ESTUDOS BÍBLICOS
NISTO CREMOS!

BATISMO ESPIRITUAL E DONS DO ESPÍRITO

ESTUDOS
O Batismo e a Ceia
O Bode Emissário
O Grande Conflito
Os Dois Concertos
Sábados Cerimoniais
Sábado para o Domingo
Salvação

O Espírito Santo Poderá Retirar-se. "De quanto mais severo castigo julgais vós será considerado digno aquele que calcou aos pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da aliança com o qual foi santificado, e ultrajou o Espírito da graça?" (Hebreus 10:29). Os que resistem ao Espírito de Deus, ofedendo-O até que vá embora, não sabem até onde Satanás os levará. Quando o Espírito Santo Se afasta do homem, este fará imperceptivelmente certas coisas que outrora encarava, de maneira correta, como evidente pecado. A menos que atenda às advertências, envolver-se-á num engano que, como no caso de Judas, o levará a tornar-se traidor e cego. Seguirá passo a passo as pegadas de Satanás. Quem, então, poderá lutar eficazmente contra ele? Pleitearão os pastores com ele e por ele? Todas as suas palavras são como conversas infundadas. Tais almas têm a Satanás como companheiro favorito, para desvirtuar as palavras proferidas e levá-las ao seu entendimento sob falsa luz.

Quando o Espírito de Deus é entristecido de tal modo que venha a retirar-Se, todo apelo feito através dos servos do Senhor é inexpressivo para eles. Interpretarão mal cada palavra. Zombarão e escarnecerão das mais solenes advertências bíblicas, as quais, não houvessem eles sido fascinados por instrumentos satânicos, os fariam tremer. Todo apelo feito a eles é inútil. Não prestam atenção a repreensões e conselhos. Desprezam todas as instâncias do Espírito e desobedecem aos mandamentos de Deus que outrora defendiam e enalteciam. As palavras do apóstolo bem podem aplicar-se a tais pessoas: "Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade?" (Gálatas 3:1). Seguem o conselho de seu próprio coração até que a verdade deixa de ser verdade para eles. Barrabás é escolhido, e Cristo é rejeitado.É essencial viver toda palavra de Deus; do contrário, nossa velha natureza se reafirmará constantemente. É o próprio Espírito Santo, a graça redentora da verdade na alma, que torna os seguidores de Cristo um, uns com os outros, e um com Deus. Só Ele pode expelir a inimizade, a inveja e a incredulidade. Ele santifica todas as afeições. Restaura a alma desejosa e voluntária, do poder de Satanás para Deus. Este é o poder da graça. É um poder divino. Sob a sua influência, há uma mudança dos velhos hábitos (costumes e práticas que quando acalentados, separavam a alma de Deus); e a obra da santificação prossegue na alma, avançando e se ampliando constantemente. - (Review and Herald, 12 de outubro de 1897) - Ellen G. White, E Recebereis Poder, 1.ª ed., 1999, pág. 34.

O Espírito Santo e os Dons Necessários. Paulo ensinou e advertiu que os cristãos buscassem com zelo os dons espirituais. Paulo sabia desta necessidade, porém não desconhecia o fato de que, nesta busca, se feita desastradamente, fora do plano do Céu, poderia haver grande confusão e perversão que conduziria a malefícios para o cristão e a igreja. Cremos sinceramente nos dons espirituais. Achamo-los fundamentais e necessários hoje. Mas como pesquisadores do Livro Santo, receamos que algumas pessoas estão sendo enganadas pelas artimanhas do maligno. Os dons espirituais que são necessários à igreja parece que foram concentrados em apenas dois, o de curar e o de línguas. Pelo menos, tanto quanto sabemos, são os mais buscados e desejados. Afirmamos, há necessidade de vigilância, porque, para toda grande verdade de Deus, Satanás tem criado uma grande mentira, paralela. Satanás é grande conhecedor da Bíblia, e dela está se valendo para introduzir suas próprias idéias, e assim alcançar, imperceptivelmente, seus reais objetivos, cauterizando mentes no engano. Até mesmo em sua situação simples e sincera, um cristão que busca e se esforça por obter um dom espiritual pode ser envolvido por este ser que deseja a todos enganar.

Dom de Línguas. Com relação ao dom de línguas, há flagrante desvirtuação na atualidade, pois milhares são os que crêem que só se recebe o Espírito Santo se falar "línguas estranhas". E há mesmo quem afirme que, quem não fala "línguas estranha" é um cristão incompleto, não restaurado, cristão de segunda classe, etc. Grant é categórico: "... receber o batismo sem falar línguas estranhas é impossível... a língua celestial será a senha para a entrada no Céu". O Batismo no Espírito Santo, Grant, págs. 81,97, 99 e 123.

