UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ESTUDOS DA LINGUAGEM

DEPARTAMENTO DE LINGÜÍSTICA

 

RESUMOS DAS DISSERTAÇÕES E TESES SOBRE LÍNGUAS INDÍGENAS APRESENTADAS NO IEL-UNICAMP

 

1977 - 1998

 

ANGEL CORBERA MORI

 

AGUIAR, Maria Suelí de (1988). Elementos de descrição sintática para uma gramática do Katukina. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 79 p.

Orientadora: Profa. Dra. Charlotte Marie Chambelland Galves.

 

Nesta dissertação, apresentamos um estudo sobre a língua Katukina-Pano, uma língua falada por um grupo indígena cuja aldeia localiza-se no Estado do Acre.

Fazemos uma análise fonológica por se tratar de uma língua ágrafa, mas o fazemos de forma bastante resumida por não ser esse o tópico em que gostaríamos de fixar nossa discussã o.

Analisamos também morfologicamente o Katukina, não de forma resumida, mas direcionada. Assim, observamos que nessa língua os termos não se identificam facilmente a nível morfológico e isso d ificulta - e muito - classificá-los como integrantes de uma ou outra classe gramatical. Esses termos não se apresentam com nenhum tipo de marca inerente, o que parece ser comum a outras línguas da família Pano.

O que se colocaria como a discussão mais interessante deste estudo é a análise sintática, dividida aqui em dois níveis para facilitar a apresentação e a exposição dos pr oblemas: um nível compreende a descrição de alguns elementos da sintaxe da língua, enquanto o outro trata da análise desses elementos dentro do quadro teórico de Regência e Vinculação.

Na parte descritiva, observamos que o Katukina tem marca morfológica somente para os tempos lógicos. Quanto à sentença, ela pode ter uma marca de fecho que se manifesta, obviamente, somente no final dela - o que ocorre também em outras línguas que, como o Katukina, pertencem à família Pano. Parece ser ponto comum, ainda, a forma de marcar interrogatividade nessas línguas: é uma partícula a responsáve l por tal tarefa.

No exame dos dados à luz da Teoria, observamos que a interpretabilidade nessa língua se define como base na ordem dos constituintes. Assim, o N" OI não precisa de um elemento morfológico para identificá-lo porque o verbo, que rege da direita para a esquerda, mantém o N" OD antecedendo-o imediatamente e o N" OI antecedendo o N" OD .

No Katukina, o COMP é inicial e FL final, sendo essa uma língua de núcleo final, apesar de ser, tipologicamente, caracterizada como língua SOV.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Sintaxe, Gramática Gerativa, Línguas Pano.

 

 

---------- (1994). Análise descritiva e teórica do Katukina-Pano. Tese de Doutorado em Lingüística. IEL- UNICAMP. 306 p. + Apêndices.

Orientadora: Profa. Dra. Charlotte Marie Chambelland Galves

 

Este estudo se insere na área de conhecimento de Lingüística Antropológica, e tem como tema central a língua Katukina da família lingüística Pano. Ele esta dividido em duas partes: uma de carácter Lingüístico Diacrônico e outro de carácter Lingüístico Sincrônico.

A primeira parte contém um único capítulo que está dividido em três itens básicos - Classificação Lingüística (1), A língua Katukina (2) e Resumo do Cap&iac ute;tulo (3).

Apresentamos na segunda parte um estudo do Katukina em quatro níveis de análise - Fonológico, Morfológico, Sintático e Lexicográfico. Cada um desses níveis estará abrangendo pa rcialmente os pontos pertinentes da língua. Esse recorte foi necessário para viabilizarmos um fio condutor de nosso trabalho, que se constrói em torno do item lexical - palavra fonológica.

O capítulo I - Fonologia - está dividido em quatro partes básicas- Estrutura Silábica (1.1.1.), Acentuação (1.2), Nasalidade no Katukina (1.3) e Conclusão do Capítulo (1.4). No conjunto dessas partes definimos o Item Lexical Padrão (ILP) e o Item Afixal Padrão (IAP). O primeiro se refere ao morfema independente - palavra - e o outro ao morfema dependente - afixo, ambos fundamentais para os demais níveis de nosso estudo.

O capítulo II - Morfologia - está dividido em oito itens; Estrutura dos Itens Lexicais (1.1.), Morfemas (2), Morfologia Nominal (3), Morfologia Verbal (4), Morfologia Adjetival (5), Morfologia Adverbial (6), Verbetes d e Morfemas (7) e Conclusão do Capítulo (8).

No capítulo III - Sintaxe - também temos oito itens. Esses itens estão ordenados da seguinte forma: Quadro Teórico (1), A Ordem do Katukina (2), Os Clíticos (3), A Interrogação (4), A Negação (5), Sujeito Nulo no Katukina (6), Nasalidade (7) e o Resumo do Capítulo (8).

