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Blasfêmia.
O cúmulo
do contra-senso é afirmar que o sábado não santifica o homem, e
os que observam decaem na vida espiritual. Mas a Palavra de Deus
desmente frontalmente tal afirmação, declarando que o sábado é
um sinal de santificação. Notemos:
-
O
dia foi santificado pelo próprio Deus. (Gênesis
2:3)
-
O
quarto mandamento manda lembrar o sábado para o
santificar. (Êxodo 20:8; Isaías 58:13 e 14)
-
Sinal
entre Deus e Seu povo, pelo qual Deus os santifica.
(Ezequiel 20:12; Ezequiel 20:20)
-
Chamado
dia santo. (Êxodo 31:14; Neemias 9:13 e14).
Preferimos crer na Bíblia. Ela fala a verdade.
Estranham
alguns que afirmamos que os "santos do Altíssimo" são os
milhares que pereceram na Idade Média, porquanto guardaram eles o
domingo. Respondemos: Sim, eram santos do
Altíssimo. Foram sinceros dentro da luz que tinham.
A verdade do sábado foi restaurada séculos depois que eles
viveram... E hoje que esta luz está sendo
irradiada a todo o mundo, quem deliberadamente se insurge contra ela
estará debaixo do juízo de Deus!!!
"A
Igreja mudou a observância do Sábado para o domingo pelo direito
divino e a autoridade infalível concedida a ela pelo seu fundador,
Jesus Cristo. O protestante, propondo a Bíblia como seu único guia
de fé, não tem razão para observar o domingo. Nesta questão, os
Adventistas do Sétimo Dia são os únicos protestantes
coerentes." - Boletim Católico Universal, pág. 4, de
14 de agosto de 1942.
O
Concílio de Laodicéia. Tornou-se
costume, a apresentação de falsos ensinos sobre o Concílio de
Laodicéia, visando tirar-lhe toda autoridade legislativa para a
igreja romana. O intuito é evidente: enfraquecer nossa argumentação
baseada em um dos cânones votados por aquele sínodo da igreja
apostatada. Veremos, no entanto, como também essa investida não
atinge os objetivos, e falha completamente.
Quem
lê nossa literatura percebe que, de fato, costumamos citar o Concílio
de Laodicéia como outro forte sustentáculo da
implantação da observância do falso dia de repouso. Essa assembléia
eclesiástica, cuja data mais admissível é 364 d.C., depois de
alguma discussão sobre a disparidade do dia de guarda, e motivada
em parte pela vigência do edito constantiniano, estabeleceu no Cânon
29: "Os cristãos não devem judaizar e descansar no sábado,
mas sim trabalhar neste dia; devem honrar o dia do Senhor e
descansar, se for possível, como cristãos. Se, entretanto, forem
encontrados judaizando, sejam excomungados por Cristo." -
Hefele, History of the Councils of the Church, vol. II, livro
6, sec. 93, pág. 318.
Aí
está, com a maior fidelidade possível, a transcrição do Cânon
29, legislado sobre o dia de guarda. Os cristãos fiéis observavam
o sábado. Contudo a apostasia gradual já se manifestava com certa
ascendência nos meios eclesiásticos, tendo tomado vigoroso impulso
com o célebre edito do imperador Constantino em 321, além de
outras leis dominicais promulgadas por ele nos anos seguintes.
Contudo, o sábado continuava sendo observado. Eis alguns
depoimentos:
"O
sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante
mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador." - E.
Brerwood (professor do Gresham College de Londres), Learned
Treatise of the Sabbath, pág. 77.
Outro
historiador sincero, criterioso e imparcial, afirma:
"Retrocedendo mesmo até o quinto século, foi contínua a
observância do sábado judaico na igreja cristã, mas com rigor e
solenidade gradualmente decrescentes, até ser de todo
abolida." - Lyman Coleman, Ancient Christianity Exemplified,
cap. 26, seção 2.
Mais
forte se nos afigura ainda o depoimento do historiador Sócrates,
que escreveu em meados do quinto século. Diz ele: "Quase todas
as igrejas do mundo celebram os sagrados mistérios no sábado de
cada semana; não obstante os cristãos de Alexandria e de Roma, em
vista de alguma antiga tradição, recusarem-se a fazê-lo." - Eclesiastical
History, livro V, cap. 22.
Sozomen,
outro historiador do mesmo período, escreveu: "O povo
de Constantinopla e de outras cidades, congregam-se tanto no sábado
como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em
Roma." - Eclesiastical History, livro VII, cap. 19.
Estas
citações provam que o sábado era observado pelos fiéis, naquele
tempo, mas a igreja de Roma e as de sua órbita de influência já
começaram a implantar o domingo. O "festival da ressurreição",
sem nenhum caráter de dia de guarda, tivera grande incremento com a
imposição oficial pelo edito de Constantino. O resultado foi a
confusão, a guarda de ambos os dias por muito tempo. Pois bem, é
um ambiente assim que o Concílio de Laodicéia vota o Cânon 29.
Nesse contexto histórico é que se vê a apostasia ganhando
terreno, e melhor se percebe o sentido desse voto.
 

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