ESTUDOS BÍBLICOS
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INFERNO, MORTE E RESSURREIÇÃO
ESTUDOS
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O Bode Emissário
O Grande Conflito
Os Dois Concertos
Sábados Cerimoniais
Sábado para o Domingo
Salvação
 
Parábola - Rico e Lázaro
 
O Ladrão na Cruz

Harmonia ao Longo das Escrituras. Muitos cristãos honestos, que não estudaram todo o ensinamento bíblico no tocante à morte, têm ignorado que a morte é um estado de sono até a ressurreição. Eles têm acreditado que várias passagens bíblicas apóiam a idéia de que o espírito, ou alma, possui existência consciente após a morte. Um estudo mais cuidadoso revela que o ensinamento sistemático da Bíblia suporta que a morte ocasiona a cessação da consciência. Vejamos as passagens que, para muitos, são prova da teoria da existência de imortalidade incondicional:

a. A morte de Raquel. Referindo-se à morte de Raquel, diz a Bíblia que “ao sair-lhe a alma...” (Gên. 35:18). Essa expressão simplesmente indica que em seus últimos momentos de consciência e com suas últimas forças ela deu o nome ao filho. Assim é que outra versão diz: “Em seu último suspiro” (New International Version).

b. Elias e o menino morto. Quando Elias orou para que a alma do filho morto da viúva voltasse , Deus lhe respondeu, fazendo o menino reviver (I Reis 17:21 e 22). Isto foi tão somente a união do princípio vital com o corpo, nenhum dos quais estava vivo ou consciente quando separado um do outro.

c. O aparecimento de Moisés sobre a montanha. Esse acontecimento não provê evidência a existência de espíritos conscientes ou da presença de todos os justos mortos no Céu. Pouco antes desse evento, Jesus falou aos discípulos que alguns dos que ali se achavam presentes não morreriam sem antes verem o Filho do homem em Seu reino. Essa promessa foi cumprida em relação a Pedro, Tiago e João (s. Mat. 16:28; 17:3). No monte, Jesus lhes revelou uma miniatura do reino da glória de Deus. Ali se achava Cristo, o glorioso Rei, junto com Moisés e Elias – representantes de duas classes de súditos do reino. Moisés representava os justos mortos que serão erguidos do sepulcro por ocasião do Segundo Advento, ao passo que Elias representava os justos vivos que serão transladados sem provar a morte (II Reis 2:11). Judas provê evidências da ressurreição especial de Moisés. Depois que morreu e foi sepultado (Deut. 34:5 e 6), houve uma disputa entre Miguel(Jesus) e o demônio no tocante ao corpo de Moisés (S. Jud. 9). Tendo em vista o aparecimento de Moisés no Monte da Transfiguração, pode-se deduzir que o demônio perdeu a demanda e Moisés foi ressuscitado da sepultura. Este evento, portanto, não provê evidências da imortalidade da alma. Pelo contrário, apresenta apoio à doutrina da ressurreição do corpo.

d. A parábola do homem rico e Lázaro. A estória contada por Cristo, a respeito do homem rico e Lázaro, tem sido utilizada para ensinar o estado inconsciente na morte (S. Luc. 16:19-31). Infelizmente, aqueles que interpretam a passagem dessa forma não reconhecem que a estória é uma parábola que, tomada literalmente em seus detalhes, seria absurda. Os mortos, nesse caso, iriam para o lugar de sua recompensa como seres reais, com partes físicas tais como olhos, língua e dedos. Todos os justos estariam no seio de Abraão, e o Céu e o inferno estariam tão próximos que seria possível duas pessoas – uma em cada um desses lugares – falarem uma com a outra. Ambas as classes receberiam suas recompensas por ocasião da morte, em contraste com o ensino de Cristo, de que isto acontecerá por ocasião do Segundo Advento (S. Mat. 26:31-41; Apoc. 22:12). A estória, contudo, era uma parábola – um dos métodos favoritos de ensino utilizados por Jesus. Cada parábola visava ensinar determinada lição, e o que Cristo estava ensinando não tinha nada a ver com o estado do homem na morte. A moral dessa parábola é viver pela Palavra de Deus. Jesus mostrou o descuido do homem rico com relação aos pobres, por causa do materialismo. O destino eterno é decidido na presente vida e não existe um segundo período de provação. A Escritura é o guia para o arrependimento e a salvação. Foi por isso que Jesus encerrou a parábola com as palavras: “ Se não ouvem a Moisés e aos profetas, tão pouco se deixarão persuadir, ainda que ressuscite alguém dentre os mortos” (S. Luc. 16:31). Cristo apenas empregou os elementos de uma história judaica na qual os mortos desenvolvem conversação. Similarmente encontramos na Bíblia uma parábola em que as árvores conversam (juí. 9:7-15; cf. II Reis 14:9). Ninguém utilizaria essa parábola para provar que as árvores são capazes de falar. Da mesma forma deveria a pessoa refrear-se de utilizar a parábola de Cristo para dar-lhe significado que contradiz abundantes evidências escriturísticas e os próprios ensinamentos de Cristo, de que a morte é um sono.

