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A
Maneira do Retorno de Cristo.
Assim como Cristo falou a respeito dos sinais que indicariam a
proximidade de Sua vinda, mencionou também a preocupação de que
Seu povo não fosse enganado por falsos indicadores. Advertiu que
antes do Segundo Advento surgiriam "falsos cristos e falsos
profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível,
os próprios eleitos". Ele advertiu: "Se alguém vos
disser: 'Eis aqui o Cristo!' ou 'Ei-Lo ali!', não acrediteis"
(Mateus 24:23 e 24). Estando previamente advertidos, estamos
previamente armados. Tendo em vista habilitar os crentes para
distinguirem entre o genuíno evento e as falsas demonstrações, várias
passagens bíblicas revelam detalhes quanto à maneira do retorno de
Cristo.
Quando
Jesus ascendeu numa nuvem, dois anjos dirigiram-se aos discípulos,
que ainda contemplavam, pasmados, o Salvador que acabara de
desaparecer lá no alto, dizendo-lhe: "Varões galileus, por
que estais olhando para as alturas? Esse Jesus que dentre vós foi
assunto ao Céu, assim virá do modo como O vistes subir" (Atos
1:11). Em outras palavras, disseram que o mesmo Senhor que
naquele momento os havia deixado - um ser pessoal, de carne e osso, e
não uma entidade meramente espiritual (Lucas 24:36 a 43) -
haveria de retornar à Terra. Seu Segundo Advento será tão literal
e pessoal quanto foi Sua partida.
A
vinda de Cristo não será uma experiência interior, invisível,
mas um real encontro com uma Pessoa visível. Não deixando qualquer
terreno a dúvida quanto à visibilidade de Seu retorno, Jesus
advertiu Seus discípulos contra o risco de imaginarem um retorno
secreto, ao comparar Sua volta com a luminosidade e
visibilidade do relâmpago (Mateus 24:27). A Escritura declara
positivamente que tanto os justos quanto os ímpios testemunharão
simultaneamente Sua vinda. João escreveu: "Eis que vem com as
nuvens, e todo o olho O verá, até quantos O
transpassaram" (Apocalipse 1:7). E Cristo mencionou a reação
dos ímpios: "Todos os povos da Terra se lamentarão e verão
o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu com poder e muita glória"
(Mateus 24:30).
Acrescentando
informações ao quadro de um reconhecimento universal do retorno de
Cristo, a Bíblia afirma que Sua vinda também se caracterizará por
sons muito audíveis: "Portanto o Senhor mesmo, dada a Sua
palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de
Deus, descerá dos Céus" (I Tessalonicenses 4:16). O
"grande clangor de trombeta" acompanha a reunião de Seu
povo. Nada há de secreto aqui.
Ao
Cristo retornar, vem Ele como um conquistador, com poder e "na
glória de Seu Pai, com Seus anjos" (Mateus 16:27). O apóstolo
João retrata a glória do retorno de Cristo de modo mais dramático.
Ele traça o quadro de Cristo cavalgando um cavalo branco e
conduzindo inumeráveis exércitos celestiais. O esplendor
sobrenatural do Cristo glorificado é evidente (Apocalipse 19:11 a
16).
Os
crentes em Cristo, tendo almejado e aguardado por tanto tempo o
retorno de seu Senhor, saberão quando Ele Se aproximar (I
Tessalonicenses 5:4 a 6). Mas em relação aos habitantes da Terra
em geral o apóstolo Paulo escreveu: "O dia do Senhor vem como
o ladrão de noite. Quando andarem dizendo: 'Paz e segurança', eis
que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor do parto
à que está para dar a luz; e de modo nenhum escaparão" (I
Tessalonicenses 5:1 a 3; Mateus 24:42 e 43). Alguns
têm entendido que a comparação feita por Paulo, da vinda de
Cristo com a chegada de um ladrão, deva significar que Ele retornará
de alguma forma secreta e invisível. Entretanto, tal modo de ver as
coisas contradiz o quadro bíblico de Cristo retornando em glória
e esplendor, à vista de todos (Apocalipse 1:7). O ponto destacado
por Paulo não é uma hipotética vinda secreta de Cristo, e sim o
fato de que , para os que possuem mente mundana, será a Sua
volta tão inesperada quanto o aparecimento de um ladrão.
