intro.gif (2169 bytes)

Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso

 

or_bar.gif (1182 bytes)

 

CONQUISTA DE MADAIN

 

l_brown.gif (101 bytes)

 

Os �rabes que derrubaram o imp�rio sass�nida, estavam impulsionados  por um nova religi�o, o Islam. O Profeta Mohammad, membro do cl� hashimita da poderosa tribo Coraix, declarou sua miss�o prof�tica na Ar�bia em 612 e finalmente, ap�s 10 anos, retornou vitorioso a sua cidade de nascimento, Meca, j� agora submetida � nova f�. Um ano ap�s sua morte, a Ar�bia iniciava a campanha contra os imp�rios bizantino e sass�nida, sob a lideran�a de Abu Bakr, o primeiro califa.

Abu Bakr derrotou o ex�rcito bizantino na cidade de Damasco, em 635d.C, e come�ou sua conquista do Ir�. Em 637, as for�as �rabes ocupavam a capital sass�nida, Ctesifonte (rebatizada de Madain), e em 641/2, derrotavam o ex�rcito sass�nida em Nahavand. O Ir� rendia-se aos invasores. A conquista isl�mica foi facilitada pela decad�ncia material e social dos sass�nidas. As popula��es locais tinham pouco a perder e cooperaram com os conquistadores. Al�m disso, os mu�ulmanos ofereciam uma relativa toler�ncia religiosa  e tratamento justo para quem aceitasse o governo isl�mico sem resist�ncia. Em 650 d.C, n�o havia mais qualquer resist�ncia sass�nida ao poder dos mu�ulmanos. As convers�es ao Islam, que oferecia certas vantagens a quem aderisse, foram r�pidas entre a popula��o urbana e um pouco mais lentas entre os camponeses e os "dihqans". No s�culo IX, a maioria do imp�rio persa era mu�ulmana.

Embora os conquistadores, especialmente os om�adas (os governantes mu�ulmanos que sucederam  a Mohammad no per�odo 661-750d.C), insistissem na primazia dos �rabes entre os mu�ulmanos, pouco a pouco foi surgindo uma nova comunidade. Os  mu�ulmanos adotaram o sistema sass�nida de cunhagem de moeda e muitas pr�ticas administrativas, como a cria��o do cargo de vizir, ou ministro, um sistema de controle das receitas e despesas por parte do estado, que se tornou uma caracter�stica da administra��o em territ�rios mu�ulmanos. Os �ltimos califas adotaram o cerimonial  da corte e, por consequ�ncia, muitas das armadilhas da monarquia sass�nida. Os sass�nidas contribu�ram significativamente em todos os aspectos do conhecimento isl�mico, incluindo filologia, literatura, hist�ria, geografia, jurisprud�ncia, filosofia, medicina e nas ci�ncias.

Mas, os �rabes mantinham o controle. A nova religi�o, o Islam, impunha seu pr�prio sistema de cren�a,  leis e  costumes. Nas regi�es que se submeteram pacificamente ao dom�nio mu�ulmano, os propriet�rios de terras continuaram na posse de seus bens.  Mas as terras  pertencentes � coroa, ou as abandonadas pelos que fugiram, passaram para as m�os do novo estado. Isto inclu�a o territ�rio de Sawad, uma plan�cie de aluvi�o nas regi�es central e sul do Iraque. O �rabe tornou-se a l�ngua oficial da corte em 696 d.C, embora   o persa continuasse a ser amplamente falado. No s�culo IX, com o surgimento de dinastias mais iranianas, houve como que um renascimento da l�ngua e  literatura persas, agora enriquecida por voc�bulos e escrita  �rabes.

Um outro legado da conquista �rabe foi o Islam Shiat  (partido), que, ainda que possa ser mais identificado com o Ir�, no in�cio n�o era um movimento religioso iraniano. Ele se originou de �rabes mu�ulmanos, que sustentavam que a lideran�a da comunidade ap�s a morte de Mohammad deveria pertencer ao genro de Mohammad, 'Ali e a seus descendentes. Este grupo chegou a ser conhecido como xi�tat 'Ali, os partid�rios de 'Ali, ou xi�tas, como s�o conhecidos atualmente. Um outro grupo que  apoiava Muawiya (um concorrente ao califado depois da morte de Osman) desafiou a elei��o de 'Ali em 656  d.C. Ap�s o assass�nio de 'Ali durante a prece na mesquita de Kufa, em 661d.C, Muawiya foi declarado califa pela maioria da comunidade isl�mica. Ele se tornou o primeiro califa da dinastia om�ada, que tinha sua capital em Damasco.