O capítulo IV - Lexicografia - apresenta uma proposta para um glossário da língua. Nesse capítulo apresentamos Dados Sociolingüísticos (1.1), Discussão Teórica (1.2), As Combina ções dos ILPs e IAPs (1.3), Proposta de um Glossário Katukina (1.4.) e Conclusão do Capítulo.

Finalizando, temos a Conclusão Geral da tese, a Bibliografia e três Apêndices: Glossário Katukína (1), Textos (II) e Dados Complexos.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia, Morfologia, Sintaxe, Gramática Gerativa, Diacronia, Lexicografia, Línguas Pano.

 

 

ARAÚJO, Benedita Aparecida Chavedar (1992). Análise do Wörterbuch der Botokudensprache.

Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 114 p. + Apêndice.

Orientadora: Profa. Dra. Lucy Seki

 

O presente trabalho é um estudo de cunho filológico, elaborado a partir dos dados contidos na obra Wörterbuch der Botokudensprache do farmacéutico alemão Bruno Rudolph, publicada em 1909. Trat a-se do mais extenso material registrando a língua de um subgrupo Botocudo - os Naknanuk - habitantes das matas próximas ao distrito do Mucuri; MG.

Este trabalho analisa a grafia do autor e, a partir dela, extrai informações a respeito da estrutura fonética e faz algumas breves considerações fonológicas. Servem de controle dos dados out ras listas de palavras do subgrupo Naknanuk, bem como a língua falada pelos Krenak/Nakrehé, atuais representantes da família lingüística Botucudo, tronco Macro-Jê.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Filologia, Línguas Macro-Jê.

 

 

BARROS, Luizete Guimarães (1987). A nasalização vocálica e fonologia introdutória à língua Katukina (Páno) . Dissertação de Mestrado em Lingüís tica. IEL-UNICAMP. 112 p.

Orientadora: Profa. Dra. Maria Bernadete Marques Abaurre.

 

Esta dissertação traz os resultados da análise fonológica segmental da língua Katukína (Páno). Esta análise segue os princípios metodológicos da fonêmica cl ássica.

O primeiro capítulo oferece informações gerais sobre a família lingüística Páno, o trabalho de campo, e as obras referentes à língua Katukína.

No segundo capítulo se inicia o estudo lingüístico do Katukína, e aí classificamos os sons vocálicos e consonantais da língua do ponto de vista de sua articulação. Os fone mas vocálicos e consonantais são tratados no terceiro capítulo. Nestes dois capítulos focalizamos, basicamente, as palavras de duas sílabas porque nos atemos a dados referentes a palavras isoladas.

Dedicamos um capítulo às palavras de três e quatro sílabas - o quarto - que trata conjuntamente a sílaba e o acento, com o objetivo de explicitar as posições tomadas quanto à cl assificação dos fonemas do Katukína.

O quinto capítulo investiga uma particularidade fônica - a nasalização vocálica - a níveis sintático e morfológico. Este capítulo trata de combinação de mor femas nominais e pessoais nas construções oracionais, na intenção de observar o papel da nasalização como índice de determinação do sujeito.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Nasalização, Línguas Pano.

 

 

BERNALES LILLO, Mario (1995). Toponímia Pré-Hispânica e Hispânica do Sul de Chile. Tese de

Doutorado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 163. p.

Orientador: Prof. Dr. Ataliba Teixeira de Castilho.

 

O objetivo desta tese é descrever e analisar os topônimos pré - hispânicos e hispânicos da Nona Região ou Região da Araucania (paralelos 37o a 40o de latitude) no sul do Chile.

Ao desenvolver esta pesquisa, desejou-se também estudar outras perspectivas de análise sobre os nomes, que superaram a tradicional apresentação do topônimo em seus aspectos etimológicos e sem ânticos, ao privilegiar a motivação inicial que inspirou o criador do nome no momento em que batizou vales, rios, lagos, montes, rochas, etc.

Para conseguir o objetivo da pesquisa, decidiu-se reunir um corpus toponymicus representativo, confiável e homogêneo, suscetível de comparação. O método aplicado foi o geográfico - lin güístico, amplamente conhecido nos esstudos dialetais.

A maioria dos topônimos coletados são de origem mapuche (2.465 nomes, 64,8%), e através destes observa-se o estreito vínculo do indígena com sua terra e o seu conhecimento da natureza. Por outro lad o, os nomes hispânicos não são tão abundantes na região (1.261 nomes, 33,2%) quanto os topônimos das colônias européias não hispânicas. Eles têm pouca representatividade (73 nomes, 1, 92%).