Cristo
salientou o mesmo ponto ao comparar Sua vinda com a inesperada
destruição do mundo antediluviano pelas águas. "Portanto,
assim como nos dias anteriores ao dilúvio, comiam e bebiam, casavam
e davam-se em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca, e não
o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos,
assim será também a vinda do Filho do homem" (Mateus 24:38 e
39). Embora Noé tenha pregado durante tantos anos a respeito do dilúvio
vindouro, a maioria das pessoas foi apanhada de surpresa pelo
evento. Havia duas classes de pessoas sobre a Terra. Uma cria nas
palavras de Noé e assim entrou na arca e escapou da destruição; a
outra - a imensa maioria - decidiu ficar ao lado de fora da arca e
assim "veio o dilúvio e os levou a todos" (Mateus 24:39).
Evento
Cataclísmico. De
modo semelhante ao dilúvio, o sonho de Nabucodonosor - a estátua
de metal - retrata a maneira cataclísmica pela qual Cristo
estabelecerá Seu reino de glória. Nabucodonosor viu uma grande
imagem, cuja "cabeça era de fino ouro, o peito e os braços de
prata, o ventre e os quadris de bronze; as pernas de ferro e os pés
em parte ferro, e em parte de barro". Depois "uma pedra
foi cortada sem auxílio de mãos, feriu a estátua nos pés de
ferro e de barro, e os esmiuçou. Então foi juntamente esmiuçado o
ferro, o barro, o bronze, a prata e o ouro, os quais se fizeram como
a palha das eiras do estio, e o vento os levou, e deles não se
viram mais vestígios. Mas a pedra, que feriu a estátua, se tornou
em grande montanha que encheu a Terra" (Daniel 2:32 a 35).
Através
deste sonho, Deus concedeu a Nabucodonosor uma sinopse da história
mundial. Entre os dias do rei e o estabelecimento do sempiterno
reino de Cristo (a Pedra), quatro impérios principais, seguido de
um conglomerado de nações fortes e fracas, ocupariam
sucessivamente o palco dos eventos mundiais. Mesmo nos dias de
Cristo, os intérpretes já haviam identificado os quatro grandes
impérios como sendo Babilônia (605 a 539 a.C.), Medo-Pérsia
(539 a 331a.C.), Grécia (331 a 168 a.C.) e Roma (168
a.C. a 476 d.C.).1
Conforme profetizado, nenhum outro império sucederia Roma. Durante
o quarto e quinto séculos de nossa era o império romano se
fragmentaria em vários reinos menores, os quais mais tarde se
tornariam as nações da Europa. Através dos séculos, poderosos
governantes - Carlos Magno, Carlos V, Napoleão, Kaiser Guilherme e
Hitler tentaram estabelecer outro império mundial. Todos eles
fracassaram, pois a profecia advertira: "Não se ligarão um ao
outro, assim como o ferro não se mistura com o barro" (Daniel
2:43 - veja também em Próximos do Fim: A História do mundo).
Finalmente,
o sonho passou a focalizar o clímax dramático: o estabelecimento
do eterno reino de Deus. A Pedra cortada sem auxílio de mãos
representa o reino de glória de Cristo (Daniel 7:14; Apocalipse
11:15), o qual será estabelecido sem qualquer esforço humano por
ocasião do Segundo Advento. O reino de Cristo não deverá
coexistir com qualquer império humano. Quando Ele esteve na Terra,
ocasião em que o Império Romano dominava o mundo, o reino da
"Pedra" que esmaga todas as nações ainda não havia
aparecido. Somente depois da fase do ferro e do barro, presentes nos
pés da estátua - o período das nações européias divididas - é
que a Pedra entraria em cena. O reino de Cristo será estabelecido
em Seu Segundo Advento, quanto Ele separar os justos dos ímpios
(Mateus 25:31 a 34). Quando aparecer, esse reino atingirá a imagem
"nos pés de ferro e de barro" e "esmiuçará e
consumirá a todos estes reinos", deles não mais deixando nem
"vestígios" (Daniel 2:34, 44 e 45). Efetivamente, o
Segundo Advento é um acontecimento sensacional.
1.
Froom, Prophetic Faith of Our Fathers, vol. 1, págs. 456
e 894; vol. 2, págs. 528 e 784; vol. 3, págs. 252 e 744; vol. 4, págs.
396 e 846.
 

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