e. A promessa de Cristo ao ladrão. “Em verdade te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (S. Luc. 23:43). O paraíso é obviamente sinônimo de Céu (II Cor. 12:4; Apoc 2:7). Do modo como aparece a tradução de Lucas, significaria que Jesus iria aquele mesmo dia à presença do Pai, e o mesmo aconteceria com o ladrão. Entretanto, na manhã da ressurreição Cristo disse a Maria: “Não me detenhas, porque ainda não subi para meu Pai...” (S. João 20:17). Que Jesus permaneceu na sepultura durante o fim de semana, torna-se claro pelas palavras do anjo: “vinde ver onde Ele jazia” (S. Mat. 28:6). Poderia Cristo contradizer a si próprio? De modo nenhum. A solução para compreender esse texto envolve um problema de pontuação. Se os tradutores, que em geral realizaram excelentes trabalhos, mas certamente não inspirados, houvessem colocado a vírgula depois de hoje, (o “que” não existe no original) em vez de colocá-la antes, esta passagem não ofereceria contradição ao restante dos ensinos das Escrituras. Em harmonia com os ensinos bíblicos, Jesus assegurou a salvação e a promessa de vida eterna no paraíso com Deus, ao ladrão.

f. Partir e estar com Cristo. “Para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho” disse Paulo. “Ora, de um e outro lado estou constrangido, tendo o desejo de partir e estar com Cristo, o que é incomparavelmente melhor” (Filip. 1:21 e 23). Porventura esperava Paulo ir para o Céu imediatamente após a sua morte? Paulo escreveu muito sobre o assunto de estar com Cristo; em outra carta ele escreveu sobre os que “dormem em Cristo”. Por ocasião do Segundo Advento, disse ele, os justos mortos serão ressuscitados e juntos com os justos vivos, serão “arrebatados... entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares” (I Tess. 4:14 e 17). Levando em conta o contexto, vemos que em Filipenses Paulo não está ocupado em mostrar detalhadamente o que ocorre por ocasião da morte. Ele está simplesmente expressando seu desejo de deixar a presente existência conturbada e estar com Cristo, sem prover qualquer referência ou explanação quanto ao tempo que decorreria através da eternidade. Para aqueles que morrem não existe um longo intervalo de tempo entre o momento em que fecham os olhos na morte e o momento em que abrem novamente os olhos na ressurreição. Uma vez que os mortos não têm consciência e assim não são capazes de avaliar a passagem do tempo, a manhã da ressurreição lhes parecerá com o instante seguinte ao da morte. Para os cristãos, a morte é ganho: não mais tentações, provações, tristezas, e, por ocasião da ressurreição, o dom da gloriosa imortalidade.

Espiritismo. Se na morte o estado é de completa insensibilidade, com quem se comunicam os médiuns espirituais?

1. As Bases do Espiritismo. Originou-se com a primeira mentira de Satanás a Eva – “Certamente não morrereis” (Gên. 3:4). Suas palavras foram o primeiro sermão sobre imortalidade da alma. Para muitos, a sentença divina, “a alma que pecar, essa morrerá” (Ezeq. 18:20) tem sido invertida: “A alma, mesmo que peque, viverá eternamente (Cadê a referência bíblica?). A crença do estado consciente na morte foi incorporada à fé cristã a partir da filosofia pagã – particularmente a de Platão – durante o tempo da grande apostasia. Tais crenças vieram a se tornar o ponto de vista prevalecente dentro do cristianismo e ainda hoje representam o pensamento dominante.

2. Advertências contra o espiritismo. A bíblia demonstra claramente que suas pretensões são falsas (Lev. 19:31; 20:27; cf. Deut. 18:10 e 11). “quando vos disserem:consultai os necromantes e os adivinhos... acaso não consultará o povo ao seu Deus?... se consultarão os mortos? À Lei e ao testemunho! Se eles não falarem dessa maneira, jamais verão a alva” (Isa. 8:19 e 20).

3. Manifestações do espiritismo. A bíblia registra vários casos de atividades espiritualistas, dentre os quais I Sam. 28:6, 13, 14 e 19, etc.

4. O engano final. Professando aceitar a Cristo e a Bíblia, o espiritismo tornou-se um inimigo perigoso dos crentes. Seus efeitos são sutis e enganadores. A Bíblia é interpretada de modo a agradar o coração não regenerado. Preocupa-se com o amor, como o principal atributo de Deus, rebaixando-o, porém, até reduzi-lo a sentimentalismo enfermiço, pouca distinção fazendo entre o bem e o mal. A justiça de Deus, sua reprovação ao pecado, os requisitos de Sua santa lei, tudo isso é posto de parte. Em essência, cada pessoa torna-se um deus, cumprindo assim a promessa satânica: “Sereis igual a Deus”  (Gên. 3:5). Encontra-se diante de nós a “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Apoc. 3:10). Satanás está a ponto de usar de grandes sinais e milagres em seu esforço final para enganar o mundo (Apoc. 16:13 e 14; cf. 13:13 e 14).

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