O corpus coletado na região selecionada, tanto de base mapuche quanto hispânica, foi classificado de acordo com a origem dos nomes, considerando-se como referência os aspectos da geografia física, das manif estações vitais e da criação semântica metafórica.

No capítulo final, discutem-se as principais questões observadas em relação à produtividade lexical e à formação morfológica dos topônimos (lexemas e morfemas liv res ou presos), a partir das ocorrências verificadas no corpus toponymicus. Tal estudo compreende uma análise preliminar do processo lexical e dos mecanismos da formação dos nomes de lugar, segundo os critérios morfol&oa cute;gicos e semânticos.

Nas conclusões da pesquisa fala-se sobre as principais fontes de inspiração que ambas as culturas compartilham, ou seja, sobre as linhas diretrizes ou eixos êmicos que se relacionam com a visão do m undo de cada povo. No caso dos espanhóis seriam a "Cruz", a "Espada" e o "Diabo"; no caso dos mapuches, o meio natural (morfotoponímia) é a dimensão mágica (mitotoponímia).

Finalmente, o glossário dos topônimos citados em cada capítulo e as bibliografia especializada fecham a pesquisa.

 

PALAVRAS-CHAVE: Dialetologia, Toponímia, Lexicologia, Línguas de Chile.

 

 

BORGES, Luiz Carlos (1991). A Língua Geral Amazônica: aspectos de sua fonêmica. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 101 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Esta dissertação apresenta os resultados de uma análise preliminar da Língua Geral Amazônica (LGA) (alto Rio Negro (AM)), segundo os princípios metodológicos da fonêmica c lássica, e trata de dois

aspectos fonológicos deste língua: o segmento e a sílaba. Encontra-se dividida em dois grandes cenários: o fonético e o fonológico.

No primeiro cenário, há a apresentação dos segmentos fonético da LGA, a partir de um modelo articulatório, separando-se os segmentos nativos dos empréstimos, além de conter uma breve descrição da sílaba fonética.

No cenário fonológico ocorrem as interpretações fonêmicas dos segmentos; a análise do padrão e dos tipos silábicos, da nasalidade e do acento de intensidade. Também neste cenário, quanto à fonologia de segmentos, os fonemas nativos são apresentados em separado dos emprestados.

Contém , ainda, um anexo com mapas da região do alto Rio Negro, a distribuição lingüística dos moradores e a questão das identidades.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Língua Nheengatú, Línguas Gerais.

 

 

BRAGA, Alzerinda de Oliveira (1992). A fonologia segmental e aspectos morfofonológicos da língua Makurap (Tupí). Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 76 p.

Orientadora: Profa. Dra. Maria Bernadete Marques Abaurre.

 

O presente trabalho tem por objetivo apresentar uma análise fonética, fonológica e morfofonológica da língua falada pelo povo Makurap (Tupi) que vive no Posto Indígena Guaporé - antig o Ricardo Franco -, no município de Guajará-Mirim em Rondônia. No primeiro capítulo apresentamos os sons da língua makurap e sua classificação. No segundo capítulo apresentamos os fonemas, sua classif icação e distribuição dos alofones. No terceiro capítulo falamos de alguns processos fonológicos que ocorrem em juntura de morfemas e/ou palavras. As informações sobre P.I. Guaporé, popula&cce dil;ão e situação lingüística, são dadas na introdução assim como informações sobre os dados, o trabalho de campo, a natureza desta Dissertação e o modelo escolhido.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia, Morfofonologia, Línguas Tupí.

 

 

BRAGGIO, Sílvia Lúcia Bigonjal (1981). Aspectos fonológicos e morfológicos do Kadiwéu. Dissertação

de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 76. p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Este é um ensaio de análise fonológica da estrutura nuclear do verbo da língua Kadiwéu falada no sul do Pantanal Matogrossense. O enfoque é basicamente gerativo e o estudo incide particularm ente sobre a morfologia da expressão de pessoa -sujeito e objeto- no verbo. Os dados submetidos à análise provêm em parte do trabalho de campo da autora, em parte de estudos anteriores de Glyn Griffiths e de Cynthia Griffiths.

A dissertação está dividida em três capítulos. No primeiro são apresentados os segmentos fonéticos e são despreendidos os fonemas segmentais atribuídos à estrutura fonológica e são expostos alguns processos fonológicos gerais. No segundo, são elaborados as regras morfofonêmicas relevantes para a descrição da estrutura nuclear do verbo. No terceiro, apresenta-se a estr utura morfológica nuclear do verbo Kadiwéu.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia Gerativa, Morfologia Verbal, Línguas Guaikurú.

 

 

CAMPETELA, Cilene (1997). Análise do sistema de marcação de caso nas orações independentes da

língua Ikpeng (Karib). Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 162.p.

Orientadora: Profa. Dra. Lucy Seki.

