Al-Farabi, um mu�ulmano de origem persa, que estudou em Bagd�, foi considerado   em seu tempo como o maior fil�sofo desde Arist�teles. Na verdade, ele era  conhecido como o "Segundo Mestre", sendo Arist�teles o primeiro. Ele era fluente em diversas l�nguas e atrav�s de suas tradu��es de antigas obras gregas, ele foi um dos primeiros fil�sofos mu�ulmanos a introduzir a filosofia grega no mundo isl�mico. Escreveu sobre diversos assuntos, inclusive l�gica, sociologia, ci�ncia pol�tica, medicina e m�sica, mas seu legado mais importante foi sua obra sobre filosofia.

Ao escrever seus coment�rios sobre a obra dos antigos gregos, Al-Farabi procurou reconciliar os pensamentos  aristot�lico e o plat�nico com a teologia isl�mica. Ao mesmo tempo, no entanto, ele tornou-se o primeiro fil�sofo mu�ulmano a separar filosofia da teologia, influenciando estudiosos de muitas religi�es que o seguiam. Ele concluiu que a raz�o humana, o instrumento da fil�sofo, era superior � revela��o, o instrumento da religi�o, resultando numa vantagem da filosofia sobre a religi�o. Ele afirmava que a filosofia era baseada na percep��o intelectual, enquanto que a religi�o baseava-se na imagina��o. Assim, ele atribuia caracter�sticas solenes ao fil�sofo e defendia a presen�ade um fil�sofo na chefia do estado. Ele achava que as revoltas pol�ticas no mundo isl�mico deviam-se ao fato de o estado n�o ser administrado por fil�sofos, cujos poderes superiores da raz�o e do intelecto determinavam a lideran�a ideal.

A obra de Al-Farabi influenciou enormemente os fil�sofos isl�micos que se seguiram a ele, principalmente Ibn Sina e Ibn Rushd. Tamb�m serviu de palco para debates acalorados entre os representantes da filosofia e da teologia, na medida em que pensadores mu�ulmanos buscavam harmonizar as disparidades entre esses dois campos.

2. Al-Ghazali

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Abu Hamid al-Ghazali nasceu em1058, na prov�ncia persa do Corass�. Foi estudou teologia isl�mica em renomadas institui��es de Nishapur e Bagd�, e tornou-se professor em religi�o e filosofia na Universidade de Nizamiyah, em Bagd�, uma das mais importantes institui��es isl�micas daquela �poca. Em 1095, no entanto, depois de um per�odo de confus�o interior a respeito de sua f�, Al-Ghazali deixou a universidade, abandonou seus bens materiais e tornou-se um asc�tico errante. Devotou-se ao sufismo, o ramo m�stico do Islam que se ocupa do conhecimento direto de Deus, e viajou a Meca, S�ria e Jerusal�m, antes de voltar para Nishapur, para escrever.

Sua obra a respeito da rela��o entre a filosofia e a religi�o contribuiu para uma discuss�o no mundo isl�mico sobre como harmonizar esses dois campos. Ao adotar os princ�pios aristot�licos do humanismo dos antigos gregos,   fil�sofos mu�ulmanos, como Al-Farabi e Ibn Sina, entraram em conflito com os tel�logos que afirmavam que a filosofia aristot�lica contradizia a doutrina isl�mica. Al-Ghazali defendia firmemente a religi�o contra o ataque dos fil�sofos e assim fazendo ajudou a construir uma ponte entre essas duas correntes de pensamento. Ele tamb�m buscou prevalecer no que ele acreditava ser excessivo no sufismo e traz�-lo para uma linha mais compat�vel com o Islam ortodoxo. Continuou a salientar a import�ncia do sufismo como um caminho para a verdade absoluta, mas procurou redefinir sua imagem extremista como uma desobedi�ncia aos ensinamentos b�sicos do Islam.

