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Sinais
no Mundo Religioso. A
Escritura prediz que certo número de sinais significativos no mundo
religioso marcariam o tempo que precederia imediatamente o retorno
de Cristo.
O
livro de Apocalipse revela o surgimento de um grande movimento
religioso de extensão mundial, ocorrendo antes do Segundo Advento.
Na visão dada a João, um anjo que anuncia a volta de Cristo simboliza
este movimento: "Vi outro anjo voando pelo meio do Céu, tendo
um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e
a cada nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo em grande voz:
'Temei a Deus e dai-Lhe glória, pois é chegada a hora do Seu juízo;
e adorai Aquele que fez o Céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das
águas." (Apocalipse 14:6 e 7). A própria mensagem indica
quando ela deveria ser pregada. O evangelho eterno tem sido pregado
ao longo dos séculos. Mas esta mensagem, enfatizando o
aspecto do juízo dentro do evangelho, somente poderia ser
pregada no tempo do fim, pois seria então verdade que "é
chegada a hora do Seu juízo".
O
livro de Daniel nos informa que no tempo do fim as suas profecias
seriam abertas, retirando-se o "selo" de sobre as mesmas
(Daniel 12:4). Nessa oportunidade, as pessoas compreenderiam os seus
mistérios. A remoção do selo ocorreu quando chegou ao fim o período
de 1260 anos de supremacia papal, mediante o aprisionamento do papa
em 1798. A combinação entre aprisionamento do papa e os sinais
ocorridos no mundo natural, conduziu muitos cristãos ao estudo das
profecias relacionadas com os eventos da Segunda Vinda de Cristo, e
isso resultou em uma nova oportunidade na compreensão dessas
profecias. Esta focalização do segundo Advento também trouxe luz
a um reavivamento mundial da esperança do Advento. Assim como os
reformadores se ergueram independentemente nos vários países,
assim ocorreu com o movimento adventista. A natureza mundial desse
movimento é um dos mais claros sinais de que a volta de Cristo se
aproxima. Assim como João Batista preparou o caminho para o
primeiro advento de Cristo, assim o movimento adventista está
preparando o caminho para o Segundo Advento - proclamando a mensagem
de Apocalipse 14:6 à 12, o último apelo de Deus para todos se
prepararem para o glorioso retorno do Salvador.
Deus
"estabeleceu um dia em que há de julgar o mundo com justiça"
(Atos 17:31). Advertindo-nos quanto a esse dia, Cristo não disse
que Ele chegaria quando o mundo inteiro se houvesse convertido, mas
que "será pregado este evangelho do reino por todo o mundo,
para testemunho a todas as nações. Então virá o fim."
(Mateus 24:14). Portanto, Pedro estimula os crentes a esperar e
apresar a vinda do dia de Deus (II Pedro 3:10 a 13). As
estatísticas referentes à tradução e distribuição da Bíblia,
dão conta do crescimento do testemunho do evangelho. Em 1900, a Bíblia
achava-se disponível em 537 idiomas. Em 1980, ela havia sido
traduzida - no todo ou em parte - para 1811 idiomas, representando
aproximadamente 96% da população do mundo. Semelhantemente, a
distribuição anual das Escrituras passou de 5,4 milhões de
exemplares em 1900 para cerca de 36,8 milhões de Bíblias e
aproximadamente meio bilhão de porções da Bíblia em 1980.
Adicionalmente,
possui agora o cristianismo uma variedade sem precedentes de
recursos para utilizar em sua missão: agências de serviços,
instituições médicas e educacionais, obreiros nacionais e
estrangeiros, emissoras de rádios e televisão e vultuosos meios
financeiros. Nos dias de hoje, poderosas emissoras de rádio de
ondas curtas podem levar o evangelho a praticamente todos os países
ao redor do mundo. Utilizados sob a orientação do Espírito Santo,
esses recursos jamais igualados, poderão tornar realidade o alvo de
evangelizar todo o mundo em nossos dias.