 

Esta dissertação apresenta uma análise preliminar do Sistema de Marcação de Caso nas Orações Independentes da Língua Ikpeng (Karib), mais conhecida como "Txikão". Esta língua é falada por cerca de duzentas pessoas, localizadas na região do Alto Xingu, estado do Mato Grosso.

Na dissertação descreve-se, ainda, alguns aspectos da fonologia e da morfossintaxe do Ikpeng, relevantes para a análise proposta, tendo em vista que, até recentemente, a língua não possuí ;a nenhuma análise gramatical.

 

PALAVRAS-CHAVE: Línguas Karíb, Tipologia, Gramática, Línguas do Xingu.

 

 

CÂNDIDO, Gláucia Vieira (1998). Aspectos fonológicos da língua Shanenawá (Pano). Dissertação de

Mestrado em Lingüística. IEL UNICAMP. 137 p.

Orientador: Prof. Dr. Angel H. Corbera Mori

 

Esta dissertação apresenta uma descrição fonética e fonológica da língua Shanenawá (Pano), que é falada por um povo localizado às margens do rio Envira, no munic&iac ute;pio de Feijó, Estado do Acre, Brasil.

O trabalho está estruturado em três partes básicas, além de dois apêndices contendo um vocabulário básico e mapas para a localização da área Shanenawá, e da bibl iografia,

A primeira parte é dedicada a informações gerais sobre o povo e a língua Shanenawá e a uma discussão sobre a classificação das línguas da família Pano. Inclui-se aind a, nesta parte, a metodologia usada no trabalho de campo para a coleta dos dados utilizados nesta dissertação.

A segunda parte trata da descrição fonética dos sons das língua e da análise fonêmica desses sons, a qual foi feita de acordo com as noções de contraste, variação livr e, e distribuição complementar.

A terceira parte segue tratando da fonologia da língua. Desta feita, as análises baseiam-se em teorias mais atuais, ou seja, as fonologias não-lineares ou autossegmentais. Esta parte aborda a estructura siláb ica, o acento e os principais processos fonológicos como: a ocorrência dos glides labial [w] e palatal [j] em posições de Onset e Coda; a assimilação de consoantes nasais em posição de Coda; a nasalid ade das vogais e a palatalização de consoantes coronais em ambientes de vogais anteriores e do glide palatal [j].

 

 

PALAVRAS-CHAVE: Línguas Indígenas, Fonologia, Língua Shanenawá, Família Pano.

 

 

CAVALCANTE, Marita Pôrto (1987). Fonologia e morfologia da língua Kaingáng: o dialeto de São

Paulo comparado com o do Paraná. Tese de Doutorado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 144 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Este trabalho é um ensaio de análise fonológica do dialeto de São Paulo da língua Kaingáng (família lingüística Jê) em comparação com o dialeto do Para ná. A análise do dialeto paulista se baseia inteiramente em dados colhidos pela autora em trabalho de campo realizado no Posto Indígena Vanuíre, município de Tupã, SP. A fonologia do dialeto do Paraná foi r eanalisada a partir dos estudos de Wiesemann e Kindell. A análise fonológica foi estendida aos processos morfológicos, particularmente desenvolvidos no dialeto do Paraná. As descrições fonológicas dos dois dialetos, feitas segundo a fonologia gerativa standard de Chomsky e Halle, são apresentadas nos capítulos I (São Paulo) e II (Paraná). No capítulo III são descritos os processos morfológicos dos dois dialet os. O capítulo IV representa uma tentativa de formalização dos processos fonéticos intrassegmentais, dos quais o modelo gerativa standard não dá conta. Por outra parte, com base no confronto dos dois dialetos, lev anta-se a hipótese de que o estado de obsolescência em que se encontra o dialeto de São Paulo é responsável pela grande margem de flutuação no desempenho fonético de seus falantes e pela reduç& atilde;o ou eliminação de processos morfológicos que o caracterizam.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia Gerativa, Nasalização, Dialetologia, Línguas Jê.

 

 

COMODO, Cristina Helena Rohwedder (1981). Concordância em Mundurukú. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 54 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Cf. também: GONÇALVES, Cristina Helena Rohwedder Comodo (1987).Concordância em Mundurukú. Campinas: Editora da UNICAMP. (Série Línguas Indígenas).

 

A língua Mundurukú apresenta uma série de raízes nominais que têm a propriedade de repetir-se nos constituintes sintáticos imediatamente vinculados aos nomes que as têm como base. Espec ificamente, no âmbito da locução nominal a raiz classificadora que é base do núcleo da locução se repete nos demonstrativos e nos quantificadores; no âmbito da oração, a raiz classificado ra que é base do nome ou da locução nominal afetada pelo predicado (i.e., sujeito de oração intransitiva ou descritiva, ou objeto de verbo transitivo) se repete na estrutura do verbo.