Al-Ghazali escreveu muitos livros a respeito desses assuntos, que ficaram famosos, um dos quais inspirou o fil�sofo Ibn Rushd a responder com um livro de sua autoria, depois da morte de Al-Ghazali. Em Tuhafat al-Falasifa   ("A Incoer�ncia dos Fil�sofos"), Al-Ghazali exp�s alguns argumentos a respeito do por qu� algumas vezes a filosofia soava her�tica ao Islam. Ele, particularmente, discordava dos argumentos apresentados pelos fil�sofos de influ�ncia grega, que questionavam a imortalidade da alma, a ressurrei��o do corpo, a recompensa e a puni��o depois da morte, o conhecimento de Deus de todas as coisas e a eternidade do mundo. Al-Ghazali aceitava o fato de que os fil�sofos questionassem alguns princ�pios da f� isl�mica, mas repudiava-os por n�o provarem suas posi��es. Ao mesmo tempo, Al-Ghazali foi muito cuidadoso em n�o refutar tudo que os fil�sofos dissessem. Ele n�o rejeitou as descobertas dos cientistas-fil�sofos das ci�ncias naturais, e admitia que muitos avan�os cient�ficos haviam sido feitos.  Tamb�m repudiou os mu�ulmanos que, em nome da religi�o, rejeitavam toda ci�ncia que estivesse ligada aos fil�sofos, afirmando que essaabordagem somente levaria os fil�sofos a conclu�rem que o Islam baseava-se na ignor�ncia.  Al-Ghazali defendia a aceita��o das conquistas cient�ficas v�lidas, e desafiava os fil�sofos a provarem suas obje��es em rela��o � teologia isl�mica. Ibn Rushd, um fil�sofo aristot�lico e racionalista, respondeu ao livro de Al-Ghazali com um de sua autoria, Tuhafut al-Tuhafut ("A Incoer�ncia da Incoer�ncia"), no qual ele reproduziu e comentou seus argumentos, p�gina por p�gina.

Al-Ghazali � considerado um dos maiores te�logos do Islam. Seus argumentos influenciaram s�bios religiosos judeus e crist�os e at� Santo Tom�s de Aquino usou muito dos temas de Al-Ghazali para fortalecer o cristianismo no Ocidente.

3. Ibn Rushd (Averr�es)

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Abu'l Waleed Muhammad Ibn Ahmad Ibn Muhammad Ibn Rushd nasceu em C�rdoba, em 1126, ent�o parte da Espanha Mu�ulmana. Foi um dos maiores pensadores e cientistas do s�culo XII. Conhecido no ocidente por seu nome latino, Averr�es, Ibn Rushd influenciou a cultura do mundo isl�mico e da Europa por s�culos, e � melhor conhecido no Ocidente por seus coment�rios sobre a filosofia aristot�lica.

Como muitos s�bios famosos antes dele, Ibn Rushd gozava da simpatia da corte real e passou sua vida entre a classe dirigente de Marraquesh, Marrocos e das cidades espanholas de Sevilha e C�rdoba. Embora suas opini�es sobre religi�o e filosofia ocasionalmente aborrecessem seus padrinhos, Ibn Rushd foi capaz de continuar seus estudos nesse campo, gra�as a sua amizade com os governantes mu�ulmanos. Ele foi fortemente influenciado pela filosofia grega e escreveu muitos coment�rios a respeito das obras de Arist�teles. Ele usava o racionalismo grego para questionar diversos princ�pios da teologia isl�mica, ganhando a cr�tica de muitos religiosos mu�ulmanos eruditos, como Al-Ghazali, por exemplo. Apesar de sua defesa veemente da filosofia, Ibn Rushd era um mu�ulmano devotado que tamb�m tentou integrar a vis�o pol�tica de Plat�o ao moderno estado isl�mico, harmonizando o pensamento grego e as tradi��es isl�micas.

Enquanto o mundo isl�mico se dividia no apoio � obra filos�fica de Ibn Rushd, ele ficou muito popular na Europa. Seus coment�rios sobre a obra de Arist�teles e Plat�o foram traduzidos para o latim, ingl�s, alem�o e hebreu, e depois foram inclu�dos nas edi��es sobre as obras dos fil�sofos gregos. A id�ia de que ele foi mais popular no Ocidente do que no mundo isl�mico, foi tamb�m baseada no fato de que poucos de seus escritos sobreviveram em l�ngua original, o �rabe.

Al�m de fil�sofo, Ibn Rushd foi m�dico e astr�nomo. Seu famoso livro sobre medicina, Kitab al Kulyat fi al-Tibb, discutiu v�rios diagn�sticos e curas para as doen�as, assim como a sua preven��o. Ele foi o f�sico pessoal de muitos dos califas almor�vidas em Espanha e no Magrebe. Na astronomia, escreveu tratados sobre o movimento das esferas.

4. Abu Yusuf Ya'qub Kindi, 5. Ibn Bajjah, 6. Abu 'Ali al-Husayn Ibn Sina (Avicena), 7.  Ibn Tufayl, 8. Nasir al-Din al-Tusi, 9. Ibn Miskawayh.

Teologia

1. Al-Tabari, 2. al-Zamakhshari, 3. al-Suyuti, 4. Ibn Qutaybah,

Alquimia

1. Abu Musa Jabir ibn Hayyan, 2. al-Razi,

 

 

 

FONTES:

http://www.orst.edu/groups/msa/index.html

http://www.ucalgary.ca/HIST/tutor/islam/learning/


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