ESTUDOS BÍBLICOS
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NATUREZA DO HOMEM

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O Grande Conflito
Os Dois Concertos
Sábados Cerimoniais
Sábado para o Domingo
Salvação

2.ª Consideração:

  • "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo." (Mateus 10:28).

Querem provar, com este texto que há corpo e alma imortal. Mas se o texto prova alguma coisa é que a alma é perecível, pois diz: "perecer... a alma e o corpo. Alma aqui tem o sentido de "vida", a "natureza espiritual do homem". Temos a promessa da vida eterna que os ímpios não podem tirar, ainda que nos matem, e neste sentido é que eles não podem matar a alma. Se somos crentes fiéis a Deus, ainda que nos matem, não pereceremos. "Espírito, alma e corpo" é uma forma redundante e enfática de definir a personalidade integral do homem.

 

3.ª Consideração:

  • "... um espírito não tem carne nem ossos." (Lucas 24:39).

Os aterrorizados discípulos, descrentes na ressurreição de Cristo, julgavam ver uma "aparição", e não uma pessoa física. Quando Jesus andava sobre o mar, também julgavam ver um "fantasma", ou "espírito" conforme a crença popular.

  • "Na quarta vigília da noite, foi Jesus ter com eles, andando por sobre o mar. E os discípulos, ao verem-No andando sobre as águas, ficaram aterrados e exclamaram: É um fantasma! E, tomados de medo, gritaram. Mas Jesus imediatamente lhes disse: Tende bom ânimo! Sou Eu. Não temais!" (Mateus 14:25 a 27)

E o ilustre comentarista Broadus nos confirma: "Os discípulos criam em aparições, como também os judeus (excetuando-se os saduceus), e todas as nações parecem naturalmente inclinadas a essa crença. A opinião dos apóstolos, naquele tempo, não tem autoridade para nós, uma vez que eles ainda nutriam muitas noções errôneas, das quais só foram libertados pela subseqüente inspiração do Confortador que lhes fora prometido." - Broadus, Comentário ao Evangelho de S. Mateus, vol. 2, pág. 56.

Também o notável Willinston Walker, em sua obra de história eclesiástica, falando da idéia da imortalidade natural registra: "Os fariseus ensinavam a existência de espíritos tanto bons como maus... opinião que recebeu grande impulso das idéias pérsicas. Acreditavam [os fariseus]... no galardão e suplício eterno, idéias que tiveram grande desenvolvimento nos dois séculos antes de Cristo... Os discípulos de Cristo saíram da camada religiosa imbuída destas idéias." - Willinston Walker, História da Igreja Cristã, pág. 21.

Aí está a gênese da idéia pagã imortalista que se infiltrou na teologia popular cristã. Segundo a Bíblia, Deus é espírito, os anjos são seres-espíritos, mas nunca o homem. A palavra espírito (em hebraico neshamah ou ruach e em grego pneuma) é empregada nas Escrituras com diversidade de sentidos, como:

  • Faculdades morais e intelectuais, caráter, pensamento:

 

Ezequiel 11:5

Filipenses 1:27

Lucas 1:17

Isaías 19:14

Romanos 1:9

II Timóteo 1:7

Tiago 3:16

 

I Coríntios 4:20 e 21

Romanos 7:6

Tessalonicenses 2:1 e 2

  • Com o sentido de ânimo e energia:

Gênesis 45:27

Juízes 15:19

Jó 17:1

Provérbio 15:13

Ezequiel 18:31

Daniel 7:15

Ageu 1:14

Salmo 143:7

Provérbio 17:22

I Samuel 30:12

  • Com o sentido de fôlego:

Jó 14:10

Jó 27:2 a 4

Lucas 8:55

Eclesiastes 12:7

Gênesis 7:15

Salmo 146:4

Tiago 2:26

Apocalipse 11:11

  • Com o sentido de vida:

Jó 12:10

I Coríntios 5:5

Apocalipse 13:15

  • Com o sentido de poder divino:

Gênesis 1:2

Isaías 44:3 e 4

Isaías 61:1

I Coríntios 6:19 e 20

  • Com o sentido de anjo:

Atos 8:26 comparar com o verso 29

Hebreus 1:13 e 14

II Crônicas 18:18 a 20

No entanto em nenhum caso espírito significa "entidade abstrata e imortal, que sobrevive à matéria." A palavra alma (em hebraico nephesh, e em grego psyché), também tem largo emprego na Bíblia, ora significando vida, pessoa, criatura:

Gênesis 36:6

Ezequiel 13:17 a 20

Salmo 109:20

Provérbio 11:30

Atos 2:41

Gênesis 46:15

Jeremias 52:29 e 30

Levítico 17:12

Ezequiel 22:25

Atos 3:23

E abaixo reconsideramos os textos apresentados por aqueles que mantém a idéia do imortalismo:

  • Gênesis 35:18: "Ao sair-lhe a alma (porque morreu)..." Moffatt traduz assim: "E foi-lhe a vida dele (pois morreu)..."

  • I Reis 17:22, que trata da ressurreição do filho da viúva de Sarepta, Moffatt traduz: "... a vida do menino voltou, e ele reviveu." - Jamais teve o sentido de "entidade consciente e imortal". Isto é puro paganismo que as denominações populares não fazem mais do que repetir.

4.ª Consideração:

  • "Ora, Deus não é Deus de mortos, porém de vivos; porque para Ele vivem todos." (Lucas 20:38).

Querem que isto prove a imortalidade do homem, e para isso fogem da realidade dos fatos. Aos saduceus que negavam a ressurreição, Jesus diz: "E acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou..." Mateus 22:31, e conclui: "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos." Cristo de modo nenhum Se referia à continuação da vida após a morte, mas à ressurreição, significando claramente ser a ressurreição a única porta pela qual os mortos poderão voltar à vida.

"Das 283 passagens bíblicas sobre 'espírito' (excetuando-se as 305 que mencionam espírito - Poder Divino), e nas conotações apresentadas, nada há de indicativo que sai de dentro do homem algo que tenha forma e se identifique como um ser - vaporoso, translúcido ou silhuético. Conquanto haja nas Escrituras estas variadas formas em que alma e espírito são empregados, não há delas qualquer indício que signifiquem uma "entidade abstrata que sobrevive à matéria". Não há na Bíblia nenhum texto que autorize a doutrina de uma alma ou um espírito imortais. Só Deus é imortal. (I Timóteo 1:17; I Timóteo 6:16)." - Lourenço Gonzalez, Assim Diz O Senhor,  7.ª ed., 1997, págs. 279 e 280.

 

 

 

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