A repetição das raízes classificadoras pode ser tratada como um sistema de concordância que opera ao nível da locução nominal, afetando certos determinantes (quantificadores e demonstr ativos), como por exemplo i3 ja3-ba4 a2ko3-ba4 ‘aquela banana’, e no nível da oração, afetando os verbos, como por exemplo em a2ko3-ba4 oÈ 3-su2-ba-È o3 ‘ele comeu a banana’.

Nesta dissertação expõe-se em detalhe a concordância na locução nominal e nas orações intransitivas, transitivas e descritivas e propõe-se a formalização de regras transformacionais para explicar sua derivação como processos de cópia de propriedades.

 

PALAVRAS-CHAVE: Gramática Gerativa, Sintaxe, Línguas do Tronco Tupí.

 

 

CORBERA MORI, Angel H. (1994). Fonologia e Gramática do Aguaruna (Jívaro). Tese de Doutorado

em Lingüística. IEL-UNICAMP. 385 p.

Orientadora: Profa. Dra. Lucy Seki.

 

A tese apresenta uma descrição da fonologia e gramática da língua Aguaruna (família lingüística Jívaro), falada por 45 mil pessoas que habitam a região norte da Amazô ;nia Peruana.

O trabalho vem estruturado em seis capítulos, a bibliografia e um apêndice contendo um vocabulário básico e mapa das aldeias aguarunas.

O capítulo 1, introdutório, é dedicado a informações gerais sobre a nação e a língua Aguaruna, incluindo discussão sobre as possíveis origens dos etnônimos Jívaro e Aguaruna, e sobre a classificação do Jívaro no contexto das classificações lingüísticas de autores como Brinton (1891), Greenberg (1960, 1987), Mason (1950), Payne (1981) e Kaufman (1991). Ess e capítulo inclui ainda: 1) descrição da situação sócio - econômica e da localização mais específicca dos falantes, 2) apresentação da metodologia de trabalho de campo e os objetivos da tese.

O capítulo 2 trata da fonologia da língua: os fonemas (vogais e consoantes), estrutura da sílaba, características do acento e principais processos fonológicos como: alongamento, desvozeamento, qued a e nasalização de vogais, queda e desnasalização de consoantes. Discute-se também a relação entre a consoante nasal velar / N / e a fricativa glotal nasalizada [ h) ].

No capítulo 3 são apresentadas as características tipológicas da língua Aguaruna, principalmente a ordem de constituintes, e são definidos alguns conceitos gramaticais como Frase, Oraç ;ão, Sintagma, Palavra, Tema e Raiz, todos eles em relação à língua.

O capítulo 4 trata dos processos de flexão e derivação e as características morfológicas e sintáticas relacionadas com as categorias Nome, Adjetivo, Advérbio, Pronome e Part&ia cute;culas.

Os verbos, seus processos de flexão e derivação e suas categorias, são tratados no capítulo 5.

O último capítulo apresenta os tipos de frases e os processos de subordinação sintática.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia Não-Linear, Morfologia, Sintaxe, Tipologia, Línguas Jívaro.

 

CUNHA , Péricles (1987). Análise fonêmica preliminar da língua Guajá. Dissertação de Mestrado. IEL- UNICAMP. 68 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Esta dissertação consiste na apresentação dos resultados da análise preliminar da fonologia da língua Guajá, efetuada segundo os princípios da fonémica clássica. Após a apresentação dos repertórios dos sons da língua Guajá (cap.2) e de alguns processos assimilatórios percebidos, tais como laringalização, nasalização regressiva e harmonia vocálica (cap.3), apresentam-se as características da estrutura silábica e do acento de intensidade, os fonemas segmentais, sua distribuição e variação (cap. 4).

A ampla margem de variação detectada pela análise dos dados foi interpretada como caracterizando uma instabilidade fonológica (cap. 5). A harmonia vocálica é apresentada como um processo his tórico mas identificam-se alguns indícios de sua vigência sincrônica (cap. 6). Uma hipótese de carácter socio-lingüístico é levantada na conclusão (cap. 7) sobre uma das possíveis ca usas da variedade de casos de flutuação que provavelmente se correlaciona com a situação social (heterogeneidade e pequeno número de pessoas) da comunidade estudada.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Línguas Tupí-Guaraní.