O filho mais novo de 'Ali,  Hussain, se recusou a prestar tributo ordenado pelo filho, e sucessor, de Muawiya, Yazid I, e fugiu para Meca, onde passou a liderar a revolta dos xi�tas. Em Kerbala, no Iraque, o grupo de Hussain, composto de 200 seguidores entre homens e mulheres, foi derrotado pelas tropas om�adas. A grande concentra��o dos xi�tas, nos primeiros cem anos do Islam estava no sul do Iraque. Somente no s�culo XVI, sob os sef�vidas,  � que a maioria iraniana se tornou xi�ta, ou xiita.

Os ab�ssidas, que haviam derrotado os om�adas em 750 d.C, ainda que fossem solid�rios com os xi�tas iranianos, formavam claramente uma dinastia �rabe. Eles se rebelaram em nome dos descendentes do tio de Mohammad, Abbas, e da casa de Hashim, que era um ancestral  tanto dos xi�tas como dos ab�ssidas, ou sunitas, e por   isso, o movimento ab�ssida acabou contando com o apoio tanto de sunitas como de xiitas. O ex�rcito ab�ssida consistia principalmente de homens de Corass�   e era chefiado por um general iraniano, Abu Muslim.

Apesar disso, os ab�ssidas n�o estimulavam as   aspira��es xiitas mais extremadas. Estabeleceram sua capital em Bagd�. Al Mamun, que se apoderou do poder de seu irm�o, Amin, e se autoproclamou califa em 811 d.C, tinha a m�e iraniana e com isso uma base de apoio em Corass�. Os ab�ssidas continuaram com a pol�tica centralizadora de seus predecessores. Sob seu governo, o mundo isl�mico experimentou uma prosperidade cultural,  comercial e econ�mica, partilhada pelos iranianos.

As dinastias que se seguiram descendiam dos povos n�mades, guerreiros de l�ngua turca e que haviam se mudado da �sia Central para a Transoxiana.Os califas ab�ssidas, no in�cio do s�culo IX,   come�aram a recrutar entre esses povos, guerreiros escravos. Pouco tempo depois, o verdadeiro poder dos califas ab�ssidas come�ava a declinar; finalmente acabaram se dedicando mais aos aspectos religiosos enquando que os verdadeiros governantes passaram a ser os escravos guerreiros. Como o poder dos ab�ssidas se enfraquecia cada vez mais, uma s�rie de dinastias nativas e   independentes se levantou em v�rias partes do Ir�, algumas com consider�vel influ�ncia e poder. Entre as mais importantes estava a dos sam�nidas, que come�ou em Bucara e se estendeu da regi�o central do Ir� at� a India. Em 962 d.C,   Alp-tagin, um escravo turco,  conquistou Ghazna  (atual Afganist�o) e estabeleceu uma dinastia, a dos Ghaznavidas, que durou at� 1186 d.C.

Muitas cidades sam�nidas foram perdidas para um outro grupo turco, os selj�cidas, um cl� dos turcos oghuz, que vivia ao norte do rio Oxus (atual Amu Darya). Seu l�der, Tughril Beg, levou seus soldados a lutarem contra os ghaznavidas em Corass�. Ele foi do sul para oeste, conquistando, sem perder as cidades que encontrava em seu caminho. Em 1.055 d.C, o califa de Bagd� deu a Tughril Beg, al�m de presentes, o t�tulo de Rei do Oriente. O sucessor de Tughril Beg, Malik Shah (1072-92), com a importante colabora��o de seu brilhante vizir iraniano, Nizam al Mulk, promoveu um renascimento cient�fico e cultural no Ir�. Foi criado o observat�rio, onde  Omar Khayam fez muitos de seus experimentos para um novo calend�rio, al�m de escolas religiosas em todas as grandes cidades. Ele trouxe para a capital selj�cida de Bagd�, Abu Hamid Ghazali, um dos maiores te�logos isl�micos, al�m de outros s�bios, estimulando e apoiando o trabalho deles.

 

Fontes

"A Idade M�dia - Proemin�ncia das  civiliza��es orientais"  - Edouard Perroy

"O Mundo Isl�mico" -Edi��es Del Prado

back1.gif (279 bytes)


home.gif (396 bytes)


Hosted by www.Geocities.ws

1