  • Que diz a Bíblia? A doutrina de que cristão que não fala em "línguas" não foi batizado pelo Espírito Santo não tem fundamento, porque, estes crentes receberam o Espírito Santo e não falaram em "línguas":

João Batista

Lucas 1:13 a 17

Maria, a virgem virtuosa

Lucas 1:34 e 35

Izabel, prima da virgem Maria

Lucas 1:39 a 41

Zacarias, o pai de João Batista

Lucas 1:67 e 68

Jesus Cristo, de forma singular

Lucas 3:21 e 22; Lucas 4:1 e 2

Os sete diáconos da Igreja apostólica

Atos 6:1 a 7

Estevão, o primeiro mártir

Atos 6:8 a 10

Os samaritanos

Atos 8:14 a 17

E finalmente, Paulo, o zeloso dos dons espirituais, nunca falou as "línguas" que são usadas no neo-pentecostalismo atual, como sendo a confirmação do crente ter recebido o Espírito Santo. Porém Paulo e Barnabé receberam imposição de mãos, foram separados e batizados pelo Espírito Santo, e não falaram "línguas". (Atos 9:17 a 19; Atos 13:2 e 3).

Língua "Estranha" ou Idiomas? Na expressão "línguas estranhas" em I Coríntios 14:2 a 6, pode-se notar que a palavra estranha está grifada, isto é, escrita diferente para informar que o tradutor não encontrou no original; ali foi colocada para dar sentido amplo. Porém, no mesmo capítulo, (v. 19), está explícito: "língua desconhecida", e, esta, sim, está correta, no original. Para melhor esclarecimento, leia em I Coríntios 12:10 e 28, onde Paulo declina a expressão: "variedades de línguas", que grandemente define tratar-se de um outro idioma, e não manifestação de sons desconexos e estáticos pretendido hoje, como sendo o dom de línguas. Sons e enunciações incompreensíveis sempre foram características do paganismo, e hoje são comuns nas reuniões espíritas, nos candomblés e centros umbandistas. Os termos "línguas desconhecidas e variedades de línguas" estão mais adequados do que "línguas estranhas", porque na realidade a manifestação do dom caído sobre os discípulos no Pentecostes, não foi senão a grande verdade de que eles falaram línguas desconhecidas, sim, para eles, mas línguas existentes; eram idiomas estrangeiros. Sobretudo aquela era uma ocasião especial. O dom era necessário, supremamente necessário.

  • Sabe por quê?

  • Note bem: Jesus comissionou os discípulos: "portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo." (Mateus 28:19). E a quem Jesus deu esta ordem? A pessoas indoutas, pescadores e camponeses, que falavam apenas o aramaico, limitado e simples. E no entanto a ordem de âmbito mundial ecoava: IDE! Sabe, irmão, Deus nunca pede nada ao homem sem lhe conceder os meios e condições de cumprir Sua ordem.

Encontravam-se, pois, os discípulos reunidos em Jerusalém, diante de uma multidão de pessoas: "... de todas as nações que estão debaixo do céu... partos, medos, e elamitas; e os que habitavam a Mesopotâmia, Judéia, Capadócia, Ponto, Ásia, Frígia, Panfília, Egito e as partes da Líbia próximas a Cirene, e forasteiros romanos, tanto judeus como prosélitos, cretenses e árabes ouviram em suas próprias línguas, as grandezas de Deus." (Atos 2:9 a 11). O cenário estava pronto, e, diante do "mundo", os discípulos. O que fazer cercado desses representantes de todas as nações da Terra? Como aproveitar a grande oportunidade? Observe a narração de Lucas:

  • "E todos foram cheios do Espírito Santo, e começaram a falar NOUTRAS LÍNGUAS conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem." (Atos 2:4)

Graças a Deus foi resolvido o problema; os discípulos falaram OUTRAS LÍNGUAS, não "línguas estranhas" (incompreensíveis). Falaram as línguas dos cretenses, árabes, romanos, egípcios, líbios, enfim, os idiomas daqueles que foram a Jerusalém, procedentes de todas as nações da terra. A preocupação de Lucas ao fazer uma lista tão extensa de 16 países presentes em Jerusalém deixa antever claramente tratar-se de idiomas existentes, isto é, línguas de diversas nacionalidades. Queremos que você entenda, que o termo "língua estranha" é estranha porque na verdade os discípulos falaram línguas que não eram estranhas (esquisitas); eram línguas desconhecidas, para eles, porém existiam, e passaram a falá-las fluentemente. Reafirmamos: Eram as línguas dos estrangeiros que estavam em Jerusalém a fim de participar da Festa de Pentecostes, que afluíram naquele dia, e estes mesmos estrangeiros se maravilhavam em ver aqueles discípulos, embora indoutos, falando em suas próprias línguas, das grandezas de Deus (Atos 2:11). Que grande benção Deus conferiu aos discípulos, capacitando-os a cumprir o IDE. Quando aqueles forasteiros voltaram para suas nações, cada um maravilhado, levou a mensagem, de um Jesus que salva e liberta do pecado; e então foram mensageiros aos seus conterrâneos, dando testemunho vivo a favor do Evangelho de Cristo. Amém! Graças a Deus!

 

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