 

 

D’ANGELIS, Wilmar da Rocha (1998). Traços de modo e modos de traçar geometrias: línguas Macro-Jê

& teoria fonológica. Tese de Doutorado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 420 p. vols. I, II

Orientadora: Profa .Dra . Eleonora Cavalcante Albano

 

 

Esta tese dos limites da representação autossegmental e das geometrias de traços aplicados a atos atestados no Kaingang, uma língua indígena da família Jê, inclui-se também refer&ec irc;ncias a fatos presentes em outras línguas Jê como o Xokleng e o Maxakali. O autor focaliza o estudo das consoantes nasais primárias que se manifestam foneticamente como pós e pré-oralizada numa posição d e onset ou coda de sílaba que contem vogal oral. Trata, também, das circum-oralizadas, como [bmb] que são originadas em posição inter-vocálica não-nasal. Uma boa parte da tese está dedicada à análise crítica do tratamento dado desses fatos por outros autores que vão desde uma descrição tagmêmica, passando pela fonologia gerativa padrão, e chegando até as análises mais atuais sob o m odelo autossegmental. Finalmente, o autor propõe suas próprias contribuições a partir do arcabouço teórico proposto por Piggott (1992) e Rice (1993) para a redefinição e alocação do tra ço nasal. Soma-se a isto, a proposta de Steriade (1993) para a representação de segmentos complexos. Como parte final da tese, o autor apresenta um breve panorama das críticas levantadas sobre a abstração dos mode los fonológicos, e propondo como alternativa os modelos dinâmico-articulatórios baseados na noção de gesto.

 

 

PALVRAS-CHAVE: Línguas indígenas, Fonologia, Família Jê, Língua Kaingang, Nasalidade

 

 

EVERETT, Daniel Leonard (1979). Aspectos da fonologia do Pirahã. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 142 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

Esta dissertação trata de três aspectos fonológicos básicos da língua Pirahã (Rio Maici, AM), os quais são: o segmento, a sílaba e o discurso. As seções mai s importantes são:

(1) a discussão sociolingüística a propósito dos segmentos,

(2) as regras tonais e a colocação das fronteiras silábicas,

(3) a apresentação dos níveis acima da sílaba.

Na discussão sociolingüística sugiro uma maneira de incorporar restrições sociais nas regras fonológicas, criticando, ao mesmo tempo, a "fonêmica sistemática" por exclui r das regras este tipo de informação. Concluo nesta seção que a distribuição dos segmentos [ l& 7 ] e [ bâ ] é limitada às mulheres na maioria das situações. Os homens só usam estes segmentos numa situação especificada pelo traço [ + familiar] que permite seu uso.

Ao nível silábico, as regras que definem as fronteiras silábicas se baseiam tanto em fenômenos universais, quanto no comportamento da acentuação no Pirahã. A previsão da acentu ação depende da relação entre os tipos silábicos e suas posições lineares na palavra fonológica.

Quanto aos níveis acima da sílaba, seguindo as sugestões de Mayers (1978), postulei os níveis de: discurso, sentença, locução e palavra.

A noção de hierarquia, a qual me refiro nesta dissertação, é uma noção desenvolvida por Pike (1967, 1976), ao passo que a maioria dos outros conceitos vem da tradição ge rativa.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonologia Gerativa, Sociolingüística, Línguas Múra.

 

 

 

--------- (1983). A língua Pirahã e a teoria da sintaxe: descrição, perspectivas e teoria. Tese de Doutorado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 410 p. 2 vol.

Orientadora: Profa. Dra. Charlotte Marie Chamberlland Galves.

 

Tese publicada em (1991) pela Editora da UNICAMP (Série Línguas Indígenas).

 

A tese divide-se em duas partes. Na primeira, propõe-se uma análise ateórica do pirahã da frase até o fonema . Esta subdivide-se em três capítulos: (I) A SINTAXE DA SENTENÇA; (I I) A SINTAXE LOCUCIONAL; (III) RESUMOS (da morfologia e fonologia). Nesta primeira parte, evita-se o uso de termos técnicos a fim de que qualquer pessoa possa acompanhar a discussão sem precisar de um conhecimento extenso de lingü&iacut e;stica.

A segunda parte subdivide-se em dois capítulos. O primeiro é uma discussão das implicações epistemológicas do desenvolvimento da teoria chomskyana e importância de uma perspectiva epis temológica, não apenas na escolha de uma determinada teoria, mas também na coleta de dados no trabalho de campo. O segundo capítulo apresenta uma visão geral de uma gramática gerativa do pirahã, analisando especialmente o problema da co-referência entre termos dependentes e seus antecedentes.

Inclui-se dois apêndices para ajudar a entender a língua pirahã e a teoria Chomskyana. O primeiro contém uma lista de mais de trezentas e quarenta palavras topicalizadas (com a tradução, segu indo a ordem alfabética do Português); o segundo, uma série de definições e discussões de mais de cem termos técnicos da teoria chomskyana.

A versão da teoria sintática usada aqui é a teoria atual de Chomsky - a chamada teoria de "regência e vinculação".

 

PALAVRAS-CHAVE: Sintaxe Gerativa, Tipologia, Epistemologia da Lingüística, Línguas Múra.