Os
adventistas do sétimo dia, contando com membros que representam
cerca de 700 idiomas e 1000 dialetos, estão proclamando o evangelho
em 190 países. Quase 90% desses membros vivem fora da América do
Norte. Por crermos que a obra médica e educacional desempenha papel
essencial na pregação do evangelho, estamos operando cerca de 600
hospitais, casas de saúde, clínicas e dispensários, 19 lanchas médicas,
27 fábricas de produtos alimentícios saudáveis, 86 escolas
superiores e universidades, 834 escolas secundárias, 4166 escolas
fundamentais, 125 escolas bíblicas por correspondência e 33
institutos de idiomas. Nossas 51 casas editoras produzem literatura
em 190 idiomas e nossas emissoras de rádio de ondas curtas atingem
cerca de 75% da população mundial. O Espírito Santo tem abençoado
grandemente o nosso impulso missionário.
A
proclamação ampla do evangelho não significa necessariamente um
crescimento maciço do genuíno cristianismo. Ao contrário, as
Escrituras predizem um declínio da verdadeira espiritualidade no
tempo do fim. Paulo disse que "nos últimos dias sobrevirão
tempos difíceis; pois os homens serão egoístas, avarentos,
jactanciosos, arrogantes, blasfemadores, desobedientes aos pais,
ingratos, irreverentes, desafeiçoados, implacáveis, caluniadores,
sem domínio de si, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos,
enfatuados, antes amigos dos prazeres que amigos de Deus, tendo
forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder." (II
Timóteo 3:1 a 5).
Assim
é que hoje o amor ao eu, às coisas materiais e ao mundo, tem
suplantado o Espírito Santo em muitos corações. As pessoas não
mais querem permitir que os princípios da Lei divina dirijam sua
vida; a revolta contra a Lei predomina. "E, por se
multiplicar a iniqüidade, o amor se esfriará de quase todos".
(Mateus 24:12).
De
acordo com a profecia bíblica, no final dos 1260 anos o papado
receberia uma "ferida mortal", mas não chegaria a morrer.
As Escrituras revelam também que essa ferida mortal seria curada. O
papado experimentaria grande renovação de sua influência e
respeito - "e toda a Terra se maravilhou, seguindo a
besta" (Apocalipse 13:3). Já nos dias de hoje, muitos vêem o
papa como líder moral da humanidade. Em
grande medida, o crescimento da influência do papado ocorreu quando
os cristãos substituíram a autoridade da Bíblia pelas tradições,
padrões humanos e ciência. Ao assim procederem, tornaram-se vulneráveis
ao "homem da iniqüidade" que opera "com todo o
poder, e sinais e prodígios da mentira" (II
Tessalonicenses 2:9). Satanás e seus instrumentos trarão à existência
uma confederação do mal, simbolizada pela iníqua e tríplice união
do dragão, besta e falso profeta, que enganará o mundo (Apocalipse
16:13 e 14; comparar com Apocalipse 13:13 e 14). Somente aqueles
cuja a orientação provém da Bíblia e que "guardam os
mandamentos de Deus e a fé de Jesus" (Apocalipse 14:12) poderão
resistir com êxito a essa arrasadora e enganosa confederação.
O
reavivamento do papado afetará dramaticamente o cristianismo. A
liberdade religiosa, obtida a grande custo, assegurada pela separação
entre Igreja e Estado, será solapada e finalmente abolida. Com o
apoio de poderosos governantes civis, este poder apóstata tentará
impor a sua forma de adoração a todas as pessoas. Todos terão de
decidir entre a lealdade a Deus e Seus mandamentos e a lealdade à
besta e sua imagem. (Apocalipse 14:6 a 12). A pressão para que a
pessoa se adapte a estas imposições, incluirá restrição de
direitos econômicos: "Para que ninguém possa comprar ou
vender, senão aquele que tem a marca, o nome da besta, ou o número
do seu nome" (Apocalipse 13:17). Com o decorrer do tempo
aqueles que se recusarem à submissão defrontar-se-ão com a pena
de morte (Apocalipse 13:15). Durante esse tempo de provação final
Deus intervirá em favor de Seu povo e livrará todo aquele que
tiver seu nome escrito no Livro da Vida (Daniel 12:1; Apocalipse
3:5; Apocalipse 20:15).
 

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