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Tenho
ou Não o Espírito Santo? Há
uma desconfortável doutrina corrente nos meios evangélicos
pentecostalistas de que os crentes que não falam 'línguas' "são
templos desertos, apesar de terem dez ou quinze anos de convertidos
e de fidelidade ao Senhor, levando-os deste modo a chorarem e
lamentarem sua orfandade e abandono." Elemer Hasse, Luz
Sobre Fenômeno Pentecostal, pág. 24. Assim os crentes são
ensinados a buscarem constantemente com ambição o
"sinal" do batismo - línguas. Se as emoções
desgovernadas e as confusões de vozes que são a confirmação se
sua fé não ocorrem, ficam em dúvida quanto à sua experiência
com Cristo, mostrando desde modo, incerteza da salvação e aceitação
por Jesus; mas, se ocorrem as "línguas",
tudo está resolvido, pensam! Precioso irmão, se somos filhos de
Deus (Romanos 8:16 e 17), cristãos legítimos, tenhamos a doce
convicção a nos inflamar a alma de que temos o Espírito Santo.
Sim, todos os filhos do Pai Celeste estão selados com Ele. Senão:
"Pense na sua experiência com Cristo. Lembre-se do tempo em
que andavas sem paz, não tendo esperança no mundo. Enquanto isso,
silenciosa e pacientemente Alguém tocava em sua
consciência - eram aqueles momentos de intranqüilidade.
Certo
dia a insistência foi maior: "Eis que estou à porta, e bato;
se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa
e com ele cearei e ele comigo" (Apocalipse 3:20). Você abriu.
[Bendito aquele dia!] E fez-se luz dentro de você. Você viu quão
negra era sua vida. Aquele
Ser divino começou
uma reforma ampla no templo do seu coração. Expulsou Satanás
com sua vontade; varreu, lavou, arrumou, enfeitou e perfumou a
habitação agora renovada para morada do Pai, do Filho e do Espírito
Santo.
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I
Coríntios 3:16 e 17
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I
Coríntios 6:12 a 20
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II
Coríntios 6:14 a 18
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Efésios
2:19 a 22
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-
Quando
tudo estava pronto, o Espírito de Deus saiu, deixando o templo
purificado de sua alma a mercê dos demônios?
-
Não!
Graças a Deus. Desde então Ele nunca mais lhe deixou. Habitou
seu coração, fechou-o por dentro, selando-o assim para o Céu.
Quando Satanás voltou e bateu à sua porta, veio uma voz
interior: 'Aqui não há lugar para você. Este coração está
fechado para o mundo e selado para o dia da redenção!'" -
Elemer Hasse, Luz Sobre Fenômeno Pentecostais, pág. 23
e 24. Sim, irmão, esta atuação silenciosa mas
positiva, sem nenhum gesto estranho ou barulhento em
seu coração que anseia uma completa harmonia, é a segura
palavra paulina:
II
Coríntios 1:22
- "O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em
nosso coração". - Penhor é uma expressão
proveniente do grego arrabón.
Arrabón
é "um sinal usado nas transações comerciais para garantir o
resto do pagamento de uma compra." Como fomos definitivamente
"comprados no Calvário", temos a plena, absoluta e total
garantia de receber o Espírito Santo, para nos guiar, convencer,
orientar, ajudar... Portanto, a promessa divina é que o crente tem
o Espírito Santo. Essa certeza deve povoar a mente do cristão. O
Espírito é a promessa segura do Céu para nós. Faz parte de nossa
herança eterna. Ele habita em cada pessoa regenerada.
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João
14:16 e 17
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João
14:25 e 26
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João
16:8 a 15
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Romanos
8:9
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Efésios
1:13; 4:30
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Atos
5:31 e 32
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Lourenço
Silva Gonzalez, Assim Diz o Senhor, 5.ª ed., 1993.
Invisível
Como o Vento.
-
"O
vento sopra onde quer, ouves a sua voz, mas não sabes donde
vem, nem para onde vai; assim é todo o que é nascido do Espírito."
(João 3:8)
Ouve-se
o vento por entre os ramos das árvores, fazendo sussurrar as folhas
e as flores; é todavia invisível, e homem algum sabe de onde ele
vem, nem para onde vai. O mesmo se dá quanto à operação do Espírito
Santo na alma. Como os movimentos do vento, não pode ser explicada.
Talvez uma pessoa não seja capaz de dizer o tempo ou o lugar exatos
de sua conversão, nem delinear todas as circunstâncias no processo
da mesma; isso, porém, não prova não estar ela convertida.