 

 

FARGETTI, Cristina Martins (1992). Análise Fonológica da língua Jurúna. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 124 p.

Orientadora: Profa. Dra. Lucy Seki.

 

 

Este trabalho constitui uma primeira análise fonológica da língua Jurúna (família Jurúna, Tronco Tupí). Pretende contribuir para o conhecimento da língua e para estudos compara tivos posteriores (históricos e tipológicos), razões pelas quais é apresentada quantidade grande de exemplos.

A introdução contém considerações referentes ao trabalho de campo (metodologia), dados, informantes e modelo teórico adotado na análise fonológica (fonêmica).

O capítulo 1 traz informações sobre o povo jurúna, sua língua, bem como a situação lingüística na comunidade.

No capítulo 2 são apresentados o inventário e a distribuição dos sons consonantais e vocálicos da língua.

O capítulo 3 subdivide-se em : I) Fonologia Segmental e II) Fonologia Suprassegmental (tom e acento). Na primeira parte são apresentados os fonemas consonantais e vocálicos, incluindo ainda uma discussão sobre a propagação da nasalidade e a distribuição dos fonemas na sílaba e na palavra.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Línguas do Tronco Tupí.

 

 

FERRAREZI, Junior Celso (1997). Nas águas dos Itenês: um estudo semântico com a língua Moré.

Dissertação de Mestrado. IEL - UNICAMP. 247 p.

Orientador: Prof. Dr. Rodolfo Ilari.

 

 

A hipótese do relativismo lingüístico, resultante dos estudos de Whorf, com base nas idéias de Sapir e que supõe que a linguagem determina o pensamento, se configura problemática por vá rios aspectos, entre eles, sua vaguidade. As intuições que as idéias de Boas, Sapir e Whorf refletem, porém, podem ser organizadas em uma hipótese mais ampla que é designada neste trabalho como hipótese da interinfluência entre linguagem, pensamento e cultura. A linguagem é considerada em sua dimensão de "língua", o pensamento como o conjunto de todos os instrumentos desenvolvidos por uma comunidade para controlar a pr&o acute;pria comunidade. Para comprovar esta hipótese, colheram-se dados da língua moré, falada pelo povo moré, uma das etnias Txapakura, povos da Amazônia. Esses dados foran contextualizados culturalmente, através d a apresentação de informações sobre a história e a cultura morés, bem como de categorias nativas utilizadas por esse povo que refletem sua visão de mundo, de forma a que se pudesse entender os valores do pe nsamento e da cultura morés expressos em sua língua. Apresenta-se, para que se possa entender os dados da língua, uma sucinta descrição de aspectos da morfologia e da sintaxe da língua moré, concluindo-se o trabalho com a análise aprofundada da significação de nomes utilizados na língua. A partir da significação dos nomes morés se pôde verificar de que maneira eles refletem os valores da cultura e do pe nsamento morés, atuando como forma de expressão e mesmo estabelecimento destes mesmos valores, de forma que a própria língua acaba por influenciar o pensamento e a cultura, em um processo cíclico.

 

PALAVRAS - CHAVE: Línguas Indígenas, Semântica, Línguas Txapakura, Língua Moré

 

 

GABAS, Júnior Nilson (1989). Estudo fonológico da língua Karo (Arara de Rondônia). Dissertação de Mestrado. IEL-UNICAMP. 85 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

 

A presente dissertação é uma contribuição para a fonologia da língua Karo de Rondônia, pertencente à família lingüística Ramaráma do tronco Tupí .

São apresentados primeiramente os segmentos fonéticos do Karo bem como seus respectivos ambientes de ocorrência. A seguir (capítulo 2), partindo dos critérios clássicos da fonêmica (var iação livre, distribuição complementar e oposição), chega-se à caracterização do quadro fonológico da língua.

No capítulo 3 são mostrados os padrões silábicos, seguindo-se a isto (capítulo 4) a descrição dos processos de propagação de nasalidade condicionada por contexto fonol&o acute;gico.

No capítulo 5 descrevem-se três tipos de processos de sândi interno encontrados no Karo.

No capítulo 6 mostra-se que o acento é predizível, sendo condicionado por três fatores fonológicos distintos: pelo tom, pela nasalidade e pela qualidade do fonema que inicia a última sí ;laba das palavras.

O capítulo 7, por fim, é dedicado ao tom. O Karo opera com um sistema de tom (três tons fonéticos, dos quais apenas dois são distintivos fonologicamente), que serve para distinguir o significado das palavras. Há ainda um processo de assimilação tonal que é condicionado pelos segmentos consonantais da língua.

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Morfofonêmica, Línguas do Tronco Tupí.

 

 

GUALDIERI, Cecilia Beatriz (1998). Mocovi (Guaicuru). Fonologia e morfossinatxe. Tese de Doutorado

em Lingüística. IEL-UNICAMP. 316 p.

Orientadora: Profa. Dra . Lucy Seki

 

Esta tese compreende cinco capítulos contendo informações gerais sobre a cultura e língua do povo Mocovi, língua da família Guaicuru falada por aborígines que habitam comunidades localiza das no sul da província do Chaco e no norte da província de Santa Fe, na Argentina.

No capítulo I, a autora apresenta referências históricas e atuais do povo e língua Mocovi. Inclui informações sobre a metodologia de trabalho de campo e os objetivos da tese. No capítulo II, há uma descrição da fonología da língua, sendo alguns processos fonológicos tratados sob uma visão dos aportes das teorias fonológicas Não-lineares. Um esboço da tipologia sint&aacu te;tica da língua, em termos da ordem dos constituintes e marcação de caso, é discutido no capítulo III. Nesse capítulo inclui-se também uma descrição dos tipos de sentenças, nega&ccedi l;ão e as formas de passivização. No capítulo IV, apresenta-se a morfologia nominal relacionada com os processos de flexão e derivação, características morfossintáticas dos Nomes, uma apertada descrição dos classificadores e formas de expressar conceitos adjetivais. Finalmente, o capítulo V está dedicado à morfologia verbal, onde se inclui também uma descrição dos advérbios e das p artículas.

 

 

PALAVRAS-CHAVE: Família Guaicuru, Língua Mocovi, Fonologia, Morfossinatxe

 

 

GUEDES, Marymarcia (1983). Subsídios para uma análise fonológica do Mbö á. Dissertação de Mestrado em Lingüística. IEL-UNICAMP. 50 p.

Orientador: Prof. Dr. Aryon Dall’Igna Rodrigues.

Dissertação publicada em 1991 pela Editora da UNICAMP, Série Línguas Indígenas.

 

 

Este trabalho visa a fornecer subsídios para uma análise da fonologia do dialeto Mbö á, da língua Guaraní, da família Tupí-Guaraní do tronco Tupí, falado em Parelheiros e outras localidades do Estado de São Paulo.

Partindo dos dados fonéticos registrados pela autora, são examinados primeiramente a constituição silábica e a ocorrência de acento de intensidade nas palavras do Mb ö á. Propõe-se a distinção de dois acentos de intensidade, um oral e o outro nasal.

Analisa-se a ocorrência e distribuição dos segmentos assilábicos e silábicos e determina-se quais as unidades distintivas na representação fonológica desta língua. S&atil de;o discutidos mais particularmente os segmentos nasais e pré - nasalizados, o contraste entre o segmento [h] pertencente à representação fonológica e o segmento [h] introduzido automaticamente em palavras cujo padr&ati lde;o silábico é #---V. / V@ # ou #--V. / V) #.

Uma vez atribuída a nasalidade ao acento de intensidade nasal, a ocorrência de vogais nasais é considerada secundária e superficial.

 

 

PALAVRAS-CHAVE: Fonêmica, Dialetos do Guaraní.

 

 

----------(1993). Sö wj& a Me) kape) re) ra. Suyá : a língua da gente "um estudo fonológico e gramatical". Tese

de Doutorado em Lingüística. IEl-UNICAMP. 276 p.

Orientador: Prof. Dr. Luiz Carlos Cagliari.

 

Este trabalho tem como objetivo principal o estudo de aspectos da fonologia, da morfologia e da sintaxe do Suyá.

Na fonologia, observou-se a existência de alofonia em relação aos fonemas consonantais, característica comum às línguas da família Jê.

A análise morfológica revela que o Suyá apresenta uma série de marcadores de caso, diferenciando-a de outras línguas da mesma família.

Quanto à sintaxe, observou-se que o padrão mais recorrente dos constituintes oracionais é SOV. O Suyá apresenta estruturalmente características pertinentes a línguas aglutinantes, sendo, apa rentemente uma língua "split".

Este trabalho se constitui, também, de um panorama das classificações das Línguas da Família Jê, de estudos realizados com outras línguas da mesma família, mais especificamente, o Xavante, o Xerente, o Kanela-Krahó, o Kayapó, o Tapayuna, o Apinayé e o Panará e de um panorama dos estudos realizados até o presente momento com a língua Suyá. Somando-se, ainda, uma breve discuss&atild e;o sobre a questão língua/dialeto.

 

 

PALAVRAS-CHAVE: Análise Tagmêmica, Fonêmica, Morfologia, Sintaxe, Línguas Jê.

 

 

 

 

Angel Corbera Mori

Departamento de Lingüística

IEL-UNICAMP

C.P. 6045. CEP. 13.081-970

Campinas, SP. Brasil.

E-Mail: angel@obelix.unicamp.br


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