Mediante um agente tão invisível como o vento, está Cristo
continuamente operando no coração. Pouco a pouco, sem que o objeto
dessa obra tenha talvez consciência do fato, produzem-se impressões
que tendem a atrair a alma para Cristo. Estas se podem causar
meditando nEle, lendo as Escrituras, ou ouvindo a palavra do
pregador. De repente, ao chegar o Espírito com mais direto apelo, a
alma entrega-se alegremente a Jesus. Isso é chamado por muitos uma
conversão repentina; é, no entanto, o resultado de longo processo
de conquista efetuado pelo Espírito de Deus – processo paciente e
prolongado.
Se bem que o vento seja invisível, seus efeitos são vistos e
sentidos. Assim a obra do Espírito sobre a alma revelar-se-á em
cada ato daquele que lhe experimentou o poder salvador. Quando o Espírito
de Deus toma posse do coração, transforma a vida. Os pensamentos
pecaminosos são afastados, renunciadas as más ações; o amor, a
humildade, a paz tomam o lugar da ira, da inveja e da contenda. A
alegria substitui a tristeza, e o semblante reflete a luz do Céu.
Ninguém vê a mão que suspende o fardo, nem a luz que desce das
cortes celestiais. A bênção vem quando, pela fé, a alma se
entrega a Deus. Então, aquele poder que olho algum pode discernir,
cria um novo ser à imagem de Deus. É impossível à mente finita
compreender a obra da redenção. Seu mistério excede ao
conhecimento humano; todavia, aquele que passa da morte para a vida
percebe que é uma divina realidade. O começo da redenção,
podemos conhecê-lo aqui, mediante uma experiência pessoal. Seus
resultados estendem-se através da eternidade. Ellen G. White, O
Desejado de Todas as Nações, págs. 172 e 173. "A
influência do Espírito Santo é a vida de Cristo na alma. Esse Espírito
opera em todo aquele que recebe a Cristo, e por meio dEle. Os que
experimentam em si essa habilitação do Espírito revelam seus
frutos: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé."
- Ellen G. White, E Recebereis Poder, pág. 130.
O
Dom do Espírito. Quando
Cristo fez a Seus discípulos a promessa do Espírito, estava Ele Se
aproximando do fim de Seu ministério terrestre. Estava à sombra da
cruz, com plena consciência do peso da culpa que havia de repousar
sobre Ele como o portador do pecado. Antes de Se oferecer como a vítima
sacrifical, instruiu Seus discípulos com respeito a um dom muito
essencial e completo que ia conceder a Seus seguidores – o dom que
haveria de pôr-lhes ao alcance os ilimitados recursos de Sua graça.
"Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, para que
fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não
pode receber, porque não O vê, nem O conhece: mas vós O
conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." (João
14:16 e 17). O Salvador estava apontando para o futuro, ao tempo em
que o Espírito Santo deveria vir para fazer uma poderosa obra como
Seu representante. O mal que se vinha acumulando por séculos, devia
ser resistido pelo divino poder do Espírito Santo.
As
boas novas de um Salvador ressuscitado foram levadas até às mais
longínquas partes do mundo habitado. À medida que os discípulos
proclamavam a mensagem da graça redentora, os corações se
entregavam ao poder da mensagem. A igreja viu conversos vindo para
ela de todas as direções. Extraviados converteram-se de novo.
Pecadores uniram-se aos crentes em busca da Pérola de grande preço.
Alguns que haviam sido os mais ferrenhos inimigos do evangelho
tornaram-se seus campeões. Cumpriu-se a profecia:
-
"O
Senhor salvará primeiramente as tendas de Judá, para que a glória
da casa de Davi e a glória dos habitantes de Jerusalém não
sejam exaltadas acima de Judá. Naquele dia, o Senhor protegerá
os habitantes de Jerusalém; e o mais fraco dentre eles, naquele
dia, será como Davi, e a casa de Davi será como Deus, como o
Anjo do Senhor diante deles." (Zacarias 12:7 e 8)
Cada
cristão via em seu irmão uma revelação do amor e benevolência
divinos. Só um interesse prevalecia; um elemento de emulação
absorveu todos os outros. A ambição dos crentes era revelar a
semelhança do caráter de Cristo, bem como trabalhar pelo
desenvolvimento de Seu reino. "E os apóstolos davam, com
grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em
todos eles havia abundante graça." (Atos 4:33). Pelas suas
atividades agregaram-se à igreja homens escolhidos que, recebendo a
palavra da verdade, consagraram a vida à obra de levar aos outros a
esperança que lhes enchia o coração de paz e satisfação. Não
podiam ser reprimidos nem intimidados por ameaças. O Senhor falava
por seu intermédio e, à medida que iam de lugar a lugar, o
evangelho era pregado aos pobres e manifestavam-se milagres da
divina graça. Deus pode atuar tão poderosamente quando os homens
se entregam ao controle de Seu Espírito.
 

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